O meu ponto de vista

Maio 14 2009
Pessoas existem que apenas olham para o passado. No entanto, por muito que jurem, a pés juntos, não ser passadistas, a realidade espelhada no que escrevem e praticam diariamente desmente-os.
O deserto de ideias originado pelo saudosismo combate-se com imaginação, com procura de soluções baseadas em ideias, digamos, arrojadas, rasgadas de alto a baixo, capazes de garantir a vida, o viver livre de apeias, pois o presente e o futuro coexistem quotidianamente.
Não queremos, de modo algum, repetir o milagre da multiplicação dos pães. Contudo, há tanto para requalificar, reconstruir, reutilizar, …, enfim, para reabilitar. Para isso, porém, é necessário olhar para o futuro, adaptando-nos a novas valências e utilizações.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:53

Maio 11 2009
Mais uma vez fomos testemunhas. Todos os anos, por esta altura, é sempre assim. Milhares e milhares de pessoas, transformadas em peregrinos, demandam, pelos mais diversos caminhos, Fátima.
O que os faz mover? Que força os leva a enfrentar, por dias e dias consecutivos, ora o sol impiedoso, ora a chuva agreste?
Sabemos que a casa de cada um é o seu palácio, o seu refúgio, o seu castelo. Que os leva, então, a deixar o conforto da sua morada, abandonando, inclusive, os que mais lhes são queridos?
É a FÉ. Resposta simples e única.
Nestes dias de enormes incertezas, em que o corpo e alma anseiam por algum aconchego, o silêncio recolhido, a introspecção do nada que somos e o espaço de reflexão são necessidades alcançadas ou, pelo menos, mitigadas, numa jornada de fé maternal e salvífica.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:19

Maio 10 2009
Campeões
Campeões
Campeões
Campeões
Nós somos campeões.
Viva o Porto, carago!

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:43

Maio 10 2009
Notícia de fim-de-semana: distribuição de preservativos nas escolas do ensino secundário – jornal Expresso de 2009.05.09.
Como ponto de partida, deixem-me dizer que, antes de mais, entendo a educação sexual como uma responsabilidade exclusiva dos pais, pelo que os professores e outros responsáveis escolares, individualmente ou agregados, bem como outras instituições com pretensões nesta matéria, se devem abster de ensaiarem “o ensino sexual das massas”.
É um assunto demasiado melindroso para ser deixado ao critério de cada um. Seja este negacionista, conservador, livre ou, ainda, ultra-liberal, dará, não tenho a menor dúvida, motivo a polémicas estéreis e a um desconforto inter-pares.
Mais: sabendo que à escola, para além das matérias curriculares, já se exige tanto, como são exemplos a educação rodoviária, cívica e ecológica, a percepção dos perigos do consumismo, o alerta da boa e má publicidade, etc., etc., é lógico solicitar-lhe que se dedique a mais esta tarefa?
Temos consciência que muitos pais, por falta de formação ou por outro motivo, não dedicam aos seus filhos, neste e noutros domínios, toda a atenção que os mesmos merecem e necessitam. Todavia, não é por estes não cumprirem cabalmente as suas funções que estas terão, forçosamente, de passar para outros.
Não. De uma vez para sempre, exija-se a quem, na verdade, tem responsabilidade.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 12:07

Maio 08 2009
Vivemos tempos difíceis. Já o aqui escrevemos imensas vezes. Vivemos uma crise que não é apenas económica. É também uma crise de valores: éticos, morais e, até, civilizacionais.
Há quem diga que temos crise para cinco anos, pois, no fundo, necessitamos de reinventar o mundo que conhecemos.
Todavia, temos agora oportunidade de repensar profundamente o que queremos. Contudo, que não se pense em recriar amanhãs que cantam, pois já sabemos onde esse caminho vai dar.
Também é verdade que não existem modelos prontos a aplicar e muito menos varinhas de condão.
Temos, porém, qualidades humanas essenciais: capacidade de pensar, de criar e de arriscar.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:57

Maio 07 2009

Dois mil e nove, ano fortemente caracterizado por referências eleitorais: europeias, legislativas e autárquicas.


E, pelo menos, para as europeias a campanha eleitoral já se iniciou, pelo que devemos perguntar: para além da incontinência verbal que por aí impera, onde estão os grandes ideais de mobilização dos portugueses?


E podemos continuar a indagar:



  • Onde estão os benefícios ou desvantagens da continuação da nossa integração na União Europeia?

  • Onde estão os discursos - com conteúdo, claro - para aumentar o usufruto e a rentabilização dos recursos naturais, já de si escassos?

  • Onde está a generosidade exponenciadora da confiança no futuro, principalmente no que concerne aos mais jovens?

  • Onde está revolução na acessibilidade ao emprego, fim primeiro da realização de qualquer adulto?

  • Onde está a ética e o respeito pelos valores que sempre nos incutiram?

  • Onde está a promessa de não legislar nos próximos anos, mas sim a de fazer cumprir a lei já existente?

Muitas outras interrogações podíamos colocar. Todavia, já nos dávamos por satisfeitos se houvesse alguém que respondesse a estas.


 


Hernâni de J. Pereira

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:46

Maio 05 2009
Este é um momento de reflexão para todos. Contudo, agir também é essencial, visto que precisamos de acções imediatas e de medidas para melhorar a nossa situação.
Mas porque as crises são como as guerras, ambas fazem despertar em alguns espíritos, a crença num futuro melhor de paz e estabilidade, sobretudo, entre aqueles que melhor conhecem os seus mecanismos.
Mas como despertar uma reacção positiva quando, de acordo com uma sondagem publicada, hoje, no jornal inglês The Economist, 92 por cento dos portugueses vêem a situação económica como má, 95 por cento estão deprimidos e mais de metade estão descontentes com a vida que levam?
Haverá salvação? Claro que sim. Aliás, não é por acaso que a esperança é última a morrer. E amanhã é outro dia!

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Maio 04 2009
É necessário ter confiança. Esta, como tudo na vida, quando é excessiva pode conduzir-nos ao limite do absurdo, à catástrofe até. Contudo, em dose q.b. leva a um acréscimo de produtividade e à mudança.
Ora, isso impele-nos a indagar sobre o que é um bom sistema de mudança? A resposta a esta questão assenta na atitude que pretendemos ter perante outra: onde e como queremos estar posicionados face à concorrência?
O não conseguir responder de uma forma superior a esta pergunta pode levar-nos a deixar de cumprir a nossa função, e o que deveria ser uma simbiose perfeita revela-se, afinal, um problema.
Nestes tempos de rápidas mudanças, onde também as necessidades se alteram constantemente, as pessoas que se preparam e reinventam os seus processos, optam por substituir a improvisação por uma interacção com os parceiros que os novos desafios trouxeram à vida complexa dos nossos dias.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:59

Maio 04 2009
De acordo com o JN de hoje, na província de Hubei, na China, os funcionários públicos são obrigados a fumar. Quem não o fizer é multado.
A nova regulamentação determina o número de cigarros que devem ser consumidos e as marcas que devem ser compradas pelos funcionários públicos.
"O regulamento irá impulsionar a economia local através do imposto sobre o cigarro", explica um governante local ao Global Times.

Atenção. Não estamos no 1º de Abril e, por isso, a notícia é verdadeira.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:28

Maio 03 2009

O decidir na vida é algo de crucial. Muitas vezes como a decisão tarda a chegar o futuro adia-se, suspende-se e, até, se cancela … fazendo, como é óbvio, perigar os mais nobres objectivos da organização.


A maior parte das vezes por receio, outras por desconhecimento. Em ambos os casos, há que desmistificar receios e inquietudes e motivar os detentores do poder a canalizarem o seu esforço para a assertividade. As opções por decisões atempadas incrementam consideravelmente o êxito da instituição.


A pessoa que olha para o produto ou estado desejado e que considera que o mesmo se encaixava perfeitamente nas sua necessidades e exigências, mas que não consegue encontrar o apoio necessário para a concretização tem, na maioria dos casos, uma inata incapacidade para assumir decisões. O seu problema advém da incapacidade geradora de fluxos para fazer face à decisão, bem como da aptidão de ter ou não «capital» próprio para suportar com as consequentes contrariedades.


 


Hernâni de J. Pereira


 


Adenda: Mais uma vez recordo que os comentários devem ser dirigidos previamente para hernani.pereira@sapo.pt

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:53

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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