O meu ponto de vista

Fevereiro 14 2019

Tem estado e vai continuar a estar na ordem do dia a igualdade de género. Por exemplo, a questão das quotas é considerada por uns como discriminação positiva, enquanto para outros é factor de injustiça.

Apesar da falta de consenso, é inegável que o tema da diversidade e inclusão deve ser analisada. É por demais evidente que na maioria das instituições públicas e até privadas considera que aplica medidas de promoção de igualdade entre homens e mulheres. Estas medidas focam-se, sobretudo, na oferta de oportunidades iguais de progressão de carreira e igualdade salarial.

Por outro lado, é bom registar que ao longo da última década demos passos importantes no recrutamento de mulheres para cargos de direcção. A realidade do mercado de trabalho tem vindo a evoluir lenta mas inexoravelmente. O papel da mulher na sociedade ganhou novos contornos e existe uma cada vez maior valorização da sua contribuição para as mais diversas organizações.

Todavia, acima de tudo, acredito ser importante olhar para as competências, experiência e know how dos indivíduos. A contratação e a progressão devem basear-se numa análise objectiva da qualidade profissional dos candidatos e do valor acrescentado que efectivamente aportarão para a organização, colocando de parte qualquer discriminação, positiva ou negativa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:22

Fevereiro 13 2019

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(imagem retirada daqui)

À porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, foi encontrado um recém-nascido abandonado. O bebé foi acolhido e alimentado pelos funcionários que decidiram dar conhecimento do assunto ao Ministro da Educação.

Passados oito dias, é emitido o seguinte despacho, dirigido ao Secretário de Estado:

“Forme-se um Grupo de Trabalho para investigar:

  1. a) Se o «encontrado» é produto doméstico deste Ministério;
  2. b) Se algum funcionário deste Ministério tem responsabilidades neste assunto."

 

Após um mês de investigação, o Grupo de Trabalho, conclui:

«O encontrado» nada tem a ver com este Ministério pelas razões seguintes:

“1 - Neste Ministério não se faz nada por prazer nem por amor;

2 - Neste Ministério jamais duas pessoas colaboram intimamente para fazerem alguma coisa de positivo;

3 - Neste Ministério tudo o que se faz não tem pés nem cabeça;

4 - No arquivo deste Ministério nada consta que se tivesse terminado em apenas 9 meses.”

 

Adenda: texto que me foi enviado por email, o qual mudei cirurgicamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:05
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Fevereiro 12 2019

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(imagem retirada daqui)

É neste Sul da Europa que nós, os portugueses, pertencemos e com toda a nossa alma mediterrânica nos vemos gregos. Se não todos, pelos menos a maioria. Por outro lado, não podemos comparar, de forma absoluta, os salários médios e/ou mínimos que se praticam nos países do Norte, sem um estudo que avalie e compare o poder de compra nestes últimos.

Importa muito pouco que em determinado país o salário mínimo ou médio possa ser três vezes superior ao de outro, se naquele os preços forem quatro vezes superiores aos praticados no segundo. O relevante é saber o que se compra com o salário hora. Isto para não falar em saber se se consegue um trabalho condigno na designada economia formal.

É neste ponto que nós, a Sul, por exemplo, precisamos de mais tempo para comprar um Big Mac, ou seja, vendemos mais tempo do nosso trabalho para obtermos o dinheiro necessário à aquisição deste hambúrguer da gastronomia global.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:11

Fevereiro 10 2019

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(imagem retirada daqui)

Nas tuas diferentes projecções, modelo subtilmente um desenho, com um perfil variável deste o topo até à base, justapondo e fazendo variar estes elementos, obtendo a sugestão de um relevo suave e contínuo, onde distintos planos se insinuam de uma forma muito delicada.

Trato-o como se fosse um desenho mutável, que varia a todo o instante, reagindo ao movimento das coisas em redor: do sol que sobe, roda e desce, uns dias mais e outros um pouco menos, e tão lenta quanto inexoravelmente vai depositando sobre as tuas superfícies – e depois delas vai retirando – a luz, a penumbra e as sombras.

Eu próprio, enquanto observador, quando ainda te imagino, ora mais ora menos proeminente, mas jamais plana, consoante mudam os ângulos de visão - a não ser a quem tanto queres parecer opaca e misteriosa -, como totalmente transparente, revelando toda a vida pulsante que existe no teu interior.

Tudo em ti, são conceitos antagónicos: função e forma, técnica e poética, regra e liberdade. Apresentas-te como um ícone, imagem identificável e inconfundível. Mais que uma mera imagem, é nas possibilidades abertas por essa profundidade que reside o principal fascínio e a permanente capacidade de surpreender.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:44

Fevereiro 07 2019

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(Imagem retirada daqui)

 

Acordar com o chilrear dos pássaros, tomar o pequeno-almoço a olhar para o mar, dar dois passos e mergulhar em águas cristalinas, ler um livro à sombra de uma árvore, calcorrear os seus trilhos predilectos, partilhar um churrasco com os amigos, ou simplesmente usufruir da quietude do seu canto, num “dolce fare niente”. Tudo isto está ao seu alcance … desde que tenha tempo disponível e, sobretudo, dinheiro.

Agora, com toda a sinceridade, acorde e ponha-se a trabalhar, uma vez estar com alucinações. Sim, porque há números e números que se traduzem em pessoas reais que passam dificuldades de toda a ordem. Não admira, por isso, observar que cada vez mais são aqueles, os “velhos” para voltar ao mercado de trabalho, mas que ainda são jovens para se entregarem à ociosidade, que agarram a terra como sua.

É que o envelhecimento não é um estado, mas sim um processo natural e irreversivelmente progressivo pelo qual todos os seres humanos passam. Neste âmbito, surge um conceito muito interessante: o início da ancianidade, a qual se quer mais activa possível.

Já agora, tal como nos bebés, também o adulto que se sente amado é menos vulnerável à depressão e até a outras maleitas. No sentido total, o amor continua a ser decisivo. Quem tem oportunidade de ser útil a si e aos seus, bem como servir os outros, conseguindo encontrar missões na sociedade, dá outro sentido à vida e usufrui de mais saúde.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:16

Fevereiro 05 2019

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No seguimento do artigo de ontem e também porque, mercê da ideia peregrina do actual governo, a educação inclusiva está a atamancar a vida das escolas, adianto declarar o que nunca pensei ousar dizer e muito menos escrever.

Por ser meu profundo entendimento, toda a vida pugnei por um ensino o mais democrático possível. Hoje, após 41 anos de serviço e a poucos de me aposentar, penso de modo algo diferente. Passo a explicar.

Continuo a afirmar, alto e em bom som de modo a que não hajam dúvidas, que todas as crianças devem obrigatoriamente frequentar a escola até uma determinada idade. Até aos 15/16 ou até aos 18 e mais? Sinceramente, acho que após os 15/16 só frequentaria quem merecesse. Este pensar assenta em experiência de muitos e muitos anos. Alunos existem que se arrastam diariamente pelas escolas, não aprendendo e, pior ainda, não deixando aprender, para além de contribuírem para um desgaste físico/psíquico de pessoal docente e não docente. Aliás, penso que a maioria do absentismo registado nestas classes - o qual, felizmente, não é tanto como se apregoa - é devido a este tipo de alunos, uma vez que o clima extremamente indisciplinado que criam nem todos o conseguem suportar.

Numa linguagem chão-a-chão, sem medo de errar, pode-se afirmar que estes não querem fazer nada, independentemente das tarefas propostas, a não ser torrar a paciência de uns e outros. Alguns afirmam-no com todo o à vontade. Por isso, deveria bastar, como primeira e obrigatória hipótese, uma simples declaração assinada pelo respectivo EE em como se responsabilizaria pela não frequência escolar. Na falta desta a escola deveria ser autónoma para suspender da frequência o discente.

A lei permite que após os 16 anos se possa ter um emprego. Para muitos que conheço, uma pá/enxada nas mãos, de manhã até à noite, fazia-lhes muito melhor que o pão que comem.

Podem chamar-me obtuso, reacionário, fascista, entre outros epítetos, pois é para esse lado que durmo melhor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:02

Fevereiro 04 2019

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A situação actual do país traz em si uma enorme oportunidade de evolução e o ensino pode e deve ser o seu catalisador. Assim os nossos alunos o queiram. É fundamental aprofundar o conhecimento, desafiar e partir para a acção, inspirando e ganhando confiança para atingir os objectivos.

Olhamos para os lados e fundamentalmente para o pequeno ecrã, nossa janela sobre o mundo, e percebemos que algo não está bem. A crise, que afinal é permanente, pode ajudar-nos. É uma oportunidade, e rara, de evolução, e o ensino, em momentos como este, assume contornos fundamentais. Há que potenciar toda a educação escolar e a formação profissional ministrada. Não estamos bem preparados. Aliás, não estamos mesmo bem. Por isso, há que mudar o click do interruptor.

Os discentes têm que investir, as empresas têm que investir, o país tem que investir e a Europa tem que investir. Conjugadas estas sinergias, há que colocar energia e avançar a toda a velocidade. Este é o nosso tempo e os vindouros não nos perdoarão senão aproveitarmos o que, na prática, nos é dado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:27

Fevereiro 02 2019

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Amei-te e fui amado

Não sei quando nem onde

Nem o teu rosto recordo

Memoro, porém, o sabor dos teus beijos

Lembro-me, ainda, do vento gélido que fazia

Ressuscito o ondular das árvores que nos cercavam

Revivo o perfume das flores e o correr das águas pelo bosque

Rememoro como desfolhei as tuas pétalas e as espalhei ao sabor de um sopro

Relembro ainda a tua nudez de marfim purpuro

Para restar apenas a marca do êxtase derradeiro que ainda hoje perdura.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:21

Janeiro 31 2019

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Muito se tem falado e continuará a falar sobre a má gestão da CGD e dos respectivos prejuízos, os quais, aliás, não pagamos com língua de palmo, mas sim com língua de palmo e meio. Deixem-me, porém, dizer desde já que, apesar de sabermos bem quem foram os culpados directos e indirectos, não acredito que qualquer um deles seja condenado.

Infelizmente, haverá sempre um modo de fugir à aplicação de qualquer sanção. Os argumentos poderão ser muitos, mas basear-se-ão nas seguintes premissas: por um lado, os eventuais, sublinho eventuais crimes já prescreveram ou, por outro, devido a que qualquer investimento – os empréstimos estão dentro desta categoria – tem riscos, i.e., tanto pode dar certo e obterem-se lucros, como correr mal e originar prejuízos.

Uma coisa é certa. Evitam de nos atirar areia para os olhos, dizendo que querem apurar, até às últimas consequências, quem são e, sobretudo, condená-los. É que se o queriam fazer, então, em tempo útil, teriam acabado com o desmando, uma vez que tal ocorre desde o ano 2000 e era conhecido por todos os responsáveis políticos. Bem pelo contrário, deixaram correr o marfim já que a maioria mamava da mesma teta.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:40

Janeiro 30 2019

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Nos últimos dias muito se tem falado sobre o Bairro da Jamaica. Contudo, também, em tempos, se falou do Bairro da Boavista e dos Chícharos, bem como se já falou e continua a falar de muitos e muitos outros. Porém, por ser politicamente incorrecto, acrescido de uma imprensa ainda presa a determinados conceitos, não se tem referido que, senão todos, a larga maioria destes bairros problemáticos situam-se – aqui para nós, não é por acaso - em concelhos cujas autarquias são dominadas pelo PCP.

Tais aglomerados populacionais, vergonhosamente engavetados em guetos miseráveis e deploráveis, mas tacitamente aceites pelo poder político local, o qual jamais teve, por muito que as carpideiras do costume venham, agora e/ou quando convém, dizer o contrário, alguma intenção de resolver parcialmente o problema. Falar da erradicação total do mesmo, então nem é bom falar.

Sobre esta problemática recordo sempre aquela máxima marxista: é totalmente contraproducente exercer a caridade, independentemente do modo que se possa revestir, uma vez que tal, na certa, impedirá o surgimento e, sobretudo, a proliferação de um revolucionário.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:23

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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