O meu ponto de vista

Junho 03 2020

Todos os lugares e situações devem ser norteados pela inteligência. Não peço a máxima, tanto mais que algumas pessoas são incapazes de tanto, mas a que o bom senso recomenda. Há gente que apenas vive e, sobretudo, sobrevive, à custa de lhes darem realce. Quanto mais falarem deles, não importando se bem ou mal, melhor. É o caso de André Ventura, líder do Chega.

Hoje, a deputada do PS, Isabel Moreira, entendida pelo seu radicalismo, chamou racista a este político da extrema-direita. Caramba, custa muito perceber que, para André Ventura, estas palavras, ainda por cima vindas de quem as proferiu, são a cereja em cima do bolo? Aliás, o outro dia, a jornalista Fernanda Câncio, conhecida por gozar férias à conta (!!!) de José Sócrates, também zurziu, sem dó nem piedade naquele.  Isto para falar da atitude, há tempos atrás, do Presidente da AR, Ferro Rodrigues. Resultado: mais projecção e futuramente mais votos.

Custa assim tanto entender isto?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:01

Junho 01 2020

Segundo a previsão, nos próximos dias irá chover. Encontro-me dividido. Por um lado, adoraria que chovesse, uma vez possuir culturas a necessitar imenso de água. Por outro, gostaria imenso que o tempo permanecesse estável, sem carecimento de calor extremo, de modo a que o sol brilhasse num céu completamente limpo. Estou naquela posição em que o nosso povo costuma dizer “quero chuva no nabal e sol na eira”.

Uma coisa é certa: este tempo deixa-me constrangido. Este tempo de “não chove nem faz sol”, para além de me fazer doer a coluna, é um monte de doenças para a vinha e não só. O míldio e o oídio aí estão a comprová-lo. As noites frias que se avizinham, por outra via, faz surgir a podridão no cacho, sobretudo devido ao excesso de humidade.

Bom, como isto interessa a ninguém, vá lá, quanto muito, a meia-dúzia de pessoas, termino por aqui este não-texto.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:05

Maio 29 2020

O debate político tem sido uma miséria confrangedora. Então a nível de educação nem é bom falar. A pandemia tem destas coisas. Ataca também a nível das ideias e, consequentemente, o nível baixa assustadoramente.

Veja-se, por exemplo, o que se passa a nível da Comissão Parlamentar da Educação. Salvo raríssimas e honrosas excepções, a esmagadora maioria dos deputados daquela, em termos de conhecimento real das questões candentes da educação, é de uma pobreza aterradora. Uns, meros políticos, mais ou menos de carreira, formados nessa grande escola que é a “Jota…”, outros “simples” professores seguidistas, os quais nem na sala de professores das escolas por onde passaram alguém deu por eles e os demais de igual ou pior jaez. Não admira que até Tiago Brandão Rodrigues, sem dúvida um dos piores ME do pós 25 de Abril, faça um figurão quando vai a uma sessão da aludida Comissão.

Mas não são apenas os políticos que são devastadoramente maus. Os jornalistas não lhes ficam atrás. Novamente ressalvando uma ou outra excepção, a generalidade arrasta-se pelos corredores dos poder, bajulando tudo o que lhes cheira a poder manter o tacho. Jornalismo de investigação está morto e enterrado. O Sexta às 9, a Ana Leal e outros casos servem para nos mostrar o quanto isto é verdade.

Viram os Prós e Contras da noite da segunda-feira p.p., na RTP? Não? Também não perderam nada. Como se pode organizar uma discussão – revolução digital no ensino - sem a presença daqueles que efectivamente estão no terreno, i.e., os professores? Convidam-se duas directoras de escolas, as quais não dão aulas, um secretário de estado e outro membro, todos desligados da realidade do E@D. Resultado: muitos sorrisos, alusões a sucessos inauditos, imensas loas mútuas, para concluírem que vivemos no melhor dos mundos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:49

Maio 28 2020

Não temos emenda e, por isso, acho que estou a mais neste rectângulo à beira-mar plantado. Não é sempre, mas por vezes tenho a nítida sensação que isso é mesmo verdade.

Em primeiro lugar ninguém trabalha mais que nós e respectivos familiares, por muito que passamos a vida no sofá, passeamos ou vemos tudo e mais alguma coisa na televisão, sobretudo a CMTV. Como costumo dizer: com tanta gente a trabalhar incomensuravelmente como é que o país não avança? Aliás, há três coisas que somos sempre os maiores: excesso de trabalho, falta de tempo e escassez de dinheiro.

Agora, falando mais a sério. Sou imensas vezes acusado de trabalhar muito, principalmente no que respeita à agricultura. Embora reconhecendo que alguns dias exagero, pergunto: o que vale mais? Trabalhar demais ou nada fazer? Sim, é que amiúde sou confrontado com o panegírico daqueles que nada fazem, recordando-me daquele conselho “se não atrapalhares já fazes muito”.

Com toda a franqueza vos digo que constato a existência de muitas pessoas, sobretudo homens, que nada fazendo em casa, são motivo de constantes encómios. É caso para dizer: quanto menos fazes, mais gosto de ti.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:49

Maio 26 2020

O Presidente da República promulgou hoje o diploma que proíbe até 30 de Setembro próximo a realização de festivais. Todavia, mancomunado com o governo, abre a hipótese da realização de alguns eventos, tais como a festa do Avante, numa clara cedência ao PCP. Ora, quando não é possível a realização dos habituais festivais, tais como MeoSudoeste, NosAlive, SuperBock-SuperRock, entre tantos outros, quando existe um forte condicionamento na frequência de actos religiosos, bem como cinemas, centros comerciais e, inclusive de praias, é inadmissível esta excepção. É caso para dizer “assim se vê a força do PC”.

O diploma em causa estabelece que "é proibida, até 30 de setembro de 2020, a realização ao vivo em recintos cobertos ou ao ar livre de festivais e espetáculos de natureza análoga declarados como tais no ato de comunicação feito nos termos do decreto-lei n.º 90/2019, de 05 de junho".

No entanto, "os espetáculos referidos no número anterior podem excecionalmente ter lugar, em recinto coberto ou ao ar livre, com lugar marcado, mediante autorização da IGAC e no respeito pela lotação especificamente definida pela Direção-Geral da Saúde em função das regras de distanciamento físico que sejam adequadas face à evolução da pandemia da doença covid-19".

Já agora, recordo que a Covid-19, em Portugal, até ao momento provocou a morte de 1.342 pessoas num total de 31.007 confirmadas como infectadas, de acordo com o relatório de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS)

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:58
Tags: , , ,

Maio 24 2020

É um lugar comum mas atrevo-me a anunciá-lo: a vida é feita de desafios, obstáculos, mas também de sonhos. Ora, como é do conhecimento geral, é essa a força motriz que faz com o que o esforço e o trabalho de cada um seja recompensado. Obviamente que o sonho varia de pessoa para pessoa, mas uma coisa é certa, para alguns, como é o caso deste vosso escriba, o sonho é produzir um vinho com marca própria.

O processo inerente à aquisição da vinha já lá vai. Agora, o trabalho árduo, a dedicação, o investimento e a atenção para com aquela, resultarão, estou certo, num produto final único.

Por isso, deixo-vos duas fotos do serviço efectuado na semana que findou, razão mais que suficiente para não vos acompanhar tão de perto como gostaria.

20200523_150538.jpg 

  20200523_192052.jpg

 

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:39

Maio 19 2020

A inexistência de ética aliada à ausência de vergonha sempre andaram de braço dado na banca e na política. Aliás, não é por caso que a consideração que os banqueiros e os políticos merecem por parte do povo é diminuta para não dizer que é zero.

Vem esta prosa a propósito de uma notícia hoje dada à estampa em que se refere que os administradores do Novo Banco foram os que mais bónus tiveram, muito superiores ao BPI, Santander e BCP, instituições lucrativas. Ora, sabendo que ano após ano aquele banco continua a dar prejuízo, o qual é coberto pelos nossos impostos, não se compreende a distribuição de extraordinária de prémios. Se tivessem lucro, vá lá, agora sugam-nos o suor e acoplam-se com tal?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:29

Maio 18 2020

De modo algum quero subverter estereótipos e muito menos negar a história. Todavia, muito gostava de provocar uma percepção sintonizada mais com a intempestividade da imaginação do que com as consensualidades tradicionalistas. Bem sei que me falta jeito e arte, mas, por outro lado, muito adorava aprender dos caminhos que percorro a identidade e a alteridade, as quais, como é conhecido, se encontram mutuamente implicadas.

Também não é menos verdade que, por muito que grite, muito pretendo valorizar a vida silenciosa, a paciência subterrânea e a alternativa da contemplação, a alma invisível. Não sou, infelizmente, referência de um território geográfico e jamais serei definição histórica de uma comunidade, por muito que seja simbólica. Igualmente me faltam quesitos para uma plena cidadania activa, génese de originalidades múltiplas, cosmopolita e experimental, centro de atracção e irradiação. Não é por não tentar, é por não poder.

É precisamente pelo que no meu passado permanece activo e operante que continuo a crescer e a robustecer-me. Não à velocidade que desejaria, mas à possível. Todavia, o presente e sobretudo o futuro não irá dar sequência ao irrealizado no passado. Quanto muito tentará compreendê-lo, mas sem entrar em paranóia, género microcosmos denso e esclarecedor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Maio 15 2020

Por vezes é necessário insistir, insistir, ameaçar até, ou ainda ir a algum lado para tratar de um problema específico. Por muito que nos digam que existem uma multiplicidade de opções, o certo é que só com ameaças concretas, i.e., quando as pessoas sentem – desculpem a linguagem menos prosaica - o rabo bem perto das calças, aprendem e se não fazem o idealmente correcto, pelo menos cumprem o mínimo dos seus deveres.

Sou optimista por natureza e peço desculpa por o repetir à saciedade. Todavia, isso não basta, tal qual não chega possuir um plano devidamente estruturado, uma vez que, quando do lado de lá está alguém disposto a não cumprir o mínimo estabelecido, não há estratégia que valha. Alterem-se as metodologias, usem-se alternativas variadas, apliquem-se as melhores pedagogias que, perante a recusa pura e simples, a “coisa” não dá.

O sucesso está apenas no querer. Podemos sorrir, fazer festas, brincar, falar disto e daquilo, ou seja, podemos produzir tudo e mais alguma coisa - desde lavar o rabo com água-de-colónia e até servir chá com biscoitos - que quando o outro está com o “cu para a porta” nada vale.

A (re)conquista será possível? Claro que sim, tanto mais que enquanto houver vida há esperança e esta é a última a morrer.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:56

Maio 12 2020

Nos últimos anos tenho dormido mal e cada vez é pior. Porém, nada que se compare com agora. Súbita e enorme alteração de hábitos, a ansiedade devido à pandemia do Covid-19 e, sobretudo, a multiplicidade de afectos referente às relações familiares, têm conduzido a que durma muito mal e, ainda por cima, pouco.

É do conhecimento geral que o sono influencia o nosso sistema imunitário, regula o metabolismo, quer pelo equilíbrio da glicose e da insulina, quer pelo balanço entre hormonas da saciedade e do apetite. Então, a sua preponderância sobre o sistema cardiovascular nem é bom falar. De facto, podemos estar muito mais tempo em jejum do que sem dormir.

Dizem os especialistas que devemos dormir quando o sono surge e não o forçar com o objectivo de cumprir as horas recomendadas. O pior é que geralmente a vontade de dormir surge a horas pouco recomendáveis, como, por exemplo, a seguir ao almoço. Ora, o cumprimento do horário lectivo, bem como uma Laurinha de cinco anos impedem este desejo.

Resta o consolo daquelas velhas palavras que dizem: quando morrer terei muito tempo para dormir.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:48

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Junho 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


arquivos

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO