O meu ponto de vista

Outubro 18 2009

Nos dias de hoje parece que o estabelecimento de boas relações humanas é a panaceia para combater todos os males existentes nas organizações e, por isso, o caminho certo para o sucesso.


Nada de mais errado. É que o dito bom clima humano é apresentado, muitas vezes, como alternativa para quem queira vencer depressa e obter, na hora, alguma mais-valia. Por outro lado, também não deixa de ser, em outros casos, algo que agenceia ganhos reais de popularidade, efémeros é certo, mas, perfeitamente contabilizáveis, pois, embora alimentados externamente, são sobreavaliados e generosamente descontados da verdade inexistente.


Contudo, sem desdenhar a importância da manutenção de um bom clima entre as pessoas de uma organização, não é menos verdade que tal não pode, de modo algum, ser considerado um fim, mas apenas um meio para alcançar a melhor performance. É nesta senda que Rego, A., 2002, em Comportamentos de Cidadania nas Organizações, Edições McGraw-Hill, escreve “as organizações só funcionam eficazmente se as pessoas que nelas trabalham se dispuserem a fazer algo mais do que aquilo que está prescrito para os seus cargos” (pág. 2).


Nesta ordem de ideias, convém recordar aquele adágio espanhol “nada que valga la pena se logra sin crear conflictos” ou, como se afirma em bom português, todo aquele que não quiser enfrentar tempestades acaba rastejando.


 


Hernâni de J. Pereira

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:24

Outubro 17 2009
Não é verdade que as más pessoas estejam somente na política. Elas estão em todo o lado. As razões são muitas: o abandono da ética, a oferta desmesurada e, por vezes, desqualificada, o consumo desenfreado de bens, com a agravante de usufruídos sem merecimento, a degradação da moral e dos costumes, a desadequação do viver em relação ao ser, a demolição dos princípios subjacentes ao “naturis”, a reabilitação sem normas, o desrespeito pela dignidade das pessoas, a inadequação do desempenho profissional e consequente promoção, a postura face à lei, a gala da desobediência, a cópia de modelos estereotipados, desconsideração pelos mais velhos, etc.
Apesar de sabermos quão polémica é, somos de opinião que não é a grande corrupção que “mata” este país. O que provoca a nossa desvantagem em relação aos nossos parceiros europeus é a infecção provocada pelos pequenos actos, a que vulgarmente denominamos por desenrascanço. O “geitinho”, a cunha, a “ajuda”, o "fechar", nem que seja por breves instantes, dos olhos, o “amiguismo”, em suma, este nosso muito peculiar modo de viver designado por “nacional porreirismo”.
O pior, porém, é que os cumpridores em vez de elogiados são vituperados.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:12

Outubro 12 2009
A era da má-língua, da maledicência, do diz-que-disse tem os dias contados. À semelhança do outro, também nós diremos que quem se meter connosco leva.
Não receamos, de modo algum, que nos colem rótulos. Desde que estejamos convictos da razão, nada tememos. Nunca agiremos em nome do politicamente correcto.
Sempre construímos o nosso percurso sozinhos. Nunca solicitámos nem estivemos à espera de que nos levassem às costas. E muito menos procurámos andar com jogos escondidos ou sofismas. De igual modo, jamais pedimos ou esperamos favores.
O andar de costas direitas e cabeça erguida são posturas que em tempo algum abdicaremos.
Já sofremos imenso por dizer e defender a verdade. Que não restem quaisquer dúvidas: fomos ensinados a respeitar sempre, repetimos sempre, a rectidão e se há coisas que nos orgulhamos é de não pisar o que nos foi transmitido por aqueles que nos precederam.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:26

Outubro 11 2009
As eleições autárquicas, realizadas hoje, não trouxeram novidades de monta. Nos grandes centros urbanos os actuais presidentes foram reeleitos ou até, em alguns casos, reforçaram as suas posições. Nada de novo, portanto.
Também sem qualquer novidade as declarações dos partidos, isto é, todos saíram vencedores. Nada de novo, portanto – versão II.
Por outro lado, apesar de haver alguma prematuridade na presente análise, face à hora a que fazemos este comentário, nota-se que a esquerda caviar, capitaneada pelo BE, fica muito aquém dos resultados que obteve nas autarquias em que, simultaneamente, se candidatou nestas e nas anteriores eleições legislativas, realizadas em 27 de Setembro último.
Também não é menos verdade que, sem margem para dúvidas, o PSD é o grande vencedor desta noite. O que trará em termos de consequência para a liderança do PSD é o que veremos futuramente. No nosso pensar é mais um balão de oxigénio para a Manuela Ferreira Leite, o qual lhe permitirá manter-se até às próximas eleições no partido.
Por último, regozijamo-nos pela não eleição de Fátima Felgueiras e de Avelino Ferreira Torres, tal e qual como lamentamos a eleição de Isaltino Morais e de Valentim Loureiro.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Outubro 07 2009
O que vale o desempenho se não para proporcionar, através da gestão de activos, projectos, produtos e sistemas, proveitos da melhor qualidade, com o fim lógico de satisfazer, o melhor possível, os «clientes»? Se o quadro dos profissionais não se altera, isto é, a experiência, por demais reconhecida, se mantém, nomeadamente através de uma cuidada formação especializada, a não consecução dos objectivos preconizados pelos mais diversos “partners” só pode ser imputada à liderança.
E se é verdade o que escreveu Pacheco Pereira “os votos dão legitimidade, mas não conferem razão”, somos levados a crer que a sustentabilidade das políticas, não sendo um meio mas um fim, exige a necessidade de progressão, de criação de valor e de preparação para outras oportunidades.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:00

Outubro 05 2009
Sempre fomos daqueles que acham que os favores se devem pagar. E quanto mais depressa melhor.
Por isso não admira a composição das comissões de honra de certos candidatos autárquicos. O favor com favor se paga, repetimos.
Prova que existem processos em que, por muito que se tente dar a entender o contrário, não passaram de casos puramente políticos. Havia que afastar os que não eram da mesma cor política, ainda que tivessem dado, em termos de desempenho, testemunhos válidos mais que suficientes.
Por outro lado, de três outras coisas também nos admiramos. A primeira é como determinadas pessoas alteram, como do dia para a noite, a sua residência. A segunda é como algumas pessoas mudam, de forma tão célere, de “camisa”. Por último, estranhamos como algumas pessoas passam, de um momento para o outro, a “Dr.”. E, nós, convencidos que o título “Dr” pressupunha a obtenção prévia do grau de licenciado! Pelos vistos estávamos enganados.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:05

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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