O meu ponto de vista

Janeiro 27 2010
Pablo Aimar, jogador do Benfica, foi castigado, pela Comissão Disciplinar da Liga de Futebol, por simular um penalti no jogo com o Nacional, a 26 de Outubro p.p., no Estádio da Luz, com uma multa de 750,00 €.
Pela mesma falta, na época transacta, Lisandro Lopez, ex-jogador do F.C. do Porto, foi sancionado com um jogo de suspensão.
Assim vai a justiça desportiva em Portugal. Aliás, a resolução deste e doutros casos é exemplar (!!!), levando-nos a pensar que o maior número de pontos do Benfica não é por acaso.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:15

Janeiro 26 2010
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Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Janeiro 26 2010
Prometeram encantos e sóis de mil dias. Aliás, havia também juras de amanhãs que iriam brilhar sem cessar e, no mínimo, cantar-se-iam hossanas eternamente. Pretenderam encantar com sonhos majestáticos, através de rostos (pseudo)lavados e outras funcionalidades. Era para ser um projecto único e atractivo - pelo menos para algumas famílias - onde os desejos se personalizavam em interesses pessoais de quem sempre gostou de se colocar em bicos de pés.
Garantiram um futuro risonho onde o impacto do esforço teria, de imediato, o retorno esperado. Na procura pelo endeusamento tudo afiançaram procurando, deste modo, apagar a memória de antanho.
Agora, que a informação é sonegada, que as novidades actuais são apenas aquelas que dizem mal dos outros, que o material informático, ao dispor dos utentes, se encontra reduzido ao mínimo, etc., etc., facilmente se chega à conclusão que apenas tentavam edificar algo sedimentado unicamente em areia.
Hoje, quando se tenta, felizmente sem o conseguir, esmagar a pés juntos qualquer veleidade de independência, quando a herança paga um alto preço, o que, sem nos admirarmos, faz as delícias dos que nunca na vida foram alguém, há que mostrar uma couraça de indiferença e (porque não?) até de superioridade, sabendo que os vendilhões do templo, mais cedo que tarde, acabarão por ser expulsos.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:56

Janeiro 25 2010
O deambular aí me levou. Procurava a história. Encontrei o requinte e o sossego conjugado com a harmonia. Descobri espaços sumptuosos onde cada recanto, cada peça tem uma narrativa para contar, contribuindo para enriquecer a experimentação das actividades lúdicas.
A requalificação e a transformação daquele espaço em local de charme foram, para regalo dos sentidos, pensadas ao pormenor, de forma a preservar a traça e o cariz histórico. Os espaços envolventes, de modo algum, foram esquecidos. A preservação dos jardins, onde as sebes dão conta de uma arquitectura rendilhada e obediente a geometrias variáveis, criou um ambiente de grande comunhão com a natureza.
O edifício principal, construído ao estilo vitoriano, onde, no primeiro andar, sobressaem os amplos quartos, nos quais se podem encontrar peças de mobiliário antigas. Realça-se, ainda, as varandas individuais debruçadas sobre os jardins circundantes. Os jasmins, as buganvílias e as dálias proliferam, quase beijando as rasgadas janelas daqueles.
Construções adjacentes transformadas em espaços de convívio, onde as grossas traves de madeira, em tempos vindas dos “brasis”, as quais, através da negra “patine” dada pelo passar dos anos, dão um toque de nobreza ao local. Aqui, mais tarde, já a noite ia alta, se jantou.
Ao fundo do edifício principal, após percorrer um extenso corredor, decorado com grandes quadros, onde pontuam Maluda e Cargaleiro, e depois de descer uma escada em forma de caracol, alcança-se a adega. Esta, como se depreende, totalmente subterrânea, apresenta-se com as suas paredes repletas de vinhos imemoriais, destacando-se os vinhos do Porto, adormecidos ao longo de dezenas de anos. Contudo, os vinhos maduros, principalmente os tintos, absorveram uma atenção especial. O “Casa de Santar”, colheita de 1978, decantado e deixado oxigenar durante meia hora, levou o nosso palato ao sabor só ao alcance dos deuses. O presunto “Pata Negra”, cortado em lascas finas, acompanhado por azeitonas de Elvas, deram o substrato que aquele necessitava e a longa jornada já impunha.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:34

Janeiro 24 2010
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Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 08:50

Janeiro 23 2010
Não há margem para dúvidas. Este governo conduziu-nos a uma situação que, a cada dia que passa, somos menos donos do nosso destino. Não acreditam? Vejam, então, a título de exemplo, os dois seguintes casos.
As agências de «rating» começaram, há já algum tempo, a alertar os mercados internacionais para o risco do investimento em Portugal, tornando, como é lógico, numa primeira fase, os juros cada vez mais altos e aumentando, por conseguinte, a nossa dívida externa. Numa segunda, a qual não deve andar longe, porque consumimos muito mais do que produzimos, a nossa dificuldade será a de conseguir que alguém nos empreste dinheiro, como acontece já com a Grécia e, em certa medida, também com a Irlanda.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório anteontem divulgado, veio afirmar que, a não serem alteradas profundamente as políticas orçamentais, o défice externo continuará a aumentar, isto é, passará dos 8,5 % em 2009 para 8,9 % no corrente ano. Avança, ainda, que continuará a dilatar-se o nosso fosso de desenvolvimento relativamente aos nossos parceiros da CE, uma vez que estes, em média, vão crescer cerca de 3 % e nós, quanto muito, 0,5 %.
Por isso não admira que o FMI tenha preconizado uma forte redução da despesa pública, essencialmente, no respeitante à massa salarial e/ou um aumento dos impostos.
E porque será que tudo isto não nos espanta? É que já vimos, repetidas vezes, esta “película”. De cada vez que os socialistas vão para o governo há um descalabro total das contas públicas. É um abrir constante da porta aos gastos desmesurados e supérfluos, deixando o país completamente depauperado.
Aliás, neste momento, para que não sejam apeados da “árvore das patacas”, mantêm uma política de salve-se quem puder, dizendo, de certo modo, sim a tudo e a todos. E quem vier atrás que “feche a porta e, se possível, apague a luz”.
Só lamento que, mais breve com que muitos estão a contar, tenhamos de pagar, com "língua de palmo", todo este forrobodó, sendo certo que os primeiros sacrificados serão sempre os funcionários públicos.
Mas não somos só nós a pagar tal factura. Infelizmente, deixaremos os nossos filhos e netos com a “corda na garganta”.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 15:24

Janeiro 20 2010
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Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:44

Janeiro 20 2010
De acordo com o estudo “50 anos de Estatísticas de Educação”, divulgado hoje, os melhores alunos, isto é, aqueles que apresentam as maiores taxas de transição e conclusão dos ensinos básico e secundário encontram-se no Centro e Norte do País.
O assunto domina as primeiras páginas dos jornais on-line. É tema de grandes parangonas.
Todavia, pergunto: mas onde está a estranheza? Alguém tem dúvidas que é no Norte e no Centro que estão as pessoas mais trabalhadoras, empreendedoras e inteligentes? E, já agora, as mais bonitas, diga-se em abono da verdade.
O Sul, sobretudo Lisboa, que fica para os lados de Marrocos, limita-se a gastar o que nós produzimos ou, como se costuma dizer, “dormir à sombra da bananeira”.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 18:59

Janeiro 19 2010
É sabido que a informação é fundamental. Estar bem informado é, cada vez mais, um direito e um dever. Contudo, a informação deve ser completa e o mais clara possível, pois, caso contrário, é manifestamente prejudicial e aproveita apenas aos detentores do poder. É verdade que estes, muitas vezes, se rogam no direito de serem os únicos depositários da informação, fazendo jus àquela máxima “informação é poder”. Todavia, quando muito, esta situação deve ser excepção e não prática corrente.
Por exemplo, para que serve darem-nos a conhecer a resposta - por sinal bastante sintética – quando nos é ocultada a respectiva pergunta? Será para especularmos? Ou será que acham que não temos o direito de saber o que se passa?

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:33

Janeiro 18 2010

O nosso Primeiro estava nas nuvens. O apreciar do silêncio, a visualização das cores do horizonte, o desfrutar dos sabores (da terra e do mar), o gozar a brisa oceânica, enfim, o deleitar-se com a mãe natureza, num despertar quase total dos sentidos, estava a saber-lhe às mil maravilhas. E para colmatar tão doce sonho, eis que lhe aparece, envolta em cetim cor-de-rosa, a Fernanda, a qual …


De repente, é despertado pelo Pedro que lhe anuncia ser Manuel Alegre, finalmente e oficialmente, candidato à Presidência da República em 2011. Estremunhado, dá um salto no sofá, onde por vários minutos cochilou e, num acesso de raiva, exclama:


- Caramba pá, não há direito. Será que uma pessoa não pode ter um belo sonho, nem que seja por breves minutos? Terias que ser tu a acordar-me e logo com uma mentira que, como bem sabes, é, para mim, um autêntico pesadelo?


Pedro, meio acabrunhado, com os olhos quase a desfazerem-se em lágrimas e o ar mais taciturno que alguma vez lhe fora visto, diz com a voz embargada:


- Oh Zé, desculpa. Não foi minha intenção incomodar-te, mas olha que não se trata de nenhuma patranha. Acabei de ver e ouvir e olha que as imagens não mentem.


O Primeiro, já desperto, levanta-se do sofá, compõe o fato Armani e ajeita a gravata Hugo Boss. Depois, virando-se para o seu fiel ministro, profere:


- Pronto, Pedro. Chega! Não «vou à bola» com o Poeta, mas como gosto menos do Sr. Silva, deixa lá. Vá lá, não fiques com essa cara. Olha, é sempre melhor ser alegre que ser triste.


Mal sabia que tinha acabado de citar, por mero acaso, um excerto do “Samba da Bênção” de Vinicius de Morais.


Hernâni de J. Pereira


 

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:02

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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