O meu ponto de vista

Junho 12 2024

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Hoje foi mais um daqueles dias que bem dispensava. Ontem morreu uma estrela e hoje pela última vez lhe disse adeus. Refiro-me ao Man’el “Letras”, mais conhecido por Balacó. Natural e residente em Samel, desde pequeno que me lembro de o ver, primeiro jogando no Futebol Clube de Samel, mais tarde seu treinador e depois fazendo equipa dirigente comigo.

Como empresário do ramo automóvel, a ele comprei o primeiro carro que tive, um Renault 5 GTR, de matrícula QD-96-51. Um homem recorda-se sempre de duas coisas: do primeiro carro e da primeira namorada. Adquirido por 50 contos, paguei-lhe de imediato metade, tendo liquidado o restante conforme ia podendo. Eram outros tempos em que a confiança nos amigos era algo inquestionável.

Homem de uma amabilidade extraordinária e de uma entrega ao outro absolutamente fora do comum. Com ele longos e belos serões passei saboreando deliciosas patuscadas.

Aliás, atrevo-me a dizer que estas terras começam a perder parte do seu encanto, uma vez que, um a um, os grandes líderes vão partindo. Bem sei que todos temos a nossa hora, é o mais certo na vida, mas o sofrimento é insofismável.

Descansa em paz meu querido Amigo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:49

Maio 15 2024

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Declarar que os tempos andam conturbados é, como hoje se costuma dizer, poucochinho. Numa semana registam-se temperaturas na ordem dos 30º ou mais, para na seguinte descerem para metade ou menos, acompanhada de chuva e até granizo nalguns lugares. Até parece que nos últimos tempos entrámos num remoinho que nos retira do chão, eleva-nos aos céus, para a seguir nos deixar cair abruptamente e sem para-quedas.

Então, estas últimas semanas têm sido uma perfeita catástrofe em termos de agricultura. As diferenças climáticas têm propiciado um exponencial aumento de míldio e oídio na vinha. Contudo, as condições climáticas não permitem os respectivos tratamentos. Lá se vai mais uma vindima. Sim, com estas circunstâncias pouco irá restar.

Por outro lado, este tempo de chuva-sol é extraordinário amigo das infestantes. É só caminhar por estes campos para observar como as batatas, o milho, as abóboras, os feijões entre outras culturas se encontram assoberbadas de ervas daninhas, com a agravante de não existir herbicidas selectivos para estas. Quando o tempo melhorar, das duas uma: ou se deixa ao abandono ou a enxada terá que voltar a perder a ferrugem. Só que esta solução é extremamente cara, para além de não existir mão-de-obra suficiente.

Por exemplo, hoje saí, cerca das 14h30, de tractor com vista a atar parras nas vinhas. O vento esgalha-as e para contrariar isso ... Trinta minutos depois começou a chover violentamente durante uma hora. Consequência: apanhei uma molha da cabeça aos pés e … ala para casa. Pouco depois de chegar a casa o sol brotou por entre as nuvens e não voltou a chover.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:15

Maio 02 2024

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1.  Já, por imensas vezes, fui dado como morto. Umas vezes por aqueles que não me querem bem, outras pelos amigos mais ou menos chegados e, infelizmente - vejam o desplante - até, pela própria família. Afinal, sou um sobrevivente!

2.  Não tenho a menor dúvida que sou alguém afortunado. Todavia, à semelhança da esmagadora das pessoas, também tenho os meus momentos de infortúnio. Nestes gostaria, como toda a gente, de ter os amigos por perto. Porém, nos últimos dias, olho em meu redor e não vejo ninguém. Talvez, culpa minha!!

3.  Sei que não sou compreendido pelo meu actual estilo de vida. Pouco a pouco, umas vezes por querer, outras involuntariamente, enredei-me numa teia que dificilmente sairei. Adoro a agricultura e, por isso, nos últimos anos investi fortemente, tanto em maquinaria, como na aquisição de terreno, bem como ainda no plantio. No entanto, esta circunstância obriga-me a um esforço físico e a uma dedicação tão forte que diariamente me deixa exausto. Solução: deixar e/ou reduzir a actividade? É bom assim pensar e é algo que quotidianamente cogito. Mas, expliquem-me como se pode, por exemplo, reduzir o cultivo da vinha? É que, como se sabe, basta um ano não cuidar de uma vinha para esta “ir à vida”. Arrendar? E a quem? No fundo, máxima culpa minha!!!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:45

Abril 25 2024

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Hoje comemora-se o cinquentenário do 25 de Abril, Dia da Liberdade. Já estudava em Coimbra e com a maturidade dos meus verdes 17 anos participei, tal como muitos outros, neste dia festivo e nos seguintes, sobretudo o primeiro do 1º de Maio, comemorado em liberdade, no velhinho Estádio Universitário, ali em Santa Clara.

Estive presente na libertação dos presos políticos na sede da antiga PIDE/DGS, na Antero de Quental, quase em frente ao ex-Quartel-General, tal como participei na tomada de posse das actuais instalações do ISEC, na Quinta da Nora. Se gritei palavras de ordem? Claro que sim. Se sabia muito bem o que estava a acontecer e o que realmente isso implicava? Mais ou menos, respondo. O conhecimento e a respectiva pressuposição destes e de outros episódios só mais tarde os adquiri. O muito que li – vem daí o gosto imenso pela leitura do jornal e dos livros -, os imensos debates em que participei deram-me a bagagem que, em 25.04.1974, de todo não possuía. Recordo com nostalgia os vespertinos Diário de Lisboa, o A Capital, o Diário Popular, entre outros, adquiridos, nas Cantinas Velhas, junto do Teatro Gil Vicente, ao mais carismático ardina da velha Coimbra, meio cego, mas com língua afiada, o saudoso Teixeira. Abro um parêntesis para lembrar outra figura dos meus tempos de estudante e concretamente da Praça da República, o Totonas. Aquele e este, quando espicaçados era um regalo vê-los e ouvi-los.

Voltando ao 25 de Abril e a algo que sempre me fez muita confusão: como é que no próprio dia da Revolução dos Cravos e principalmente nos dias seguintes surgiram, de um pé para a mão, tantos antifascistas? Como é que hoje-em-dia – é o que observo na TV - aparecem tantos ex-militares, na casa dos setenta e poucos anos, que participaram activamente ao lado dos capitães de Abril, sobretudo ao lado de Salgueiro Maia? Milagres que o oportunismo propicia.

Todavia, uma das grandes conquistas de Abril foi a tolerância. Sejamos, pois, tolerantes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:54

Abril 19 2024

É certo e sem margem para dúvidas. Muitos desafios e poucas respostas tenho sentido nos últimos tempos. Enredos agrícolas, maleitas de vária ordem e operações hospitalares, entre tantos outros desenvolvimentos, que muito fastidioso seria estar aqui a desenrolar o respectivo novelo.

De facto, o esforço de autopreservação para assumir responsabilidades nas relações entre os agentes sociais e/ou familiares tem gerado uma dinâmica com efeitos tudo menos espantosos na construção de uma dinâmica solidária, onde, desde logo, se tem destacado alguma falta de solidariedade intergeracional e laboral. Contudo, também revelou as suas fragilidades em assegurar todas as dimensões e componentes dessas responsabilidades, razão pela qual se foi abrindo espaço para o desenvolvimento de uma convivência (in)consciente, (des)informada e pouco envolvida, que no fundo não se espelha nas palavras  de Sophia de Mello Breyner, “vemos, ouvimos e lemos; não podemos ignorar”.

Neste sentido, quer os que de perto me rodeiam quando procuram ou recusam fornecer os serviços e bens essenciais básicos – atenção que não estou a falar de bens materiais –, de forma a garantir a honraria humana, quer a sociedade civil quando se demite de denunciar as injustiças e se envolve em campanhas de infortúnio, não estão apenas a não assumir responsabilidades colectivas de cidadania, estão também a agir com base em princípios e valores com dimensões espirituais escassas, senão mesmo nulas, as quais apelam a tudo menos à capacidade de nos reflectirmos nas necessidades dos outros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:11

Abril 08 2024

Têm sido dias muito difíceis. Primeiro, a interrupção escolar ocorrida na última quinzena permitiu que a minha neta aqui permanecesse durante todos os dias. Muito trabalho e preocupação, como é óbvio – palavra que a Laurinha diz amiúde. Foram momentos de constante vigilância, controle e extrema atenção. Não pretendo agradecimentos, mas tão-somente ser exemplo de dedicação, honradez, força de carácter e sobretudo, prova de denodada entrega à família, através de trabalho profícuo e constante.

Contudo, a referência aos dias trabalhosos não se fica pelo cuidado extremo e entrega à felicidade daquela que mais amo. É que no outro fim-de-semana a Páscoa, com a consequente Visita Pascoal, teve lugar. Ora, só quem não sabe como é vivido este evento na aldeia é que pode dizer que é mais um dia. Para além dos folares e outros acepipes, o leitão à bairrada, por mim assado, teve lugar à mesa. A logística, tendo em conta os muito familiares, nunca é fácil.

E, para acabar, este último fim-de-semana houve a matança do porco. Foram três dias de festa, onde não faltou o sarrabulho, as iscas de cebolada, os rojões, as fêveras acabadas de cortar e grelhadas de imediato. Por aqui passaram muitos e muitos amigos. Uns na sexta-feira, outros no sábado e ainda outros no almoço de ontem. É verdade e, por isso, digo-o com prazer: quase comeram o porco inteiro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:39

Março 20 2024

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Não deixa, de certo modo, de ser irónico. Então, não é que Augusto Santos Silva, o político que mais enfrentou, de forma despudorada e apenas com intuitos políticos - definhar os sociais-democratas -, o Chega é o primeiro presidente da Assembleia da República a ir a votos e a não ser reeleito para o Parlamento?

Os piores receios dos socialistas vieram a confirmar-se: Augusto Santos Silva não conseguiu ser reeleito deputado pelo círculo Fora da Europa, sendo que perdeu o lugar para o Chega.

Segundo indicam os dados provisórios dos votos dos emigrantes no círculo Fora da Europa, avançados pelo Público, a AD ficou em primeiro lugar, elegendo o antigo secretário de Estado das Comunidades José Cesário. Já o Chega, ficou à frente do PS e, assim, ‘rouba’ o lugar no Parlamento a Santos Silva, conseguindo eleger o cabeça de lista do partido de Ventura a este círculo, Manuel Alves.

Este revés, quando Santos Silva já tinha dito que gostava de completar a sua função como presidente da AR (que acabou interrompida com a demissão do Governo, impulsionada pela Operação Influencer), significa também que as suas aspirações de uma eventual candidatura à Presidência da República ficam em ‘xeque’.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:33

Março 13 2024

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Não sendo de agora, está cada vez mais na moda. Refiro-me ao consumo dos designados produtos biológicos, sobretudo por parte de alguns estratos da classe média, os quais por se acharem pretensa e claramente esclarecidos se querem alcandorar à elite do bem-viver. Aliás, podem nunca ter semeado uma batata e/ou plantado uma couve, mas ai daqueles que coloquem em causa a sua superioridade - não em quantidade, mas em qualidade – em termos consumistas. Há acrescentar que a esmagadora maioria das pessoas com este pensar são de esquerda, a tal esquerda caviar, bem pensante e melhor falante. E se o ainda não são, para lá caminham. Como gostaria de os ver sujar as mãos na terra e depois, sim, falarem.

Alguém que produza alimentos, tanto vegetais como animais, e que utilize adubo, estrume processado, ração, etc., é, de imediato, rotulado de criminoso e altamente potenciador das alterações climáticas. Então, se tem a veleidade de abrir a boca e proclamar que usa pesticidas e herbicidas, por muito que acrescente que os usa com extremo cuidado e sempre respeitando as instruções oficiais, é apelidado de assassino. Mais: deveria ser sujeito ao desterro, senão mesmo à forca.

Esquecem-se que a apetecida alimentação biológica é, para além de acarretar outros inconvenientes, origem das mais chocantes injustiças sociais, uma vez que por ser muito mais cara que a dita não-biológica, somente aqueles com poder de compra a pode consumir. Os pobres, esses coitados, têm que comer tudo: com hormonas, pesticidas e herbicidas.

Como é óbvio, também gostaria de comer sempre robalo, dourada, cherne, corvina selvagem, entre tantos outros. Porém, a minha carteira recusa-se, com excepção de quando o Rei faz anos, a tais desaforos.

Mas o engraçado é que se prolongarmos a conversa, a contradição salta gritantemente à vista. Daí a pouco algumas daquelas sabem onde se pode comprar em promoção os vegetais, os peixes e a carne mais fresca. Na última discussão soube, passe a publicidade, que aqui perto é o Mercadona em Águeda.

A finalizar, é necessário dizer que se apenas consumíssemos produtos biológicos a maior parte da população deste planeta morreria à fome. Mas para aqueles isso pouco importa, pois desde que houvesse comida no seu prato o resto são “peaners”, como dizia o outro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:27

Fevereiro 23 2024

É por todos conhecida, nos últimos anos, a crónica falta de professores. Ainda agora, a meados do segundo período, existem à volta de 40 000 alunos que diariamente têm falta de um professor a uma ou a várias disciplinas.

Por outro lado, fala-se, aliás, de cerca de 35 000 docentes que terão de ser “formados” até 2030, com vista a colmatar a actual ausência de docentes bem como daqueles que até lá se irão reformar, ao que se diz à média de 5 000 ao ano.

Como também vem sendo anunciado as escolas superiores encontram-se muito longe de formar, ano após ano, os números em falta, tanto pelos discentes que aí entram como pela capacidade de formação.

Felizmente, começa-se a falar de duas situações com vista a breve prazo resolver a questão em apreço, i.e., proporcionar, no mais curto espaço de tempo, docentes a todos os alunos, o que é um imperativo nacional:

  • - Dar pós-formação, breve e q.b., a muitos licenciados cuja formação académica não estava vocacionada para o ensino e que se encontram em condições de trabalho desajustadas e/ou insatisfeitos;
  • - Recrutar antigos docentes, os quais se reformaram “novos” – bem sei que este é um conceito algo polémico – e que não se importem de voltar a dar aulas, tal como acontece presentemente com os médicos.

Todavia, como não há bela sem senão, estas questões levantam algumas nuances, para as quais é absolutamente necessário atempar. Vejamos:

  1. A aludida formação deve ser dada em horário laboral, mas sobretudo pós-laboral. A explicação é simples: ninguém se vai despedir, por muito mal que se encontre, por algo incerto, não sabendo do que viver, apenas para assistir a aulas das 09h00 às 17h00;
  2. Ter em atenção que a formação pedagógica é importante. Porém, mais relevante é a científica. Aliás, por modéstia o digo, pois sou um mau exemplo, o certo é que iniciei o meu serviço docente – ainda existem dezenas de milhares no activo nas mesmas condições – com base somente na minha habilitação académica. Só dez anos depois efectuei a profissionalização em serviço – concluída com 17 valores - e, como toda a franqueza, não vi que a minha ministração de aulas evoluísse para muito melhor. Nalguns casos até regrediu.
  3. Os antigos docentes que queiram reintegrar-se no serviço docente não podem ser penalizados fiscalmente, uma vez que estarão a prestar um serviço de primeira necessidade ao país.
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Fevereiro 05 2024

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Com toda a sinceridade afirmo que muitas vezes os meus inimigos já tentaram abater-me. Não conseguiram. Não esqueci, mas o que lá vai, lá vai. Contudo, também é verdade que já fui assassinado um ror de situações por amigos. Estas situações, sim, é que custaram imenso. E não olvido.

Por outro lado, também em diversas circunstâncias desamores houve que tentaram trucidar-me. Felizmente não alcançaram esse objectivo. Porém, difícil, difícil foram as facadas dadas nas costas pelos amores. Como recordo de todos estes. E se aqui escarrapachasse os nomes?

Igualmente, em momentos distintos, familiares mais ou menos chegados já tentaram liquidar-me. Umas vezes de frente, outras pelas costas, mas, quer num ou noutro, sem sucesso. Posso não me lembrar de outros factos, mas destes memoro e bem.

Não pretendendo, independentemente das circunstâncias, qualquer forma de vingança, apenas direi que o anúncio da minha morte foi e continua a ser manifestamente exagerada.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:26

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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