O meu ponto de vista

Setembro 20 2018

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Ontem falei da caridade. Hoje, porém, prosarei sobre a misericórdia. Esta, numa definição muito simplista, é a busca de uma relação verdadeira com aquilo que existe. A civilização que temos vindo a desenvolver caracteriza-se, cada vez mais e infelizmente, pelo que é material e, por isso, a cada um de nós está associado uma quantidade enorme de materiais a que uma sociedade de pastores ou caçadores não tinha acesso.

A misericórdia é algo que está em contínua conquista e sendo excelente é inatingível. Viemos de um passado agrícola/conservador e estamos a aprender como agir numa sociedade avançada. Só que o fazemos mais com a razão do que com o coração. Por outro lado, temos de convir que o alvo a atingir não está parado no tempo, move-se constantemente. Assim, o que interessa é o esforço de aproximação ao outro, com a finalidade de não podermos continuar a sermos alguém com o futuro eternamente adiado.

O presente e o futuro, o curto e o longo prazo, começam ao mesmo tempo e competem entre si, cuja solução passa, sem sombra para dúvidas, pela misericórdia. Isto porque todas as sociedades devem ser, por definição, sociedades constituídas por Homens misericordiosos, uma vez que as pessoas que não praticam a comiseração já se encontram mortos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:16

Setembro 19 2018

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Ouve-se, hoje-em-dia, imensas vezes que vivemos num admirável mundo novo. Todavia, é conveniente não nos perdermos neste mundo, onde a ciência e o desenvolvimento tecnológico parecem querer abarcar todas as respostas para os problemas sociais, chegando-se, em determinadas ocasiões, a pensar que até irão mesmo colmatar as falhas humanas.

Mais vezes que as desejáveis temos dificuldades em ver quando nos estamos a afastar do essencial, daquilo que faz a diferença através da palavra, do gesto e da consolação, enfim da libertação do Homem. Isto para além daquilo que é o garante da dignidade humana e da celebração do outro à nossa imagem, ou seja, o princípio da caridade no seu sentido mais lato.

Assistimos infelizmente a um menosprezo cultural do papel da caridade como se tratasse de uma palavra incómoda perante o poder das novas tecnologias na resolução dos problemas da humanidade. Não tenho a menor dúvida que a ciência, a investigação e os avanços tecnológicos são expressões maravilhosas de génio humano, da sua capacidade de procurar as melhores soluções para os problemas com que nos deparamos ao longo dos nossos caminhos.

Ora, apesar desta elevação em termos de erudição científica, não nos podemos esquecer de que na base da compreensão do outro está a forma com empatizamos com ele e nos reconhecemos como fazendo parte do projecto comum da família humana. Eis, pois, onde reside a nossa capacidade em contemplar o mistério da caridade. Assim, relembro Tiago (2:14-18): tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:02

Setembro 14 2018

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Muito se tem falado ultimamente em progressões. Ser promovido e ver o mérito do seu desempenho reconhecido dentro da instituição é a aspiração de qualquer profissional, sobretudo se isso implicar um acréscimo de renumeração e outros benefícios extrassalariais.

Estão enganados, porém, aqueles que pensam que evolução ascendente é a única forma de progressão profissional. Não quero dizer que esta não seja imensamente importante e longe de mim desvalorizá-la. Aliás, nos últimos dias muitas têm sido as notícias, senão completamente falsas, pelo menos lidas e divulgadas com enorme enviesamento, como o único propósito de desvalorizar, achincalhar mesmo, a justa luta dos docentes.

Voltando ao cerne deste texto, pergunto se já ouviu falar de “crescimento lateral”? A sua avaliação anual de desempenho foi óptima, os objectivos foram plenamente alcançados e em seu redor conseguiu cimentar uma equipa motivada e comprometida com a missão da organização. Como recompensa, os seus líderes oferecem-lhe um novo desafio de carreira, noutra área que não aquela onde habitualmente exerce funções. Em suma, encaro-o como uma promoção?

Os especialistas em organização de trabalho dizem que o deve fazer, até porque é importante considerar sempre outras alternativas de evolução, entre as quais a mudança de área. Os estudiosos desta temática enfatizam que evoluir e progredir não é ser promovido. É ser mais competente e mais feliz profissionalmente e isso pode ser alcançado por vários caminhos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:52

Setembro 09 2018

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Não têm sido fáceis estes últimos dias. Múltiplas solicitações, divergências de opinião e sobretudo de conduta, isto para não falar da não estimação e da muita, mas mesmo muita, falta de consideração.

A crise de valores que a sociedade atravessa cria, na minha modesta opinião, uma séria dificuldade para as gerações actuais e principalmente para as vindouras, uma vez o ser humano, desde sempre, ter precisado – hoje-em-dia cada vez mais - de referências. Ora, se as perder ou não as (re)encontrar, constrói-as a seu belo prazer e, como sabemos da história recente, nem sempre em prol de um bem maior e comum.

A confiança conquista-se num processo, como a reputação. Mas desfaz-se com um (mau) comportamento. Não é possível confundir legalidade com moralidade. As pessoas podem não infringir a lei e mesmo assim estar a cometer uma imoralidade. E o ditado popular que “mais vale ser que parecer” aplica-se, hoje como ontem, a quem, muitas vezes opta por ganhar a vida, mesmo perdendo a alma.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:07

Setembro 02 2018

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Inicia-se um novo ano lectivo e começa-se a pensar, de imediato e quase automaticamente, em pedagogias e estratégias, mesmo que não sejam tão novadoras quanto desejava.

Todos sabemos que o processo de aprendizagem é complexo e longo e, sobretudo, diferente para cada indivíduo. De modo algum se limita à memorização. Aliás, esta é uma pequena parte de todo o processo de aprendizagem. Conhecer este, interioriza-lo até, é saber como ensinar de forma inspiradora.

Por todas estas razões, o sucesso do ensino só pode ser obtido através de pessoas únicas e também inspiradoras. Ser docente é ter uma enorme responsabilidade para com as famílias, mas acima de tudo para com todas e cada uma das crianças e jovens que lhe são entregues e que querem aprender uma nova forma de raciocinar, utilizando todo o seu potencial e, naturalmente, obtendo resultados positivos.

Ser professor é acreditar que todos podem aprender e que ninguém, desde que o queira, desde que deseje, repito, deve ficar para trás. Através de diagnósticos permanentes, os quais não têm de ser obrigatoriamente passados a escrito, um docente, na verdadeira acepção da palavra, criará planos de aprendizagem personalizados, tanto quanto possível, para cada um. Afinal, comummente, todos concordamos que não existem dois alunos iguais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:14

Agosto 31 2018

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Gasto os últimos cartuchos. Hoje termina o bem-bom, que é como dizer acabam as minhas férias. Curtas, é certo, mas muito proveitosas. A companhia de pessoas amigas, os dias de praia com a minha neta, bem como os encontros com os familiares foram, sem dúvida, os momentos altos destas semanas tão importantes para o retemperar de esperanças. Instantes e ocasiões cada vez mais necessários para enfrentar os próximos onze meses.

Restam dois dias – fim-de-semana – para me preparar psiquicamente com vista a enfrentar o novo ano, já que segunda-feira, como se dizia antigamente, é dia de pica-boi.

Não é como à quarenta anos, mas ainda hoje existe alguma ânsia, emoção até, em saber quais os anos de escolaridade que se irá leccionar, as disciplinas que serão atribuídas, sem esquecer a característica dos alunos e, sobretudo, o horário semanal. Tantas incertezas que também dão um sabor especial aos dias de início do novo ano lectivo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:46

Agosto 21 2018

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Interrompo este interregno de artigos, indo contra o que prometi aos meus caros leitores, em face do surgimento de um caso excecional.

Ontem, foi daqueles dias em que andei de um lado para o outro e pouco parei nos Banhos. Por isso, só cerca das 23H00, através de uma breve notícia inserta numa rede social, a qual, ainda para mais, era escassa em pormenores, soube da infausta notícia. Tinha falecido a minha antiga professora primária. Sim, D. Manuela Violante da Cruz, durante muitos e muitos anos docente neste lugar, tinha-nos deixado.

Como é óbvio, em face do adiantado da hora, não pude confirmar aquela má nova. Hoje, logo que amanheceu, liguei para familiares directos e aí as lágrimas rolaram. Tanto mais que, por desconhecimento, nem ao funeral, ocorrido na tarde ontem, fui.

Sim, eu bem sei que ainda anteontem, a vi na missa dominical e, por isso, muito longe de imaginar tal desfecho. Não necessito de dizer que se num momento estamos vivos, no seguinte pode surgir a chamada do Altíssimo. Então, quando se tem a provecta idade de noventa e tal anos esse risco é exponencial.

Foi com esta extraordinária docente que aprendi as primeiras letras. E como ensinava bem. Muito exigente, com profundos conhecimentos e, sobretudo, sabendo tirar partido do melhor dos seus educandos. Foi com ela que também saboreei algumas reguadas – poucas, diga-se em abono da verdade. Aliás, bendito castigo, pois ensinou-me o caminho do bem e, sobretudo, a dedicação ao esforço para me tornar melhor.

Foi ela que no final da quarta classe – era, assim, a sua designação naqueles tempos da década de sessenta – insistiu com os meus pais para que me proporcionassem a continuação dos estudos. Eram muito poucos, mas mesmo muito poucos, os que usufruíam dessa prerrogativa. Dizia ela repetidamente aos meus pais: “Manuel e Laura deixem o rapaz continuar os seus estudos, pois é inteligente e tem capacidades para chegar longe”. Isto é textual, não mera gabarolice, uma vez ter assistido às conversas. Pelo seu lado, os meus progenitores contrapunham: “ mas, D. Manuela - como carinhosamente a tratavam, pois também era aqui casada - como podemos colocá-lo a estudar se não somos ricos?” De modo algum temos dinheiro para a mensalidade que o Colégio de Anadia cobra. Relembro que nesses tempos era o único estabelecimento de ensino secundário existente neste concelho. E como era privado … Até que um determinado dia, ela avançou com nova ideia: “apesar do Hernâni – conhecia-me muito bem - ter maior apetência para as ciências e/ou humanidades, matriculem-no na Escola Industrial de Cantanhede, pois é de ensino gratuito. Bem sei, que se trata de instrução técnica, cujo objectivo é colocar os jovens no mundo do trabalho empresarial o mais cedo possível, mas sempre é melhor que ir para as obras ou para a vossa pequena agricultura, a qual mal dá para o pão de cada dia. Depois logo se verá qual o seu futuro.”

E foi, muito graças a ela, que me tornei no homem e profissional que hoje sou. Se não sou melhor ou não cheguei mais longe, apenas me posso culpar a mim. Desta magnífica instrutora e dos meus saudosos e queridos pais tudo de bom recebi. É certo que muita coisa aproveitei, mas por minha culpa, máxima culpa, outras não aproveitei.

Sempre que podia e ocasião proporcionava cumprimentava-a. Um encanto, uma simpatia e sempre um gosto em recordar velhos tempos. Principalmente desejosa em saber o que este vosso escriva fazia actualmente.

Há cerca de vinte anos, pouco depois da sua aposentação, ainda cheguei a falar com algumas pessoas para que se organizasse um evento que prestasse publicamente a justa homenagem a tão insigne mestra. Uma pessoa, entretanto também já falecida, desaconselhou-me a tal, afirmando que não contasse com ela para tal. Bem, todos temos sempre alguém que não gosta de nós. Esmoreci e hoje, com toda a sinceridade, sinto-me enormemente arrependido.

Do mais fundo da minha alma – escrevo com os olhos rasos de lágrimas – peço a Deus que a perdoe e que rapidamente a receba em Seus braços, se é que já não o fez. Por acreditar piamente, sei que um dia nos voltaremos a encontrar.

Aos familiares, uma vez que por desconhecimento não estive presente nas exéquias, repito, apresento as mais sentidas condolências.

Prometo, a não ser que algo muito forte o impeça, estar na missa do sétimo dia, a realizar às 21H00, na Igreja Matriz de Bolho, concelho de Cantanhede, na próxima terça-feira, dia 28.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:34

Julho 26 2018

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Enfim, de férias. Pouco ou nada tenho, neste momento, a dizer, a não ser ansiar por umas boas férias, bem como desejar o mesmo para todos os meus leitores.

Como é hábito, vou deixar de vos importunar com meus textos. Isto não quer dizer que de vez em quando não escreva algo. Sem obrigação, apenas por absoluta necessidade voltarei a este espaço até ao final de Agosto.

Até lá, fiquem bem e, com dizia alguém, “façam o favor de ser felizes”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:45

Julho 19 2018

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Passamos muito rapidamente da satisfação para a insatisfação. Contudo, o inverso já não se verifica com tanta rapidez. Aliás, uma parte substancial da sociedade ignora as boas práticas de cidadania: não estamos ordeiramente nas filas de espera, apitamos desalmadamente quando um automobilista não faz o pisca atempadamente, gritamos com quem discorda de nós … Mas tudo isto tem a ver com a nossa cultura de base, com a nossa civilidade e com a capacidade de sermos bons cidadãos.

As pessoas têm, de uma vez para sempre, de acreditar que a mudança comportamental só traz vantagens. A verdade é que todos nós queremos e desejamos viver melhor em sociedade, no seio familiar e no trabalho, condições essenciais para sermos felizes. Porém, a rotina não é uma coisa fácil de gerir e, por isso, deixamo-nos ir.

As pessoas estão sempre à procura de desafios inovadores, novas motivações, projectos arrojados, em suma, procurando a diferença com o ontem. A diferença, no entanto, é um valor intrínseco à personalidade de cada um. Não nos podemos esquecer que à semelhança de tudo o que existe na Natureza, também nós temos uma fase de crescimento, uma fase de maturação e, por fim, uma fase de declínio.

Manter a “chama” viva significa refrescar permanentemente a imagem que idealizamos, colocando atractivos no conceito, sensibilizando-nos e sensibilizando os outros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:26

Julho 17 2018

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Ainda que tímido – estou a ser benéfico na apreciação – o Verão chegou e com ele o sol. É lógico que depois de um ano inteiro a trabalhar a esmagadora maioria esteja ávida de férias. E quando se fala de férias, fala-se de pouco ou nada fazer, passear, apreciar a gastronomia, disfrutar da companhia daqueles que mais gostamos e, sobretudo, para aqueles que apreciam, de praia.

Então, para aqueles que, como eu, o final de ano lectivo tem sido uma verdadeira maratona em termos de trabalho – somente os que são ou foram directores de um curso profissional a nível do 12º ano conseguem dizer de sua justiça -, as férias até parece que nunca mais chegam.

Ora, tanto quanto me é dado a saber, em termos de praia, este ano, somente o Algarve satisfaz minimamente. Por este motivo, mas também por hábito, lá para o final deste mês rumarei a sul. Serão apenas quinze dias, mas estou certo de que virei com as baterias carregadas. Pelo menos assim espero.

Comer bom peixe, ler diariamente o jornal, estar horas e horas na praia sem quaisquer preocupações, saborear uma cerveja ao final da tarde, passear por trilhos, percorrer salinas, conviver com a família e amigos, muito haverá por descobrir em terras algarvias.

Por tudo isto, não embarco em loucuras de levar a greve dos professores até às últimas consequências. Fiz greve, colaborei na luta, mas agora chega. Estou cansado e, nessa ordem de ideias, quero colocar um ponto final nas actividades escolares do presente ano. Mereço e principalmente a minha família e amigos têm direito a granjearem da minha companhia.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:51

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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