O meu ponto de vista

Junho 29 2009
A vista alonga-se. A paisagem é soberana e a sua imensidão é um elemento incontornável. Mergulhámos na vastidão, procurando o sombreamento face ao tórrido calor.
Todavia, o que não está à vista pode fazer toda a diferença.
Evoluímos de uma solução antiga, convencional até, para um projecto ambicioso, fracturante com o passado, tendo, no entanto, sempre presente a inserção de elementos inovadores.
Passámos de fachadas muro-cortina para varandas sobranceiras onde as vistas se esvaem, ainda mais quando era necessário preservar a eficiência de nova jornada.
O grande desafio, imposto à luz de novas regras, assenta nas intervenções feitas sobre o edificado anteriormente. O novo edificado conseguirá representar uma maior fatia relativamente ao existente?

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:59

Junho 29 2009
Estamos sempre prontos a ajudar os outros demonstrando-lhes e fazendo-lhes notar que os seus direitos estão a ser desprezados ou não cabalmente cumpridos. Contudo, raramente, ou mesmo nunca, somos capazes de dizer algo sobre os deveres.
Cremos também que esta abordagem é a mais desadequada para os tipos de soluções cujo nível de criticidade e de sofisticação exigem soluções testadas e optimizadas em implementações reais.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:14

Junho 26 2009
Fiéis à nossa coerência, deixámos, na obra que os últimos anos nos proporcionaram, as mais diversas suscitações sobre múltiplas matérias, com a fundada esperança de que serão tidas em conta e poderão contribuir para a concepção de um modelo de escola menos inspirado no século XIX e mais adequado ao século XXI.
Estas medidas, entre outras, poderão contribuir para inverter uma tendência cultural que marca, nas últimas décadas, o nosso comportamento de cidadãos, muito estruturado pela dependência do poder e orientado para o conforto, a novidade fácil e a ideia do que vem de fora é sempre melhor.
Tal procedimento foi conducente a uma certa “ciencialização” da educação, ou seja, favorável à implantação do “eduquês”, em prejuízo da escola do trabalho, do sacrifício, da entrega desinteressada e da doação profética, que marca a generalidade dos países ocidentais.
Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:22

Junho 23 2009

O contexto político-educativo adverso vivido ao longo dos últimos anos ditou um dinamismo discrepante e, em muitos casos, inesperado. Os ventos não têm soprado de feição para quem pugna pela diferença, por uma ética superior, sem demagogia e hipocrisia, para quem, pela sua independência, está nas antípodas do poder vigente, seja ele partidário ou político-sindical.


E os recentes resultados vieram agudizar ainda mais os problemas que já vinham sendo identificados por diversos analistas. De tal modo assim é, que a deterioração dos níveis de confiança dos principais players, neste campo, é um dado adquirido.


Vêm estas palavras a propósito da eficiência operacional que certas pessoas da nossa praça se arvoram. Ora, a mais-valia de alguém não é dada per si. O valor de um indivíduo é sempre proporcional ao nível das pessoas com que consegue rodear-se.


E o certo, é que, pela amostra, dada hoje à estampa, o nível dos circundantes é bastante baixo. A não ser que se queira reinar como se estivesse em terra de cegos. Outra explicação pode prender-se com o baixo nível de yields esperados, pelo que importa, desde já, preparar a necessária justificação. Quando não conseguem rodear-se dos melhores – por defeito próprio ou por recusa fundamentada dos outros – os desfechos não poderão, de modo algum, ser os melhores.


Hernâni de J. Pereira

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:21

Junho 22 2009
O nosso primeiro tenta, hoje em dia, a tudo o custo – e também com muito cuspo – passar a imagem que deixou de ser o animal feroz, por nós, infelizmente, bem conhecida, para ser cordeiro manso. Todavia, por azar dele, a simulação não cola, não convence. A sua veia de actor, qual aprendiz de feiticeiro, parece ter os dias contados. Reconstruir, aproveitando a qualidade e identidade que lhe são inatas e corrigindo apenas o que de mau, desproporcionado, errado ou omisso o afecta, é legítimo.
Tirar o maior potencial de um tempo, mais que o anterior, voltado para a cultura é uma meta de um projecto de reabilitação exemplar e de aplaudir.
Mas não. Tudo soa a falso. Tudo nos leva a crer tratar-se de mais uma jogada de marketing, tão ao gosto dos seus assessores e empresas de imagem e comunicação pagas a peso de ouro por todos nós.
E como a bota não bate com a perdigota, podemos concluir tratar-se, antes, de um projecto enviesado, de um conceito que tenta, por motivos puramente tácticos e eleitoralistas, acompanhar as novas tendências sociais e muito focalizado nas classes profissionais fustigadas e vergastadas pelo mesmo poder político. Estas, no entanto, não se deixarão iludir por fogos-fátuos de última hora.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:04

Junho 21 2009
Há quem tente construir, quotidianamente, uma visão holística da sustentabilidade, querendo fazer crer a todo o custo que, por este ser um dos temas prioritários, estão em comunhão com o sentir da sociedade actual. Execrável engano. Por se enganarem a si próprios e por intentarem enganar os outros.
Por isso, ou seja, por não nos deixarmos enganar, podemos, com todas as letras do alfabeto, afirmar que abominamos o nacional porreirismo, tão característico da nossa mediocridade, detestamos o desenrascanço de última hora, tão distintivo das nossas falhas, reprovamos o reivindicar por reivindicar, não interessando o quê, como e quando, e odiamos o constante não cumprimento de horários, obrigações e deveres, argumentando com as desculpas mais esfarrapadas.
E, para cúmulo, os que preconizam este status são os primeiros a lamentar sermos um país que, infelizmente, faz parte dos últimos lugares do ranking ocidental, esquecendo, contudo, que tal se deve ao seu desempenho como cidadãos.
Todavia, o que fazemos face a estes diferentes comportamentos? Damos um murro na mesa ou viramo-la até? Ou afirmamos, alto e em bom som, basta, chega de tanto forrobodó? Não, somos forçados a tentar a conciliação, procurando o “politicamente correcto”. E ai daquele que não siga esta linha. Mais cedo ou mais tarde é ... Triste fado o nosso.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:08

Junho 17 2009
De acordo com um estudo, realizado no ano lectivo de 2007/2008, feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) os professores portugueses perdem muito tempo na sala de aula até conseguir o ambiente de aprendizagem ideal.
Segundo o relatório, três em cada cinco escolas dizem que o mau comportamento dos alunos perturba o bom funcionamento da aula. Portugal não é excepção e os docentes confessam que 25% do tempo lectivo é para manter a disciplina.
Ora, face a esta realidade o que vemos? Notamos a tentativa de terminar com a autoridade, dando-se a entender que ao exigir-se respeito, ordem e disciplina, isso prenuncia autoritarismo, não perdendo, os seus detractores, a oportunidade para referir que tal lembra tempos já idos.
Claro que esta postura, mais cedo ou mais tarde, infelizmente, mais cedo que esperamos, trazer-nos-á ainda piores resultados. Que mau exemplo por parte destes “profissionais”.
Pagaremos “com língua de palmo” as funestas consequências destes pretensos amiguismos e pseudo-cooperação entre discentes e docentes que os cientistas da educação nos querem impingir.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:50

Junho 16 2009
Empenhamo-nos, claramente, num tipo de design contemporâneo, arrojado e criativo, utilizando materiais de baixo impacto ambiental, cujo uso é compatível com os modos de vida actuais.
Pleiteamos por um carácter diferente, fundindo-se com as formas mais harmoniosas, desenhando um novo estilo: forte, robusto mas, simultaneamente, urbano e elegante.
Desafiamos novos rumos, os quais possuirão a performance de excelência para o melhor resultado possível qualquer que seja o modo como são encarados.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:09

Junho 16 2009
A companhia aérea britânica, British Airways (BA), enviou hoje um e-mail a mais de 30 mil funcionários, a pedir que trabalhem voluntariamente entre uma semana a um mês sem receber salário.
De acordo com a BBC on-line, o presidente executivo da BA já renunciou à sua remuneração referente ao mês de Julho - 61 mil libras (cerca de 72 mil euros).
Face a esta insólita notícia, atrevemo-nos a dois comentários.
- Não nos preocupa o futuro do CEO da BA. Lamentamos, sim, a sorte da maioria dos trabalhadores.
- Um dia destes para trabalhar vamos ter de pagar.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:40

Junho 15 2009
É chegada a altura de se concluírem projectos e iniciarem-se as planificações para a elaboração de novos. Aqui deixamos o nosso modesto contributo para a sua construção.
Num projecto os optimismos exagerados são desnecessários e, até, contraproducentes. O ideal será começar por traçar dois cenários – um mais positivo e outro mais realista – tendo sempre presente uma equação simples: de um lado, as vantagens; do outro, os inconvenientes.
Por outro lado, deve procurar-se a melhor gestão no âmbito das actividades a incrementar, de modo a que se possam ampliar os maiores proventos possíveis. Estes deverão decorrer, na sua grande maioria, directamente das actividades desenvolvidas no período de arranque, sendo que, mais tarde, poder-se-ão conseguir outros proventos resultantes da estabilização do projecto.
Também é fundamental conhecer os pontos fracos e fortes, de modo a eliminar os primeiros e a desenvolver os segundos. Para isso, a monitorização constante é imprescindível. Em suma, testar e validar para, a partir daí, fazer as necessárias adaptações.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:23

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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