O meu ponto de vista

Novembro 30 2009
As instituições têm de se adaptar aos sistemas e não estes àquelas. Pessoalmente lutamos há muito contra a aplicação, pura e dura, de uma tendência, ultimamente muito em voga, que considera quase tudo como se de linhas de produção se tratasse, em vez de considerar as especificidades e estratégias da organização.
Contudo, o mais grave é o facto das pessoas que, nesta corrente, vulgarmente designada por «all-in-one», detêm o conhecimento, correrem o risco de terem pouca ou nenhuma relevância nos processos internos e de perderem a capacidade de influenciar as novas iniciativas ou estratégias.
É claro que esta sintomatologia é agravada quando existe uma política de especulação e um excesso de confiança, fruto, muitas vezes, de inexperiência e de arrogância.
Não existem, como é do conhecimento geral, duas instituições iguais, nem tão pouco um sistema que sirva a ambas, ainda que estas sejam similares. E não serve porque cada uma possui a sua cultura, mas também pela forma como os decisores olham para o seu «core business». E é, essencialmente, aqui que, na maior parte das vezes, se registam as falhas, pois para a prossecução do sucesso, a implementação terá de ser obrigatoriamente efectuada por grupos interdisciplinares, os quais, simplesmente, não existem ou não funcionam.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Novembro 30 2009
Afinal, não é somente este país que anda louco. Não são apenas os portugueses que, salvo raras e honrosas excepções, procedem irracionalmente. A ter em conta a notícia de que um grupo de cidadãos argentinos e de outros países lançou, na internet, uma recolha de assinaturas para se avançar com uma candidatura do antigo presidente cubano, Fidel Castro, a Prémio Nobel da Paz de 2010, não somos, na verdade, os únicos.
Apetece perguntar. Então, um déspota que atirou para a prisão e consequente morte milhares e milhares de seus concidadãos, pelo simples motivo de pensarem de modo diferente, agora também merece um galardão como o Nobel da Paz? Um ditador que privou e continua a privar os cidadãos do seu país, através dos seus correligionários – familiares e não só – ainda instalados no poder, as mais elementares liberdades, como seja, por exemplo, a de opinião, merece ser louvado?
E, já agora, como estamos no domínio da esquizofrenia, daqui lançamos um repto a Bernardino Soares, digníssimo líder parlamentar do PCP, para avançar também com a candidatura do actual líder da Coreia do Norte, esse manancial da democracia, no dizer daquele, Kim Jong-il, filho do presidente eterno Kim Il-sung. Isto enquanto não lhe suceder o seu filho, com pouco mais de 25 anos, fazendo jus à mais longa monarquia comunista.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 18:29

Novembro 27 2009
Pinceladas negras em quadros ebúrneos
Favores cobrados de memórias desarrumadas
Mudanças voláteis ditadas em tempos áureos
Adopção de posturas jamais intentadas
Imperiosidade inebriante em mundos térreos
Vozes que ficam, cepticamente reforçadas
Resultados destroçados em campos argênteos
Revolução desenhada em ambições desarvoradas
Proximidade à comodidade de espaços vítreos
Luxo em respostas (des)inspiradas.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 18:24

Novembro 26 2009
Quando entramos numa escola queremos sentir-nos como estando a entrar numa dimensão do futuro, onde possamos observar o que de novo se constrói e como melhor se reconstrói.
Por muita nostalgia que possamos ter, sonhamos sempre com uma superior qualidade de vida que só o melhor futuro pode oferecer, mesmo quando, aparentemente, damos impressão de estarmos à procura de um refúgio na «montanha» ou em uma «casa isolada». Ciclos que a vida tece!
E nas escolas, tal como na vida, a diferença que importa pode ser um «pequeno jardim interior», cuidadosamente desenhado com os mais simples traços da singeleza de uma criança.
Nesta época natalícia, temos consciência que as «luzes», sem dúvida importantes, com que iluminamos a nossa prática educativa, não podem, nem devem, por muito belas que sejam, ofuscar ou mascarar as questões que o sector tem que equacionar para continuar a ser um dos motores da procura de um futuro melhor.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:10

Novembro 25 2009
Quando se vive um clima de constante mudança, como é presentemente o caso, apenas os mais atentos às novas necessidades dos seus pares conseguem vingar. A evolução permanente e uma complexidade cada vez maior dos sujeitos activos obriga a que as equipas de gestão sejam dotadas de uma marcante criatividade, a qual, obrigatoriamente, deverá permitir a concepção de “produtos” inovadores. Simultaneamente, deverá dar aos outros uma nova forma de olhar o futuro.
É sabido que, por vezes, as contingências do destino permitem que uns plantem as árvores e outros colham os frutos. Contudo, como isso nem sempre é possível, não nos podemos olvidar que, hoje em dia, é imprescindível redistribuir funções, sempre com o objectivo de, em cada local, dar aos parceiros exactamente o que estes exigem. A construção de uma capilaridade assente em parcerias estratégicas – internas e/ou externas – é, neste campo, de capital importância.
O exemplo marcante desta postura deverá ser a escola. Enquanto organização por excelência dotada de elevado know how, não pode, de modo algum, conjugar o verbo diminuir ou encerrar. Bem pelo contrário. É necessário criar margem para poupar, informar e diversificar as iniciativas para “ganhar” dinheiro, pois sem ele não se diversificam ofertas, não se satisfazem os “clientes” e só vai contribuir para o discurso dos que dizem que assim não vamos lá.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:46

Novembro 24 2009
Pode-se escutar José Sócrates? Pode e não pode. As escutas já feitas devem ser destruídas? Sim e não. As mais altas figuras da justiça devem esclarecer melhor e o mais rapidamente possível o caso? Novamente sim e não. Face a que as escutas entre Armando Vara e José Sócrates não possuem qualquer relevância penal, de acordo com o PGR, devem ser divulgadas para que a opinião pública fique, de uma vez para sempre, esclarecida? Mais uma vez sim e não.
Mas será que neste país, cada vez mais esquizofrénico, nos vamos, um dia, entender?
Vêm a terreiro penalistas, professores de direito, magistrados e juízes – desde a mais baixa categoria até ao topo da classe – e, caramba, cada um diz de sua sentença?
Quanto a nós diremos que tais escutas não devem ser destruídas. Por dois motivos. Por um lado, por não conterem – diz-se (!!!) - factos importantes para o processo Face Oculta nada há a temer. Por outro, por poderem eventualmente serem proeminentes para outras matérias a investigar futuramente.
Mas por favor, organizem-se, informem-nos cabalmente e deixem-nos trabalhar!

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 09:13

Novembro 23 2009
Mais que inventar bodes expiatórios ou encontrar justificações mais ou menos eruditas, importa «forçar» o surgimento de outra prática mais adequada ao desenvolvimento sustentado. Isto para salvar o futuro das nossas instituições e a reputação de todos quantos agem e dão o seu melhor nestas.
Assim, gestores, autarcas e professores incluídos, mas também jornalistas, arquitectos, profissionais de saúde, políticos e outros terão que forçosamente inverter o seu múnus, deixando, de uma vez para sempre, de andar de dedo apontado.
É que em muitas das nossas organizações a vida que aí decorre mais parece um mau filme escrito por um guionista em noite mal inspirada, tentando inventar uma história que, sem êxito, procura esconder a falta de ideias e iniciativas, cujo fim, estamos certos, não será um “happy ending”.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:58

Novembro 20 2009
Numa consulta atenta pelos dicionários de bom português escrito, o termo ética aparece invariavelmente associado a moral e/ou regras de conduta. Pois, então, quais serão os parâmetros, os critérios e as normas que uma pessoa poderá seguir e pôr em prática para fazer jus a essa palavra tão cara?
Em primeiro lugar, há que apostar na força do carácter. A todos os níveis. Atitudes personalizadas mas sempre discretas e, acima de tudo, uma verticalidade a toda a prova. Modo de ser, demonstrativo de honestidade, cujas acções se devem pautar, em todos os momentos, por um ideal superior, colocando o bem comum acima do individual, ou seja, pensar nos outros antes de pensarmos em nós.
A ética, porém, de modo algum deve ser confundido com a lei. Uma pessoa pode obedecer cegamente à lei e eticamente ser execrável. Todavia, o contrário não é verdade, isto é, alguém que não respeite a lei não poderá, de modo algum, ter uma postura ética.
O nosso bom povo, na sua milenar sabedoria, “definiu” ética como a pessoa que não tem duas caras, ou seja, aquela que, em qualquer circunstância, procede sempre igual forma.
Por outro lado, o cultivar da diferença e o evitar da banalidade são caminhos, quando bem trilhados, para uma boa conduta ética.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:04

Novembro 19 2009
Teve-se conhecimento informalmente que o endereço deste blog foi retirado da página electrónica do Agrupamento de Escolas de Pampilhosa. Até aqui nada de anormal, a não ser que ficaria bem terem tido uma palavra antes. Todavia, é um direito que assiste ao órgão de gestão decidir o que quer ou não quer no site da escola.
Contudo, o caso muda de figura quando, dos dois existentes, manda retirar um e deixa outro, apenas porque este lhe é favorável e o outro alude a realidades que incomodam.
Claro que todos entendemos. É um acto de censura pura e dura e, concretamente, uma tentativa de silenciar uma voz que apoquenta, um modo das pessoas não terem acesso à verdade.
Como é evidente e a história nos ensina, quanto mais o poder tenta esconder, mais as pessoas procuram a verdade, pelo que, estamos certos, a consulta deste espaço vai aumentar.
Já agora, o único blog pessoal deixado, administrado por alguém muito querido da actual direcção, em tempos que já lá vão, como é do domínio público, levou a cabo uma campanha sórdida e despudorada, demonstrando uma total falta de ética, contra o então órgão de gestão, presidido por este vosso escriba. E, apesar da aludida campanha, jamais nos passou pela cabeça ordenar remoção do dito blog, já que de uma coisa nos orgulhamos: a liberdade, custe o que custar, é para preservar, pois, para nós, é um valor sagrado.
Assim se vai vendo a diferença.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:44

Novembro 18 2009
A avaliação dos professores, tal e qual a conhecemos, vai ser suspensa, segundo uns, substituída, segundo outros. Os mesmos e/ou outros afirmam que a divisão da carreira docente, entre professores e professores-titulares, também vai acabar.
Até aqui tudo bem, ou tudo mal, conforme a opinião de cada um.
Todavia, sobre a última temática, duas questões há a salientar.
A primeira diz respeito ao facto dos professores-titulares terem sido impedidos de concorrer à mobilidade docente, uma vez não terem sido abertos concursos específicos. Ora, tal quer dizer que muitos foram ultrapassados por colegas com menos anos de serviço, com nítido prejuízo, como é lógico, para aqueles.
A outra questão tem a ver com as consequências da passagem à titularidade. Como se sabe, docentes houve que, por via de terem ganho tal estatuto, ocuparam lugares do quadro em escolas, lugares esses que, em princípio, nunca seriam seus, pois estavam nestas pelas mais diversas razões - condições específicos, aproximação à residência, destacamentos, etc. -, mas não por tempo de serviço/classificação. Se os sindicatos querem, à viva força, que a avaliação dos docentes, no ciclo 2007/2009, não tenha quaisquer consequências, principalmente na progressão na carreira, então também devem solicitar que os professores-titulares que “ganharam” lugares de quadro em escolas por via desta “promoção” os percam.
Não sabemos se será legal, mas que estamos todos cansados de dois pesos e duas medidas, isso é verdade.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 18:39

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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