O meu ponto de vista

Janeiro 11 2026

Ainda a recuperar de forte gripe – é a terceira; eu não acredito em bruxas, mas que as há, há – resolvi passar este domingo em casa. Domingo, pelo menos da parte da tarde, de chuva miúda, tornando o ambiente ainda mais soturno. As notícias, quer nos jornais, quer na TV, apenas realçam a campanha eleitoral para as presidenciais. Lá pelo meio um ou outro destaque, a maior parte das vezes sem qualquer importância.

Todavia, há relevâncias que se dão a esta ou a outra, muitas delas autênticos spins, que não passam de montanhas que no final apenas parem ratos. Por exemplo, hoje noticiava-se que o Ministério da Educação pagou, o ano passado, 26 milhões de euros a 30 mil professores em horas extraordinárias. Visto de um prisma primário até parece que os docentes receberam, em acréscimo, uma fortuna. Esta é uma das situações que mais parece à la carte do CM. Denota mau jornalismo e, sobretudo, falta de trabalho de casa.

É que se nos dermos ao trabalho, veremos que, em média, cada professor recebeu bem menos de mil euros. Por outro lado, se avançarmos que tal importância se reporta a acerto de contas em horas extraordinárias desde 2018, então o caso muda totalmente de figura. Mais: tal atraso na aludida rectificação não veio, de modo algum, acrescida dos respectivos juros. Observem o que acontece com os nossos impostos: atrasamo-nos, nem que seja um dia, e o fisco cobra-nos, de imediato, um tanto a mais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:23

Janeiro 05 2026

O frio do Inverno desempenha um papel fundamental no ciclo da vinha. Durante esta época, a videira entra em repouso vegetativo, concentrando energia para o novo ciclo que se aproxima. É precisamente neste período que a poda assume maior importância.

A poda de Inverno, feita quando o frio já se instalou, ajuda a regular a produção, equilibrar o vigor da planta e melhorar a qualidade das uvas. As baixas temperaturas reduzem a actividade da seiva, diminuindo o risco de “chorar” excessivamente após o corte e protegendo a vinha de stress desnecessário.

No entanto, é essencial respeitar o momento certo. Podar demasiado cedo pode expor a videira a geadas tardias; demasiado tarde pode atrasar o desenvolvimento vegetativo. O conhecimento do clima local e da casta é, por isso, decisivo.

Assim, frio e poda não são inimigos da vinha, mas parceiros naturais que, bem geridos, contribuem para vinhas mais saudáveis e colheitas de maior qualidade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:45

Dezembro 18 2025

Nós os homens e mulheres setentões só nos resta resistir. Sim, resistir contra a tentativa de nos asfixiarem e de nos calarem. Já andámos muito e sempre de cabeça erguida, com ética, valores e, sobretudo, honestidade. Não somos jovens e muito menos “turcos”, cuja maioria pensa que tudo lhes pertence e ai daqueles que ousarem dizer não ou sequer levantarem a voz para os colocarem na linha.

Por outro lado, também não surfamos constantemente na crista da onda, como é exemplo a esmagadora maioria dos nossos políticos, sejam eles de âmbito local ou nacional. Tanto uns como os outros enxameiam os media – nacionais e/ou regionais – com sucessos, iniciativas e eventos de encher o olho, mas cujos proventos há muito que está para provar. Como dizia alguém “o importante é aparecer”. Quando saem deste organismo/instituição, por caducação, impedimento ou outro motivo qualquer, jamais voltam ao posto que possuíam. Bem, também era o que mais faltava! Ei-los a caminho de novos “tachos”, perdão a caminho de novos desafios como gostam de dizer. Alguns até têm a distinta lata de dizer que sabem bem as dificuldades que irão enfrentar e que apenas aceitam devido ao elevado espírito de serviço que possuem como mais ninguém. Pergunta inocente: será que estão a falar de cavar a terra, pescar no alto mar, amassar argamassa para dar aos pedreiros, quer faça sol, chuva ou neve? Não me parece, mas isso sou eu a dar voz à minha veia de ignorante.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:40

Novembro 29 2025

Há muitos anos que advogo e já o escrevi imensas vezes. A escola ensina e a família educa. Por isso, e pedindo desculpa de me repetir, sou de opinião que o Ministério da Educação se devia designar por Ministério da Instrução. Bem sei que este nome é bafiento e cheira a tempos de outrora, i.e., dos idos do Estado Novo. Todavia, já é tempo de passarmos para trás das costas estes pruridos e avançarmos …

Começam felizmente, hoje-em-dia, a ouvirem-se vozes de outros intervenientes no ensino a defenderem igual postura. Acho bem e folgo por ver tal. Os alunos vão para a escola para aprenderem e para isso lá estão os professores. De todo estes jamais se encontrarão entre as quatro paredes daquela para darem educação. Esta deve vir de casa e os pais jamais se poderão demitir de tal prerrogativa ou delegar noutros aquilo que é, sem margem para dúvidas, sua inteira responsabilidade.

E, falando da obrigação que os pais têm em educar os filhos, há muito tempo que defendo que o não é não – não estou a falar de política, entenda-se – e deve ser mantido por muito que custe a uns e a outros. Bem sei que é muito mais fácil dizer que sim que não. Contudo, este educa enquanto, na maior parte das vezes, o sim derroga e conduz ao desleixo. Por outro lado, não sendo adepto de qualquer agressão física, admito – lá se vão levantar os wokistas com o Carmo e a Trindade – que uma palmada no rabo é, por vezes e em determinadas idades, mais eficaz que o pão que lhe colocamos na boca.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:29

Novembro 08 2025

“Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” — 1 João 4:8

Em cada amanhecer, no perdão que damos e na graça que recebemos, há um reflexo do amor de Deus.

Ele não se impõe, mas acolhe. Não exige, mas oferece. O amor divino é paciente, constante e maior do que qualquer falha humana.

Quando nos deixamos tocar por esse amor, aprendemos a ver o mundo com novos olhos — com compaixão, esperança e paz.

Deus é amor, e é nesse amor que encontramos o verdadeiro sentido da vida.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:47

Outubro 26 2025

É sabido que durmo mal e pouco. Rara é noite em que não me levante quatro, cinco vezes para ir à casa de banho. A intervenção cirúrgica para corrigir o problema correu mal, tanto que o urologista que me operou, quando lhe perguntei o que tinha acontecido, respondeu-me com uma pergunta: “está vivo, não está?”. Afirmando que sim, ajuntou: “então, dê graças a Deus, uma vez que, na mesa de operação, vi-o mais para lá que para cá”. Contingências da vida, acrescento eu.

O sono é indispensável á sobrevivência, dizem os especialistas. É possível fazer greve de fome – bem necessitava, adianto eu, em jeito de humor negro -, porque a morte acontece, não apenas por exaustão, mas decorrente de colapso imunitário. Todavia, greve de sono é impossível, por muito que tenhamos vontade.

Pois é. Sono e imunidade. Sono e humor. Sono e cognição. Quantos dias não estou de mau humor e/ou a “carburar” mal uma vez que o sono é “coisa” de 24 horas Para contrariar tal devemos cuidar dos nossos hábitos de vida. São três as principais regras: boa alimentação e a horas, prática física e ocupação, seja profissional ou de aposentação, de tempo de forma regrada. Ora, manda a verdade dizer que raramente cumpro tais desideratos. Podia e devia discorrer sobre tais dislates, mas não vou lavar roupa suja em público. Por isso fico por aqui.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:50

Outubro 02 2025

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É um ditado muito antigo, mas não deixa de ser verdadeiro: “nem todos os fins justificam os meios”. Vem a propósito este ditado face ao estado a que chegou os ditames do PSD-Anadia, com a conivência – não tenho a menor dúvida - da Direção Nacional. Para se “conquistar” mais um concelho para os “lados” do PSD sacrifica-se tudo e todos, desde princípios a pessoas.

Durante anos e anos os militantes do PSD de Anadia foram sujeitos aos piores impropérios por parte do MIAP-Movimento Independente Anadia Primeiro, dando a cara e estando na primeira linha contra o aproveitamento que esta ex-força politica pretendia, constituída por “militantes social-democratas”, os quais pelas vias estatutárias não conseguiam os seus objetivos pessoais alcançados.

Agora, esses mesmos militantes do PSD, alguns de primeira hora, cujo rosto Anadia bem conhece, só por haver um “fim maior”, foram postergados e, a muitos deles, nem uma palavra lhes foi dirigida. Não nos podemos esquecer que há quatro, oito, doze e mais anos não era fácil dar o rosto pelo PSD, face ao populismo aventureiro denotado por aquele movimento. Digo mais: foram humilhados por alguém de cujo trabalho em prol de Anadia se ignora, mas que chegando novo e por ter acesso fácil ao poder vigente tudo cilindrou.

Com isto não quero dizer que os elementos que ao longo dos anos “ganharam” as eleições autárquicas não fossem “puxados” de novo para as listas do PSD. No entanto, ocuparem quase 100% dos lugares aos diferentes órgãos autárquicos é demais, enquanto a esmagadora maioria dos militantes sociais-democratas é preterida. Voltaram com a imposição total da sua vontade. E como diziam os meus pais “quem não sente, não é filho de boa gente” eis-me a protestar. Note-se que não estou em falar em causa própria, pois para além de ocupar, durante vários anos, o lugar na comissão política concelhia e na Assembleia Distrital nada mais o Partido me deu ou pedi.

Sim, bem sei que, os atuais dirigentes da Concelhia, alegarão em sua defesa que realizaram reuniões atrás de reuniões e tudo foi sufragado pelos militantes presentes. Todavia, a quantidade e a “qualidade” dos militantes presentes dizem algo e sobre isto muito havia a dizer.

Uma coisa é certa. Conforme um dia disse Sá Carneiro “o que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for”.

Resumindo e concluindo: por não me sentir cómodo entre as hostes do PSD, essencialmente no que concerne á concelhia de Anadia, informo que a partir desta comunicação me considero V/ ex-militante.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:57

Setembro 21 2025

Cumprir promessas é mais do que uma questão de palavra, é um reflexo de caráter. Cada promessa feita carrega consigo uma expectativa e uma confiança depositada. Quando cumprida, fortalece laços, constrói respeito e solidifica a credibilidade de quem a fez. Quando quebrada, deixa marcas, fragiliza relações e lança dúvidas sobre a honestidade e o valor do compromisso assumido.

Prometer exige responsabilidade: não se trata apenas de dizer “sim” no momento, mas de reconhecer que, por trás dessa palavra, existe alguém que espera. Cumprir uma promessa, mesmo nas pequenas coisas, é uma forma de mostrar consideração pelo outro e coerência consigo mesmo. Afinal, quem honra a própria palavra, honra também a sua essência.

E quando se trata de promessas a Deus, então o caso ainda é mais responsabilizante.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:54

Setembro 02 2025

Há quem estenda a mão sem pensar no que virá em troca. Ajudar, muitas vezes, é um ato puro, um gesto que nasce da empatia e do impulso de aliviar o peso do outro. Mas a verdade é que nem sempre essa ajuda encontra retorno. Quantas vezes o silêncio ocupa o lugar do agradecimento? Quantas vezes aquele que tanto recebeu, quando vê a necessidade do outro, finge não notar?

O não retorno de ajuda dói porque expõe a fragilidade das relações. Esperamos, ainda que em segredo, que o cuidado seja recíproco, que a generosidade circule. Porém, a vida insiste em mostrar que nem todos seguem essa lógica. Há quem apenas receba e siga adiante, esquecendo quem esteve lá no momento difícil.

Ainda assim, talvez a verdadeira força esteja em continuar a ajudar, mesmo sabendo que o retorno pode nunca vir. Porque, no fundo, o valor de um gesto não está na retribuição, mas na capacidade de transformar um instante da vida de alguém. E isso, por si só, já é um retorno invisível — silencioso, mas profundo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:24

Agosto 22 2025

Acordar depois de uma noite que correu mal é como participar num daqueles jogos de sobrevivência, mas sem prémio em dinheiro. O prémio, neste caso, é sobreviver ao próprio corpo que, de repente, decidiu virar o inimigo.

Primeiro, abre-se os olhos com cuidado, porque qualquer raio de luz é comparável a um holofote da polícia apontado à cara. Depois, vem a boca seca: é como se tivesse passado a noite a mastigar areia da praia. A água, nessa hora, não é bebida, é soro vital.

A cabeça, claro, bate num ritmo próprio. O coração toca jazz, mas a cabeça insiste num heavy metal descoordenado. Tomar um comprimido? Boa ideia. Encontrar o comprimido? Missão impossível.

A seguir, surge a fome. Mas não é fome normal. Quanto muito uma sopa ligeira, uma peça de fruta e vá lá uma saladinha. Talvez seja magia.

No meio de tudo isto, há o famoso mau-estar moral. O cérebro abre o arquivo da noite anterior e começa a passar os “melhores momentos”: a figura ridícula, o que se disse e não devia dizer, e aquele discurso filosófico sobre como os pinguins seriam ótimos condutores de autocarro.

E, inevitavelmente, a promessa final: “Nunca mais volto a ter uma noite assim.”
Promessa esta que tem a validade de um iogurte aberto fora do frigorífico: um ou dois dias, no máximo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:34

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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