O meu ponto de vista

Maio 31 2010
Adoro ouvir uma senhora dizer: “fulano e sicrano afirmaram nas minhas barbas isto e aquilo”. Numa altura em que até os homens se depilam, ouvir uma senhora falar em barbas é risível.
Depois existem outras afirmações que denotam uma falsidade a toda a prova. O ar de comiseração com que, por vezes, se fala é confrangedor. E tanto se é capaz de falar com uma arrogância sem limites, como, a seguir, chorar sangue e lágrimas. De crocodilo, acrescento eu.
Sou homem de fé. Assim, acalento a esperança de que, mais cedo que tarde, se coloque cobro às pesporrência, a qual raia a fronteira do absurdo. É que, infelizmente, de uma forma abrupta, com excepção de poucos instantes, irrompe-se com expressões, pretensamente, grávidas de uma importância capital, mas que espremidas nem gota deitam. O pior, porém, é quando tais asserções são, simultaneamente, imbuídas de uma malignidade digna de nota.

Hernâni de J. Pereira

Adenda:
Torna-se engraçado, ou nem tanto, o modo como se cita a legislação, ou seja, com letra minúscula. Sinceramente, jamais vi escrever despacho nº tal e tal em vez de Despacho Nº …. Bem, deve ser influência dos circundantes.
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Maio 28 2010
Quando atravessamos uma situação económica deveras difícil, com aumento extraordinário de impostos e mais o que para aí vem – recordo que já afirmei, neste e noutros espaços, acreditar sinceramente que não iremos receber o 13º mês, vulgarmente conhecido como subsídio de Natal – manda o bom senso que as grandes obras, algumas delas faraónicas e outras autênticos elefantes brancos, fossem adiadas, senão mesmo anuladas. Já lá diz o ditado: “quem não tem dinheiro, não tem vícios”.
Contudo, o que vemos é que os partidos de esquerda apenas querem aumentar a receita, por via dos impostos, uma vez que são incapazes de cortar na despesa. Digo isto com toda a propriedade, pois, hoje, no Parlamento, o PS; PC e BE chumbaram uma proposta do PSD para que o TGV, entre Lisboa e Madrid, fosse adiado. Claro que atrás do TGV virá o novo aeroporto e a 3ª ponte sobre o Tejo.
Nesta ordem de ideias, é absolutamente necessário que este governo seja demitido. Cavaco Silva, enquanto os poderes constitucionais lhe permitirem agir neste sentido, não pode refugiar-se em “águas mansas”. Por muito menos Santana Lopes foi demitido. Sendo apoiante incondicional do Presidente da República, sinto-me perfeitamente à vontade para dizer que ele não pode unicamente pensar na sua reeleição.
Para além da incompetência que enferma, a demissão do governo justifica-se também por a vontade popular ter mudado. Observe-se, por exemplo, as mais variadas sondagens que dão, neste momento, o PSD muito perto da maioria absoluta, com uma queda abrupta do PS.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:26

Maio 27 2010
Neste tempo de reconstrução educativa, a exigir reflexões múltiplas e cruzadas que apontam para novos paradigmas de planeamento e urbanidade, de que a reabilitação e a regeneração dos centros de decisão é apenas um caminho. Neste tempo de reedificação instrutiva, é indispensável que a voz da autoridade se faça ouvir, para que o país ganhe a velocidade de cruzeiro necessária à sua recuperação.
Vêm estas palavras a propósito de mais uma agressão a um professor, perpetrada por um pai, na Escola EB 2,3 Delfim Santos - Lisboa, só porque aquele pediu a um aluno do sexto ano que puxasse as calças para cima, uma vez que estava com os boxers totalmente à mostra. De acordo com o Jornal da Noite, da SIC, aquele docente explicou aos alunos que aquele comportamento não era admissível e que o mesmo era proveniente de uma moda, iniciada nas prisões masculinas dos EUA, para iludir os guardas-prisionais sobre tendências homossexuais.
E, claro, o discente não esteve por meias medidas. No intervalo seguinte, telefonou ao pai, presumindo-se que tenha dito que o professor lhe tinha chamado “gay”. O encarregado de educação, de imediato, deslocou-se ao estabelecimento de ensino e, para além de dirigir palavras extremamente ofensivas ao professor, não fez a coisa por menos, isto é, agrediu-o violentamente, obrigando-o a receber tratamento hospitalar.
Ao que chegámos, meu Deus! Nesta, como em muitas outras escolas, onde não se quer impor a autoridade, com receio de serem apelidados de autoritários, o resultado não podia ser diferente.
Já agora, onde estão as normas - e a vontade de as cumprir – sobre o modo de estar, de vestir e de falar? E não venham com o que está escrito no Estatuto do Aluno, pois, sobre isto, estamos falados.
Mas também não se estranha a não implementação de medidas, uma vez que, em tempos que já lá vão, quando as agora ausentes se colocaram em prática, foram os primeiros a criticá-las.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:18

Maio 26 2010
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Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:39

Maio 25 2010
A conquista da instrução deve ser uma oportunidade muito motivadora para todos, até porque equivale sempre a um formato inovador. Um projecto desta natureza deve corresponder a uma forma estruturada do saber, um espaço integrado único, que se adequa às necessidades e satisfações do homem moderno.
Acrescente-se, ainda, que tudo isto deve decorrer num ambiente o mais sofisticado possível, desenhado, criado e gerido com um único objectivo: proporcionar o máximo conhecimento possível num meio de conforto e dando, acima de tudo, o exemplo a quem se serve.
Reconhecer a importância do saber ser e estar é fundamental. Trata-se de um salto qualitativo que se necessita de dar, nomeadamente no plano ético e da formação. Por outro lado, tem também de ser claro que se está receptivo às alterações no “modus operandis”, para que este contemple valências há muito consideradas inerentes à própria profissão e, hoje-em-dia, algo esquecidas.
E, não tenhamos dúvidas, a verdade é que a bola está perfeitamente do lado de quem não se compagina com qualquer situação, pelo que somos constantemente desafiados a dar o nosso contributo para que se alterem as regras. É que se estivermos à espera que superiormente venham palavras a apelar ao bom senso ou mesmo até de proibição, bem podemos esperar sentados.
A sempre anunciada e desejada revisão de atitudes deve visar, claramente, a melhoria da educação no sentido da sua adequação aos nossos tempos, mas, como é óbvio, sem desprimor para um conjunto de regras de conduta, as quais não se esgotam no serviço que prestamos, por muito importante que seja e, em boa verdade, é, pois vão muito para além dos muros que diariamente nos rodeiam, para, fundamentalmente, se expandirem vectorialmente no futuro.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:08

Maio 24 2010
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Aprendi a não fechar o meu espírito a uma ideia por muito que ela se pareça com um milagre.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:28

Maio 24 2010
Quando, cada vez mais, somos rodeados por toda uma parafernália de objectivos e ambientes “hi-tech”, cujos protótipos futuristas nos levam a recear quem serão os robots de amanhã, convido-vos, hoje, à redescoberta de tesouros antigos, os quais aparentemente se escondem aos nossos olhos, apesar de estarem presentes nos nossos apressados itinerários quotidianos.
Nas bandeiras que, hoje em dia erguemos, todos almejamos que sejam guardiãs de uma luminosidade própria que empreste ao nosso diário a elegância, a raridade e a delicadeza, à semelhança da beleza que emanava, por exemplo, das antigas rendas que ornamentavam os pulcros panos de linho, saídas das saudosas mãos das nossas mães e avós.
Deste modo, não admira que a nossa sustentabilidade, essa palavra tão em voga e tão difícil de concretizar, deva assentar no rejuvenescimento de toda uma fileira de hábitos e métodos, hoje, infelizmente, considerados em desuso. Sem receio da conotação negativa que à palavra saudade é dada, a realidade atesta que a capacidade dos actores envolvidos - de um modo ou outro somos todos - se adaptarem aos novos desafios, não só como estratégia de sobrevivência, mas, sobretudo, como garantia de um melhor e mais sadio desenvolvimento, assenta no fio, na pedra e no ferro suficientemente fortes, antiga e sabiamente trabalhados, com vista a que renasçam em novas funções.
Assim, saibamos recuperar e reabilitar esses tesouros.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:16

Maio 20 2010
Das muitas vicissitudes porque passamos na vida, aquelas que mais nos doem, pois geralmente são as de maior dimensão, são as causadas por erro humano, nomeadamente no campo dos afectos, principalmente porque fechamos os olhos à razão.
Os efeitos de tais adversidades que sobre nós impendem, uma vez que, apesar de devidamente avisados, não nos acautelamos suficientemente, podem ser, e muitas vezes são, trágicas. Contudo, mais trágico seria a incapacidade e a impotência para não reagir contra essas contrariedades.
Sem prejuízo de uma reflexão alargada sobre a forma como construímos e desconstruímos o nosso “eu”, num trabalho que é também de prevenção, importa sublinhar a extraordinária capacidade para renascermos das cinzas.
Dizia-me há tempos um amigo que as feridas provocadas por tais sintomas se curam mais depressa do que, à partida, julgava. Adiantou, ainda, que passados uns meses são raros ou invisíveis os efeitos de tais temporais e a recuperação é assinalável, senão mesmo total.
A confiança e a capacidade de enfrentar desafios duros é uma verdadeira lição. Exemplo de estoicismo e tenacidade perante os contratempos, digno de ser relevado. E, já agora, seria óptimo que esta fidúcia, que esta serenidade activa para enfrentar os desafios mais extremos, isto é, a atitude que se infere quando se olha para estas pessoas, contagiasse outras.
A componente subjectiva da força anímica, a vontade de dar a volta às coisas da vida e a determinação individual são fundamentais para vencer e para superar toda e qualquer dificuldade.
Vale a pena testemunhar isto.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:15

Maio 19 2010
Muito se tem falado da eficiência do nosso desenvolvimento económico e do que verdadeiramente o pode tornar sustentável. E, por muito que se afirme até à saciedade que “o mundo mudou em duas ou três semanas”, a realidade mostra exactamente o contrário, isto é, são as políticas governamentais que não nos preparam convenientemente para tal, uma vez que os exemplos que vêm de cima são desencorajadores.
Mas conseguirão os portugueses acompanhar a tendência global de melhoria das condições de vida, seja a nível de mentalidades ou financeiro? A resposta a esta questão depende de cada um de nós, mas depende muito mais das medidas governamentais.
Ora, de entre as razões apontadas para não emergir um desempenho individual que prime pela excelência, destaca-se a falta de informação, não só sobre o uso mais racional da economia, mas também sobre a oportunidade de premiação que é possível atingir ao usar comportamentos mais eficientes. Acresce ainda o receio pela generalizada ausência de verticalidade da parte dos dirigentes intermédios e superiores, mais sugestionados para a obediência, quase cega, a influências partidárias e sindicais.
Por outro lado, se à desinformação e ao desconhecimento juntarmos ainda o nível de literacia da maioria dos portugueses, percebe-se o porquê das dificuldades de implementação maciça das políticas de eficiência profissional.
Todavia, apesar destes senãos, a verdade é que as decisões dos nossos governantes, principalmente as ocorridas nos últimos quinze anos, armadilham as melhores compreensões e intenções, impedindo, deste modo, o progresso, alimentam os travões aplicados à poupança, não reconhecem a capacidade de mobilização de cidadãos mais empenhados, recorrem quase sempre à demagogia e visam fins eleitoralistas, tendem para o encobrimento da verdade e desresponsabilizam a incompetência, mesmo quando esta é por demais evidente.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:28

Maio 18 2010
Por muito que todos, incluindo pessoas com enorme influência no PS (Mário Soares, Manuel Alegre e António José Seguro), achem que, numa altura em que a crise que atravessamos é absolutamente dramática, é fundamental falar claro e, sobretudo, olhando nos olhos os portugueses, dizer a verdade, José Sócrates continua a fazer exactamente o contrário.
Vejam este simples exemplo. No dia 13 de Maio, aquando da divulgação do novo pacote de austeridade, afirmou peremptoriamente que as medidas aí preconizadas eram para durar até ao final do próximo ano. Foram palavras ditas e repetidas em frente das câmaras da TV e, por isso, vistas e escutadas por toda a gente. Hoje, o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, declarou, em frente dos mesmos órgãos de comunicação social, que aquelas medidas vigorarão até que se justifique, isto é, para além de 2011 se tal for considerado imprescindível.
Em suma, o Primeiro-Ministro não tem emenda. Haverá alguém que ainda acredite nele? E, já agora, alguém com esta credibilidade, tem autoridade para levar a bom porto esta barca que ameaça constantemente naufragar?

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:44

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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