O meu ponto de vista

Março 30 2005
Os que têm acompanhado o meu percurso docente - já lá vão cerca de 28 anos - sabem que, desde há muito tempo, tenho defendido que os professores também têm contribuído para o (mau) estado da educação em Portugal, com uma ajuda muito especial dos pseudo-amigos sindicalistas.


Por isso, sinto-me perfeitamente à vontade para, neste momento, defender os bons professores e não enfiar tudo no mesmo saco, como fez o presidente da Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais). É que, sem sombra para dúvidas, a maior parte dos docentes são excelentes, os quais, dentro e fora da escola, durante e para além do seu horário lectivo, tudo fazem para integrar e ajudar os seus alunos.

Mais: a maioria dos professores proporcionam aos seus alunos o carinho e o calor humano que, infelizmente, não têm casa. São irmãos e pais. Em suma são confidentes.


Assim, repudio veementemente afirmações gratuitas daquela personagem, tais como “a escola não tem de dizer à família que ela não educa, ate porque os alunos passam a maior parte do tempo na escola”, ou “os meninos não são para deitar fora, mas para integrar desde a primeira hora”, ou ainda “a escola não descobriu que o miúdo que passa bem droga pode trabalhar no bar da escola” (in Público, de 28.03.2005)


Como podem ver são pérolas de verdadeira educação, dignas de constar em qualquer manual de didáctica educativa.


Com pais destes à frente das respectivas associações podemos admirarmo-nos dos alunos que temos?


Remato com mais um bocadinho do «eduquês» de tal personagem: “Não há necessidade de um Estatuto do Aluno. Há que divulgar as boas práticas de outros estabelecimentos de ensino que conseguem integrar todos os alunos, aqueles que a maior parte das escolas não quer. A função da escola não é disciplinar, mas educar de acordo com as necessidades e capacidades de cada aluno”.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 00:09

Março 23 2005
Os meus caros leitores já se deram ao trabalho de ler o programa do governo para a educação. Encontra-se no sítio do ME (http://www.min-edu.pt)


Impressionante como se podem escrever oito (!!!) páginas sem dizer praticamente nada.


Vejamos três pequenas pérolas de tão bela e apurada prosa.

• “Estabelecido um quadro comum a todas as escolas e agrupamentos - colegialidade na direcção estratégica, participação da comunidade local, gestão executiva a cargo de profissionais da educação - serão admitidas e estimuladas diferentes formas de organização e gestão” (pág. 44 do programa do governo).

• “O aperfeiçoamento do sistema de avaliação nacional por provas aferidas, como o sistema mais adequado para avaliar o desenvolvimento do currículo nacional e a prestação das escolas, no ensino básico” (pág. 45 - idem).

• “Numa lógica de educação fundamental, básica e secundária, colocam-se questões comuns. A avaliação dos alunos deve privilegiar a aquisição de competências e capacidades, deve ser contextualizada no quadro de cada escola, deve valorizar as dimensões experimentais do trabalho escolar e deve concluir-se por exames nacionais de 12º ano” (pág. 46 - idem).

Comentários para quê?

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:39

Março 20 2005
Volto novamente à incompreensão mencionada no artigo anterior.

Parafraseando o “Público” de hoje, também eu pergunto:

Como é possível, na mesma semana, saber-se que as viagens de férias para o Brasil se encontram esgotadas e simultaneamente constatar que as condições de pobreza extrema e fome se agravaram do ano passado para este ano?

Algo vai mal neste reino à beira mar plantado.


Já agora uma atenção especial ao excelente artigo de António Barreto (http://www.jornal.publico.pt/noticias.asp?a=2005&m=03&d=20&id=12004&sid=1302).


Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:51

Março 12 2005
Segundo relatou a comunicação social dos últimos dias, as viagens de férias, por altura da Páscoa, com destino ao Brasil, Cabo Verde, Madeira e outros locais in encontram-se esgotadas.

A pergunta que se impõe: Como é possível?

Num país em que, a acreditar nos especialistas, desde 2001 ainda não conseguiu arranjar mais um trapinho sequer para se cobrir e, por isso, continua de tanga.

Num país em que, segundo as notícias mais recentes, em 2004 entrou em recessão económica.

Repito: Expliquem-me! Não consigo entender!


Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 19:25

Março 06 2005
Em Coimbra, Manuel Machado, ex-presidente da autarquia local, ficou conhecido como o Manel das Rotundas.

Anadia não tem um Manel mas tem um Litério das Rotundas.

Em qualquer localidade, por mais pequena que seja, lá está uma rotunda. De preferência com repuxo.

Não interessa que a maior parte do município revele carências de toda a ordem, a começar pelo saneamento básico. Importante, porque saltam à vista, são as rotundas.

A última, que eu tenha conhecimento, está a ser construída em Couvelha. Para além de não concordar com a proliferação de tais obras, esta tem a particularidade de se situar num local extremamente perigoso. Senão vejamos:

 Encontra-se ao fundo de três descidas, todas elas com alguma inclinação e, por isso, propiciadoras de excessos de velocidade;

 Do lado de S. Lourenço do Bairro, o aludido monstro encontra-se logo após uma curva fechada, o que faz com que os condutores só se apercebam do mesmo quando não tiverem hipótese de o contornarem.

Quando os acidentes se derem não digam que eu não avisei.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:48

Março 04 2005
José Sócrates divulgou a constituição do seu/nosso futuro governo.

Numa primeira análise dois aspectos saltam à vista:
1º - A ausência de António Vitorino e a inclusão de Freitas do Amaral;
2º - As escolhas para as pastas das Finanças e da Educação.

Este último levanta uma questão importante:
a) O que se sabe sobre Luís Campos Cunha, indigitado para Ministro das Finanças? A não ser um reputado académico, nada mais!
b) E que dizer de Maria de Lurdes Rodrigues, a futura Ministra da Educação? Alguém, fora do mundo universitário, ouviu falar em tal? Qual a ideia sobre a educação que alguma vez exprimiu? Dão-se alvíssaras a quem souber!

Em conclusão: A MONTANHA PARIU UM RATO

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 23:48

Março 03 2005
As palavras de Saldanha Sanches lançaram a polémica!

Os autarcas, quais virgens púdicas, imediatamente lançaram o seu grito de indignação!
Mas a quem pretendem enganar?

É por demais sabido que a corrupção e o nepotismo imperam na maioria das nossas autarquias.

Bem podem gritar, saltar, rebolar no chão e bater com a cabeça nas paredes invocando a sua honradez que o povo não se deixa enganar.

Que dizer da criação de empresas municipais em que os seus dirigentes são, na maior parte das vezes, os presidentes e/ou vereadores, em que se atingem vencimentos exorbitantes, os quais fazem corar o mais empedernido dos homens?

Existem autarcas honestos? É claro que sim. São a excepção que confirma a regra.

Hernâni de J. Pereira
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:02

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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