O meu ponto de vista

Agosto 31 2009
Fim-de-semana maravilhoso. Tudo começou na sexta-feira logo após o almoço.
A cidade de Chaves apenas serviu de ponto de referência, para uma visita mais além: Bragança. Aqui a visita à zona fortificada e, concretamente, ao castelo e Domus Municipalis, com a paisagem a perder de vista, foi o momento alto. Depois do jantar, no excelente Restaurante Geadas – passe a publicidade – onde fomos presenteados por belas entradas do fumeiro nordestino e uma seculenta posta mirandesa, voltámos, novamente, àquela zona para admirar, numa noite cálida, toda a sua monumentalidade iluminada por mil cores, apreciando, deste modo e melhor, o trabalho de consolidação e enquadramento arqueológico.
Sábado, após o pequeno-almoço, o rumo levou-nos a Espanha. Puebla de Sanabria o destino. Povoação com uma base histórica muito acentuada e um casario muito característico, excelentemente bem preservado. Aliás, é este valor de memória que vale a pena resguardar, criando uma diversidade de ocupações para um espaço relativamente pequeno. Isto para regalo do nosso bem-estar.
O almoço, à base de tapas, ocorreu numa explanada, situada no alto da cintura histórica, tendo, ao alcance do nosso olhar, o rio a correr, mansamente, lá em baixo. Acrescia à beleza uma leve brisa que atenuava o calor tórrido.
Tão perto, não podíamos perder uma visita ao Lago de Sanabria. Um enorme lençol de águas límpidas, situado entre margens luxuriantes, aqui e ali dividido entre altos penhascos, e que, face ao calor de 38ºC, convidava ao mergulho retemperador.
O resto da tarde fez-se caminhando. Miranda do Douro esperava-nos. Seguiu-se uma breve visita à sua zona histórica. Abra-se, aqui, um parêntesis para dizer bem da preservação e limpeza desta bela cidade, nós que geralmente dizemos tanto mal do que é nosso. Aqui se nota algo muito estimulante, uma vez que o construído de novo, contemporâneo, entra em perfeito diálogo com a construção pré-existente, notável e monumental, o que denota uma constante colaboração entre arqueólogos, historiadores e arquitectos.
Ao jantar, no Restaurante Balbina, não podia faltar, mais uma vez, a posta mirandesa, não estivessemos nós na sua excelente região, servida com uma simpatia inexcedível. Depois de um breve passeio nocturno, a pernoita decorreu no Hotel MiraFresno que, como o nome indica, contém uma vista soberba sobre um dos rios que banha esta bela cidade.
Domingo, dia de regresso. Após a compra de prendas, pois os amigos e familiares não podem ser, de modo algum, esquecidos, uma vez serem também a razão do nosso viver, visitámos o Douro Ambiental.
A viagem de regresso começou e a nostalgia, por deixar algo belo, acentuava-se a cada quilómetro.
Descemos, circundando, o Parque Natural do Douro, parando ora aqui, ora ali, para admirar as paisagens de cortar a respiração. Locais onde nos sentimos pequenos e frágeis face à imensidão e grandiosidade da Natureza, umas vezes rude, outras acolhedora. Felizmente, para bem dos nossos sentidos, esta força telúrica, na sua maior parte, ainda está por domar. Que assim permaneça são os nossos desejos!
Queríamos visitar Torre de Moncorvo. E, assim, aconteceu. Todavia, logo após Carviçais, apareceu-nos o Restaurante Artur de que tanto já tínhamos ouvido falar. Sem mais, estacionámos e almoçámos. Da culinária não ficámos com saudades. Como alguém disse o “Artur já foi Artur”. Salvou-se a sobremesa: requeijão com doce de amêndoa.
E continuámos a nossa viagem de regresso, através do Alto Douro Vinhateiro, com temperaturas na ordem dos 39ºC, apenas suportadas através do ar condicionado do carro e da ingestão de muitos líquidos. Atravessámos a Barragem do Pocinho, S. João da Pesqueira, com os seus socalcos cobertos pelos imensos vinhedos e as suas enormes quintas vinícolas, Peso da Régua, Amarante, onde adquirimos, já ao anoitecer, os tradicionais doces desta cidade muito bela, Porto e, finalmente, casa, onde chegámos já a noite ia alta.
Foi uma experiência muito rica e, como hoje se costuma dizer, repleta de valor acrescentado. O Nordeste Transmontano é, se nos é permitido tal expressão, brutalmente bonito. Jamais o esqueceremos.
Por último, uma referência fundamental. A companhia foi extraordinariamente importante.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 16:41

Agosto 28 2009
O programa do PSD que irá ser sufragado nas próximas eleições legislativas foi hoje divulgado. E apesar de necessitar de uma análise mais aprofundada e detalhada, o certo é que o mesmo não desmereceu, pelo que valeu a pena termos esperado todo este tempo.
Havendo um ponto ou outro onde manifestamos a nossa discordância, interessa-nos, neste momento, as medidas propostas no âmbito da educação. E, neste âmbito, gostámos principalmente da "co-responsabilização dos encarregados de educação..." e do anunciado corte de apoios sociais aos pais, no caso de incumprimento sucessivo dos filhos. FINALMENTE! Já era altura de alguém responsabilizar os pais, pela educação ou deveremos dizer, pelos desmandos dos filhos!
Voltaremos a este assunto.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 00:01

Agosto 23 2009
Como é do conhecimento geral vêm aí duas eleições: legislativas e autárquicas. Tanto para uma como para outra, mas principalmente para a eleição para a Assembleia da República, a pré-campanha eleitoral já começou.
Assim, face aos dislates, já tão em voga entre nós, será conveniente que os nossos políticos mas também os media, de uma vez para sempre, atentem que, para futuro da nossa democracia, devem ser introduzidos novos temas na agenda social e económica, de modo a antecipar e criar estratégias, bem como promover a mudança e o desenvolvimento e criar, partilhar e expandir o conhecimento.
Para este ano, a prioridade estratégica deve assentar na criação de infra-estruturas do futuro, as quais deverão permitir não só resolver os problemas de curto-prazo resultantes da crise mundial, como responder aos desafios que se colocam à economia em particular e à sociedade em geral.
A chicana política, o deita-abaixo, a maledicência, a arrogância e a prepotência devem, sem margens para dúvidas, deixar de fazer parte do léxico dos períodos eleitorais que se avizinham. Caso contrário, a abstenção, já de si elevada, vai aumentar, para mal do nosso estado de direito.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:40

Agosto 22 2009
A falta de pudor de José Sócrates não tem limites. Quem tem estado atento às notícias tem visto que o homem visita tudo e todos, não havendo lugar ou mesmo buraco onde, ultimamente, não vá.
Ainda se fosse para inaugurar algo, vá lá! Mas não. Principalmente é para ver obras, as quais, se este governo não fosse apenas show off, há muito deveriam ter sido concluídas, para bem dos cidadãos que delas necessitam e pagam.
Todos sabemos que, em Portugal, qualquer obra é passível de três operações de propaganda: (a) aquando do lançamento da primeira pedra - muitas vezes não passa disso, principalmente se lançada durante período eleitoral; (b) no início ou a meio da construção; (c) e, por fim, na conclusão da obra. Ora, o governo PS bem faz jus a este tipo de marketing.
Esquece-se, porém, os portugueses de parvos não têm nada.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:48

Agosto 21 2009
Nos últimos dias li, de rajada, dois livros de José Rodrigues dos Santos – A Filha do Capitão e A Vidra Num Sopro. Ambos, felizmente, oferecidos: o primeiro pela minha filhota e o segundo, aquando do meu último aniversário, por uma pessoa amiga., às quais, mais uma vez e de forma penhorada, agradeço a amabilidade.
Não sou crítico literário e encontro-me, até, muito longe de o pretender ser. Todavia, tal não me impede de publicamente dar a minha opinião.
Tanto um como o outro, mas mais A Filha do Capitão, abusam dos relatos geográficos, com pormenores perfeitamente descabidos e despiciendos, levando o leitor à tendência quase constante de saltar páginas. Então os pormenores dos horrores da guerra – 1914/18, no primeiro caso, e civil espanhola, comandada por Franco, no segundo – são, na sua maior parte, perfeitamente dispensáveis. Mais parecendo que se escreveram páginas e páginas, de modo a produzir um livro de grande volume como, hoje em dia, é hábito.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 11:38

Agosto 14 2009

A silly season leva-nos a olhar para determinadas assuntos que, noutra altura, nos passavam completamente despercebidos.


Por exemplo, hoje, o suplemento Postal do jornal Público, o qual noticia o que vai acontecendo por terras algarvias, trazia nas suas páginas de classificados alguns anúncios dos quais se destacam os seguintes:


- “CORAÇÃO DESTROÇADO. Cavalheiro recentemente abandonado pela esposa, solicita ajuda a quem possa enviar mezinhas ou receitas de amarração, que me ajudem a recuperar um grande amor. Nada de bruxedos. Assunto sério. Resposta ao nº …”


- “AMIGO DOS ANIMAIS. Procuro família de acolhimento para 2 hamsters, com 4 crias, durante o período de 15 dias, por motivo de férias. O Terrível e a Fofinha, requerem muita atenção e carinho, alimentando-se apenas de fruta fresca e gostam de ouvir Tchaikovsky, a partir das 23 h. Respostas ao nº …”


- “ VENDO. Vendo conjunto de produtos para bebé em 2ª mão, composto por: berço em pinho, biberão, chupeta em forma de ursinho, 7 babetes, 12 fraldas reutilizáveis e penico amarelo, com tampa. Tudo como novo. Bom negócio. Resposta ao nº …”


- “PROCURO 1º EMPREGO. Jovem de 32 anos, a frequentar o 12º ano, nas novas oportunidades, procura 1º emprego que ofereça as seguintes condições: horário flexível, folgas à quarta, sábado e domingo, carro e telemóvel à disposição, remuneração base superior a 1700 € e possibilidade de progressão na carreira. Resposta ao nº …”


Se até agora o riso franco nos vem, de imediato, aos lábios, a gargalhada solta-se em pleno com a pérola das pérolas e que se transcreve:


- “PROCURO CAVALHEIRO. Para amizade ou quem sabe casar. Tenho 85 anos de idade mas apenas 6 de uso. Resposta ao nº …”


Ressalvo que não se trata de nenhum suplemento humorístico. Agora que tem graça, lá isso tem.


Hernâni de J. Pereira

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:34

Agosto 10 2009
Sol e sombra são designações muito usadas nos espectáculos tauromáquicos. Contudo, não encontramos outras palavras, a que acrescentamos a água do mar, que tão bem caracterize o dia passado hoje na Praia de S. Lourenço, bem pertinho da Galé.
O dia despontou sem a mais leve brisa e à medida que o astro-rei se elevava no firmamento a temperatura, na enseada que enforma e protege aquela praia, foi subindo até atingir níveis bem acima dos trinta graus.
Depois de um almoço na Guia, cujo frango só aqui consegue ser genuíno e com o sabor que tão bem o caracteriza, o retornar àquela praia foi, de certo modo, difícil. O Sol, qual deus impiedoso, continuava a zurzir com os seus raios os corpos estendidos no curto areal, os quais só pediam sombra ou água.
Hoje os princípios de economia, sustentabilidade e flexibilidade foram deixados de lado. Não nos resta outra alternativa que não seja o de estender a toalha do perdão.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:36

Agosto 09 2009
Ontem, de tarde, trocámos a praia por uma subida pelo rio Guadiana até Alcoutim. E ainda bem que o fizemos.
Belezas ímpares, numa harmonia visual de suster a respiração. O vento fazia ondular o canavial e, por sua vez, as margens, com inclinações distintas, criava alturas e atmosferas aprazíveis. Ancoradouros beijando as águas de um verde claro, representando bem a integração do elemento construtivo na paisagem.
O Guadiana é um todo, dobrado sobre Portugal e Espanha, marcado por uma forte personalidade, distribuindo espaços simples, reentrâncias, curvas e contra-curvas, dedicando uma eficácia que matiza a luz brilhante que caracteriza estas paisagens.
Restauração típica em que aquela vila é farta, numa miscelânea de sabores entre o Alentejo que acaba e o Algarve que inicia.
Tranquila e serena são os adjectivos de tal viagem. O jantar ao final da tarde marcou idilicamente o dia, o qual findou com uma tourada, em que Joaquim Bastinhas foi rei e senhor, demonstrando o muito que sabe nesta nobre arte de lidar os toiros.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:23

Agosto 09 2009
Têm dado brado as listas de candidatos a deputados do PSD nas próximas legislativas. É certo que não comungamos de todas as escolhas feitas por Manuel Ferreira Leite (MFL). No entanto, quando vemos as críticas de Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa e a defesa feita por Luís Filipe Menezes, começamos a convencermo-nos que MFL está certa.
A pluralidade, o consenso e a coesão tem limites. Não nos podemos esquecer que quem não se sente bem pode sempre sair. Estar num partido é um querer e não uma obrigação. Isto sem prejuízo de pensar de modo diferente. Mas, cuidado, uma coisa é pensar outra agir.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:22

Agosto 09 2009
Todos ansiávamos pelo desfecho da acção judicial movida a Isaltino Morais. E o desenlace não desmereceu a nossa atenção. Bem pelo contrário. Este autarca e ex-ministro foi condenado a sete anos de prisão efectiva.
Até aqui apenas se regista o facto da justiça portuguesa começar a fazer jus da máxima “dura lex sed lex”.
Contudo, como é costume, neste rectângulo à beira mar plantado, não há bela sem senão. Assim, à semelhança de Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro, também Isaltino Morais afirmou que se voltaria a candidatar, uma vez que ia recorrer e, como tal, até à decisão definitiva é considerado inocente.
Ora, se à luz do direito estes políticos continuam a usufruir de todas as condições para se recandidatarem, já do ponto de vista moral o assunto muda totalmente de figura.
Contudo, para além da falta de ética demonstrada por estes autarcas, há que reflectir no porquê dos eleitores os continuarem a eleger. Será que ninguém consegue demonstrar aos eleitores de Felgueiras, Gondomar e Oeiras que a sua conduta acentua a descredibilização da política e sepulta, pouco a pouco, a nossa democracia?

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:21

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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