O meu ponto de vista

Julho 27 2009
Estar atentos a todos os acontecimentos políticos, geopolíticos, económicos e mesmo sociais e a cada momento pressentir as oportunidades ainda antes de se começarem a notar é um dever de todos.
Ora, isso passa por nos informarmos constantemente, por ler e perceber qual o ponto da situação que começa a despertar para a mudança. Em suma, ver os sinais dos tempos.
Por vezes, encontramo-nos parados, quase em coma, e apesar de vermos os outros activos, o certo é que, por inércia e maus hábitos, continuamos sem sentir o apelo à necessária recuperação.
De qualquer modo, a experiência deve servir para observar a chegada de novas perspectivas a partir de outros ângulos. Claro que para superar os maus momentos, por um lado, é essencial uma atitude positiva, e, por outro, é fundamental cortar radicalmente com o passado desconforme.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:34

Julho 26 2009
Longe estamos mal. Perto sentimos receio. O que nos resta?
Locais onde, a cada instante, sentimos a presença e a cada momento sofremos a ausência.
Espaços onde uns soltam gargalhadas e outros absorvem, em seco, a tristeza.
Abandonar o certo pelo incerto? Deixar o real por um sonho? Não o fazer? O destino cobrar-nos-à por isso.
Olhares reflectidos sobre este mar azul e com tanto para lhe dizer.
Mãos dadas. Sentimentos cruzados. Obsessão quase sem cura.
Partidas que se fazem. Chegadas que não surgem.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:26

Julho 25 2009
A expansão de casos em situação de alguma emergência política tem permitido uma grande diversidade de conflitos. Ora, de certo modo, tal travou um pouco a discussão provocada pelo abrandamento do desenvolvimento económico, pois tem desviado a atenção para assuntos algo marginais.
Contudo, no sector da educação a exigência dos tempos não permite muitos erros e exige adaptação às circunstâncias criadas pela crise para sair desta fortalecido e não abalado por ela.
Possuir formação e historial é, sem dúvida, uma vantagem para alcançar o sentimento de bem-estar e encontrar a sofisticação devida às constantes mudanças relativamente à oferta e procura.
Como conclusão podemos dizer que é sempre necessário uma equipa de bons profissionais, conhecedores do “métier”, de modo a resolver as situações por mais inesperadas que sejam.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 01:25

Julho 22 2009
A protecção que as barreiras legislativas nos oferecem não pode levar a acreditar que tal dá direito a movermo-nos fora do seu âmbito natural. Não se considerar acima da lei, é algo há muito sabido, sendo, nesta ordem de ideias, pouco provável que se possam aproveitar algumas oportunidades por, erradamente, se pensar o contrário.
Por outro lado, não é a primeira vez, nem será a última, que a administração mudou de ritmo a tempo.
Em conformidade, a ideia deve assentar numa “rede salvadora” e, depois de abranger a maior parte dos problemas, conseguir estar vacinado contra os diferentes riscos e conhecer mais a fundo as necessidades dos que nos rodeiam, de modo a oferecer-lhes serviços complementares.
A diferença no desenvolvimento dos enquadramentos legais sempre foi decisiva no campo dos recursos humanos. Com leis melhor operacionalizadas a vantagem é acrescida, podendo, assim, encontrar-se maiores facilidades.
É, por isso, que existem casos de verdadeira assimetria.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:33

Julho 21 2009
Já repararam que nos últimos tempos não há novas do caso Freeport, enquanto relativamente ao BPN diariamente surgem notícias de mais investigações, novos arguidos, outros “buracos”, etc., etc?
Porque será?
Adianto uma resposta. Enquanto o Freeport tem a ver com o PS e especialmente com José Sócrates, o caso BPN está relacionado com ex-figuras gradas do PSD e com alguma ligação a Cavaco Silva. E como estamos à beira de eleições …
Sem colocar as mãos no fogo por quem que seja, acrescento aquilo que os espanhóis costumam dizer “yo no creo en brujas, pero que hay, hay”.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:07

Julho 20 2009
Toda a acção tem uma reacção. Por isso, os melhores têm sido capazes de aprender a olhar nos olhos para os problemas e decidir a melhor forma de os resolver. Na sua experiência, encontram-se lições que recomendam a sua acção, sacrificando, assim, tentadoras operações e formas de operacionalização aparentemente coruscantes mas sem legitimidade.
Deste modo, mantêm-se fiéis aos seus princípios, desistindo, imensas vezes, de si próprios para, numa reacção constante, se voltarem a encontrar.
Uma visão mais alargada, tantas vezes aqui realçada, avaliando, momento a momento, as necessidades dos outros, e capaz de oferecer segurança e vontade de renovação é de importância capital.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:21

Julho 20 2009
Num tempo em que se discutem, muitas vezes, de um modo menos claro e acirrado, as listas dos candidatos às eleições legislativas e autárquicas, há que ser flexível, sem nos cingirmos a uma única área. Aliás, um dos grandes objectivos deverá ser o de alargar o campo de actuação, quer ao nível sectorial – hoje muito voltado para o individual -, quer ao aspecto geográfico, com a entrada de novos actores e, simultaneamente, tentando conquistar outros campos.
Esta visão tem sido apontada como uma das causas das tendências ascendentes das novas valências profissionais nos últimos anos. Claro que o mérito será uma consequência lógica, sendo ainda repartido pela garantia de um serviço de excelência, inovação constante e gestão participada – que não popularista e demagógica.
Na sequência, é preciso procurar pessoas de valor, mais que de sucesso, uma vez que este será um fruto natural.
Neste campo, tão fortemente escrutinado – e ainda bem que o é – pelos media, o “controlo” pela qualidade dos candidatos é, sem sombra para dúvidas, a chave para a melhoria das nossas futuras administrações, sejam elas nacionais, regionais ou locais.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 11:51

Julho 16 2009
O Ministério da Educação (ME) no que concerne aos exames nacionais faz lembrar uma das leis de Murphy “se alguma coisa puder correr mal, ela correrá mal”.
Em 2008 os resultados melhoraram, em relação a anos anteriores, mercê essencialmente do enorme facilitismos dos exames nacionais, como os observadores, dos mais variados quadrantes, reconheceram. Contudo, o ME veio, de imediato, alardear-se, reclamando que tal se ficava a dever às políticas educacionais por si, nos últimos anos, implementadas.
Este ano, pelo contrário, os resultados regrediram, como, aliás, é do conhecimento geral, fruto de uma correcta elaboração das provas de exame, entre outros motivos. Por uma questão de lógica, o ME deveria ter assumido as responsabilidades de tal insucesso. Todavia, infelizmente, não foi isso que aconteceu. Tentou “sacudir a água do capote” e imputou as causas à comunicação social, a qual teria incutido nos alunos a falsa ideia de facilitismo, levando-os a aplicarem-se menos.
Olhando para trás, e principalmente para 2008, acreditamos ter-se tratado de uma antevisão de um futuro mais complicado, o que nos possibilitou chegar ao momento actual e assim sentirmos os efeitos negativos. Para sairmos desta situação é essencial acrescentar valor e aproveitar as oportunidades que surgem sempre em alturas difíceis como esta.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:48

Julho 15 2009
Tal como a DECO afirmou, existe um tempo antes e outro após a ASAE. Por muitos erros que, por excesso de zelo, tenha cometido – quem não se lembra da “guerra” aos enchidos, queijos e outros produtos artesanais? – , a verdade é que a defesa dos consumidores aumentou de uma forma assinalável.
Agora não lembra ao diabo a recente trapalhada governamental. A actuação da ASAE ser considerada inconstitucional é típica do governo de José Sócrates, onde tudo é facilidades e jogo de marketing, onde impera o faz-se já e pensa-se depois, levando à prática a máxima “quem vier depois feche a porta e apague a luz”.
Imagine-se o que será os milhares de empresários, que foram “incomodados” pela ASAE, a interpor recursos nos tribunais e a solicitar indemnizações pelos danos morais e patrimoniais. Quem pagará por tal incúria?
Este governo, para desgraça nossa, move-se constantemente em terrenos movediços. O estado de fragilidade em que tem colocado a maior parte das instituições, como é exemplo a ASAE, provoca, por si só, um profundo abatimento no estado de ânimo, pelo que retirá-las do seu estado de letargia pode agudizar o sofrimento e fazer surgir a falsa noção de que deixaram de ser úteis. No entanto, contrariar tal é absolutamente necessário.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 22:19

Julho 14 2009
Quadro novo na parede
Jantar com enredo
Momentos de jocosidade
Pensamentos recentes
Inquietações distantes
Amizade que se instala
Dolência que embala
Repouso que chega
Noite que mendiga
Por mais …

Hernâni de J. Pereira

Adenda: Este poema foi aqui publicado há cerca de um ano. Por motivos que agora não vêm ao caso foi retirado poucos dias depois. Republica-se para que conste.
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:40

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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