O meu ponto de vista

Outubro 29 2009
Ouvimos, há pouco, na RTP1, a entrevista de Judite de Sousa a Paulo Rangel e gostámos. Pelo menos na maior parte. A desenvoltura, o raciocínio rápido e conciso, a sua franqueza, estampada num olhar ainda não contaminado pela má política, são factores que ajudam a captar facilmente a simpatia dos portugueses, como, aliás, ficou bem demonstrado nas últimas eleições europeias.
Todavia, uma das suas afirmações deixou-nos um sabor amargo. “Não sou candidato à liderança do PSD”, declarou de forma peremptória e várias vezes.
Obviamente adiantou várias razões que importa reter, apesar de, pessoalmente, não lhes darmos grande valor: o facto de ter sido eleito apenas há três meses para o PE, temendo que os portugueses não viessem a entender este desvio de intenções ao contrato que fez com eles, bem como a circunstância de estarem a fazer um excelente trabalho no PE.
Afirmando não acreditar no projecto alicerçado em Pedro Passos Coelho, adiantou que o seu candidato favorito é Marcelo Rebelo de Sousa, essencialmente, pelas qualidades excepcionais que ostenta, não interpretando as declarações deste de que “estava fora da corrida” como uma recusa categórica.
Avançou, ainda, que no PSD é urgente e necessária uma clarificação programática, uma rotura com o modo actual de fazer política, bem como uma convergência com a Europa, sendo que estas ideias se concretizam em várias bandeiras, tendo à cabeça a educação, o que nos agrada de sobremodo.
E tal como Paulo Rangel afirmou ter esperanças de que Marcelo Rebelo de Sousa mude de ideias no que concerne à luta pela liderança do PSD, também nós esperamos que aquele mude e possa, quando chegar o momento, posicionar-se na primeira linha daquela contenda.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:32

Outubro 28 2009
A vitimização do governo PS é um facto consumado e não começou agora. Não interessa o programa do governo, o qual somente irá a discussão parlamentar na próxima semana, não preocupam as políticas a desenvolver. Importante, importante é condicionar a oposição. Para isso, a operação de branqueamento e convencimento continua em pleno.
Por exemplo, ontem, na TVI, coube, desta vez, ao novo ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, garantir que este é um governo "para quatro anos", avisando que a oposição "será penalizada nas urnas" se deitar o Governo abaixo.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:49

Outubro 28 2009
Todos diferentes, todos iguais. É uma frase que há muito entrou no ouvido de toda a gente. Em boa verdade, não existem diferenças quando temos amor para dar. A atenção, o convívio, a educação e a aprendizagem são factores fundamentais para crianças e adultos.
Por acreditarmos que todos têm direito a serem cidadãos activos e responsáveis, tentamos cumprir a forma e o conteúdo, bem como criar condições para que as pessoas possam usufruir de um “espaço” que cuide dos vários sentidos.
Todavia, mais importante do que o “espaço” é a capacidade dos que comungam desta ideia, darem o melhor de si para que todos possam ter a oportunidade de serem mais independentes e autónomos possível.
É-nos particularmente fácil compreender este tipo de posições. Aplaudimo-las, como é óbvio. No entanto, atitudes contrárias, irredutíveis até, sobre esta temática, também existem, dando a entender, neste caso, ser conveniente fechar os olhos para a realidade, qual avestruz que enterra a cabeça na areia, recusando ver o que acontece em redor.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:26

Outubro 28 2009
Sou …
Barro moldado, ferro forjado
Em cadinho inacabado.
Procuro …
O pouco, o muito, tudo.
Encontro …
Tua mão, teu rosto
Em quadro não pintado.
Resta …
A esperança, a vida
No teu sorriso estampado.
Entretanto, …
A fé,
Por vezes a dor, em lágrima mitigada,
Persiste … até quando?

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 15:54

Outubro 26 2009
Como é sabido Cavaco Silva empossou o XVIII Governo Constitucional, o qual, salvo raras e honrosas excepções, é mais do mesmo, uma vez que o núcleo duro, o governo das segundas-feiras, como lhe chamou Ricardo Costa, no "Expresso" deste sábado, não sofreu alterações. E são estas pessoas, conjuntamente com o primeiro-ministro, que traçarão as linhas mestras de toda a governação, incluindo, como é óbvio, a educação, justiça, obras públicas, etc. Os ministros nos seus gabinetes e o governo das quintas-feiras apenas lhes restará seguir as orientações aí esboçadas.
Contudo, neste momento interessa reter e salientar o discurso proferido pelo Presidente da República, e essencialmente as seguintes palavras, as quais subscrevo inteiramente: “Não me movo por cálculos políticos. É a consciência que me interpela todos os dias no exercício das minhas funções. Os cargos públicos são efémeros, mas o carácter dos homens é duradouro. Não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos.”

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:47

Outubro 26 2009
É em busca de conforto, segurança e com receio de enfrentar tons menos – é relativo, pois para muitos é mais - diversificados que muitos portugueses continuam a frequentar os domínios culturais vulgarmente designados como tradicionais. Para que saiba o que pode encontrar em muitos outros espectros interessantes para a divagação do espírito, deixamos-lhe aqui, apesar de estarmos longe de sermos especialistas na matéria, alguns exemplos do tipo de valimentos mais comuns em muitos destes empreendimentos.
ÓPERA
A ópera pode fazer as delícias de miúdos e graúdos e, nessa medida, são uma constante em sociedades mais avançadas. Pode tornar-se num local de relaxamento, uma vez que o canto, a representação e música pode ter um efeito calmante. Cientes da importância que a ópera tem na atractividade da vida das pessoas, os promotores raramente excluem estes eventos dos grandes centros urbanos, notando-se, então, grande receptividade por parte do público.
Prova disso foi o espectáculo La Traviata, pela Orquestra e Ópera Nacional da Moldávia, por nós presenciado no passado sábado, no Teatro Gil Vicente, em Coimbra.
BALLET
Infelizmente, em Portugal, o ballet não veio para ficar. Contudo, aquilo que em tempos se encontrava em nichos muitos restritos, começa hoje a ser mais comum. Além dos estrangeiros, são cada vez mais os portugueses atraídos por estes eventos, não dispensando de os desfrutar quando têm oportunidade disso. A graciosidade dos intérpretes, aliado ao virtuosismo da maior parte das partituras musicais, torna esta valência cultural imprescindível ao homem contemporâneo.
Para os interessados aqui se deixam dois espectáculos a realizar proximamente e também no Gil Vicente. O primeiro, no dia 22 de Novembro, é o Quebra Nozes, interpretado pelo Moscow Classical Ballet. O outro, em 8 de Dezembro, será o Lago dos Cisnes, representado pelo Moscow Tchaikovsky Ballet.
MÚSICA CLÁSSICA
O gosto pela música é uma constante da vida moderna actual. Uma tendência que não passa ao lado dos agentes nacionais, o que torna este tipo de espectáculos cada vez mais habitual. É que, na maioria dos casos, as pessoas não querem apenas diversão e começam a exigir que os projectos culturais lhes ofereçam mais que isso. A presença reservada ao cultivo do espírito e da mente surge como algo que começa a ser uma exigência por parte do consumidor e pode fazer a diferença.
Os amantes da boa música facilmente se associam e privilegiam as cidades que promovem regularmente este tipo de eventos. Locais onde as crianças também usufruem desta oferta cultural, cultivando, deste modo, laços diferenciais, os quais, como é por demais sabido, têm uma influência extraordinária na aprendizagem dos restantes domínios do conhecimento.
Contudo, para fruir deste tipo de espectáculos, infortunadamente, na maior parte do ano, temos que nos deslocar aos grandes centros, concretamente a Lisboa ou Porto. Assim, para citar apenas o que nos está mais perto, na Sala Suggia, da Casa da Música, no Porto, na maior parte dos sábados e manhãs de domingos, pode assistir-se a concertos pela Orquestra Nacional do Porto. Por exemplo, nos dias 6 e 7 de Novembro poderemos assistir a “De Haendel a Mozart … passando por Haydn”.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:32

Outubro 25 2009
A semana passada a comunicação social fez eco da publicação de vários rankings das escolas, referentes aos exames efectuados no final do ano lectivo transacto.
E, tal como se esperava, a EB 2,3 de Pampilhosa do Botão, este ano a par com a sua congénere da Mealhada, continua nos lugares cimeiros, muito à frente de outras escolas vizinhas.
Todos sabemos que os rankings valem aquilo que valem, sentimento, aliás, que nunca deixámos de reafirmar. Todavia, o certo é que ninguém gosta de ficar em último e a opinião pública manifesta, cada vez mais, avidez por este tipo de conhecimento. Tanto assim é, que não existe órgão de comunicação social que não lhe dedique atenção, sinal que tal corresponde à realidade.
Sabendo que aquela posição é fruto do trabalho de alunos, pais e professores, também não deixa de ser verdade que tal se deve à liderança então existente.
Colocada questão e ressalvando a declaração de interesses, saliente-se o quanto fica mal aos sucessores virem menosprezar tal esforço, argumentando com factos despropositados, numa nítida tentativa de “chutar para canto”, não conseguindo disfarçar o quanto lhes custa o êxito, então, alcançado.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Outubro 23 2009
A brancura das actividades e a linearidade da conduta, em conjunto com o carácter edificado interiormente, garantem uma integração harmoniosa e a sustentabilidade actual e futura das acções a encetar.
O uso de linhas contemporâneas, aliado ao bom gosto, são sinónimo de prazer. Não admira o agrado e atracção, com quem apetece estar, em sintonia com um dia de céu azul, aconchego sereno da envolvente onde é bom despertar.
Todavia, não chegam alguns discursos, mais ou menos inflamados, tão comuns nestes tempos de frases soltas e fáceis, os quais teimam em acusar a construção de um caminho, olhando-o pelas experiências ambiciosas e insidiosas de outros, daqueles que pensam que as árvores podem crescer até ao céu, para nos desviar de, um dia, alcançar horizontes sonhados, os quais as estrelas testemunharão em cenário perfeito.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Outubro 22 2009
Existem patamares éticos e de excelência, os quais não estão ao alcance de todos.
Por isso, aqueles que não conseguem atingir tais graus galvanizam posturas indecentes recorrendo a falsidades caldeadas com meias certezas.
Aqueles que em momento algum poderão alcandorar-se a tais limiares tentam, por todos os meios, passar uma ideia incompatível com a imagem que a maioria preserva daqueles que alcançaram e alcançam aqueles degraus. Injustamente, e para desviar atenções, intentam colar uma concepção que não corresponde, de modo algum, à verdade. Esta é, aliás, uma das razões (mais uma) que faz com que estes nunca consigam ser parceiros estratégicos de facto e – esperamos – de direito, a muitos níveis de decisão.
Aquele chavão de que uma mentira ou meia verdade, repetida muitas vezes, acaba por ser verdade já foi chão que deu uvas.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:59

Outubro 19 2009
Como é do conhecimento geral vivemos num país livre onde cada um pode expressar-se do modo que bem entenda. Ora, tendo em atenção tal pressuposto qualquer pessoa pode dizer a maior das verdades tal como pode proferir a maior das alarvidades.
Foi o que aconteceu com José Saramago a propósito do lançamento do seu último livro, “Caim” de seu título. As suas palavras referentes à Bíblia são da maior e mais profunda gravidade, ofendendo, de forma gratuita e escusada, a maioria dos cristãos.
A este propósito citamos, coma devida vénia, um texto inserto no “Público” de hoje: “as referências de Saramago à Bíblia e às crenças cristãs são testemunho de um espírito jacobino, sectário e intolerante. Para se dizer o que se pensa não é preciso ferir a fé de terceiros. O que releva nas suas palavras é o prazer da agressão e não espírito crítico. Desnecessário”.
Felizmente, se Deus quiser, as pessoas deste jaez não nos governam, nem, em momento algum, nos governarão. Imaginem a liberdade que teríamos se chegassem ao poder.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:23

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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