O meu ponto de vista

Setembro 15 2021

O PSD, de entre outras boas ideias para o país, apresentou a proposta da deslocação da sede do Tribunal Constitucional(TC) de Lisboa para Coimbra, numa tentativa de acabar, pouco a pouco, com a ideia há muito arreigada entre os portugueses, que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, bem como numa óptica de coesão territorial.

Pois bem, ou melhor mal, vêm agora os detentores do trono judicial português – leia-se juízes do TC – afirmar que a verificar-se tal seria um enorme desprestígio para a nossa mais alta magistratura. Está claro para todos: suas sublimidades residem em Lisboa, na sua esmagadora maioria, e não estão na disposição de se deslocar para a província.

Sabe-se, por outro lado, que o assunto irá subir, amanhã, ao plenário da AR, conhecendo-se já o voto do PS: a abstenção, como é lógico. De bem com Deus e com o Diabo. E falam em descentralização?

Por último, PS e particularmente António Costa continuarão a dizer que o PSD não tem qualquer ideia para o país?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:47

Setembro 13 2021

Chove e chove bem. São bátegas de assustar. E o que troveja? Já não me recordo de sentir tantos e tão fortes trovões. Como não chovia, em termos dignos desse nome, vai para mais de três meses, este estado de tempo até nem é mau de todo. Se incomoda? Claro que sim, sobretudo para quem ainda está de férias e contava com mais uns dias de praia.

Agora mau, mas mesmo muito mau, é para quem tem vindima. Se é um serviço já por si pesado – não é cortar umas horas por puro divertimento e bucolismo; experimentem andar dias e dias e depois digam algo! – então a chover nem queiram saber quanto custa. Imaginem as vinhas de barro: a determinada altura as botas pesam toneladas, a capa para além de impedir os movimentos livres dos braços, ensopa devido à água que incessantemente cai e simultaneamente é um autêntico suadouro, face à ausência de respiração, os potes que para além das uvas, agora mais pesadas, enchem-se de água. Para agravar os tractores deixam de poder entrar na vinha, o que resulta o carreamento dos baldes ao ombro a longas distâncias.

Perguntarão: face ao temporal, não se pode adiar a vindima? A resposta é negativa. As caves marcam a data da colheita de uvas e adiando para uns teriam que ser adiados todos os seguintes e assim sendo não havia logística (particular e institucional) que resistisse.

E a qualidade? Por agora nada a lamentar. Tem menos grau? Hoje-em-dia não faltam soluções para tal. O problema é daqui a oito/quinze dias, i.e., quando as uvas começarem a apodrecer, tanto mais que chove com tanta intensidade que a película da uva já se está a romper. E contra a podridão? Pouco ou nada. A não ser suportar vinhos de menor qualidade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:52

Agosto 18 2021

O ME, através do Despacho n.º 8127/2021, ontem publicado, estabelece as normas a ter em conta na elaboração das ementas e na venda de géneros alimentícios nos bufetes e nas máquinas de venda automática nos estabelecimentos de educação e de ensino da rede pública do Ministério da Educação. Em resumo diz o que se pode ou não consumir nas Escolas.

Bem sei que é muito mais fácil proibir.: é só pegar no lápis azul, qual censurador-mor, e pronto. Difícil, difícil, mas não impossível é educar para uma boa nutrição.

Já agora, as escolas privadas podem continuar a vender o que bem entenderem e não consta que os seus discentes se encontrem mais obesos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:45

Agosto 15 2021

Suponha o meu caro leitor que herda umas pequenas courelas, das quais não tem qualquer documentação de posse, uma vez serem espólios já antiquíssimos e jamais regularizada a sua posse.

Como cidadão cumpridor, acha que deve colocar um ponto final em tal desiderato. Assim, uma vez que as cultiva, de forma continuada e sem oposição de alguém, há mais de vinte anos, não lhe resta outra alternativa que arranjar três testemunhas idóneas e levá-las junto de um notário com vista a efectuar a respectiva escritura por usucapião. Depois de muita documentação e vencendo a eterna burocracia o registo é realizado, pelo qual paga os olhos da cara, sem esquecer a publicação em jornal local que esfregam as mãos de contente, já que se trata de uma fonte de receitas muito apreciável.

Pensando que o assunto estava resolvido e os meus herdeiros poderiam usufruir de tal gesto sem qualquer maçada, eis que surge, emanada das Finanças, uma ordem que diz fica V. Exª notificado, nos termos do artº 36º do Código de Imposto de Selo e do Código de Procedimento e do Processo Tributário, da liquidação do Imposto de Selo, relativo à Transmissão Gratuita abaixo descrita.

Em primeiro, não existe qualquer transmissão gratuita e, em segundo, ainda compreenderia e aceitaria tal se a importância fosse pequena. Agora, caramba, é bastante superior ao valor dos prédios. Não possuo mais imóveis nesta situação, mas se os tivesse, podiam ter a certeza, não me voltariam a cobrar um cêntimo sequer.

Por fim, aviso, desde já, que também não aceito doações, sejam prédios rústicos e/ou urbanos, que não estejam devidamente legalizados. Ou nestas condições ou em dinheiro vivo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:11

Julho 22 2021

Apetece-me escrever algo, mas, com toda franqueza, com este tempo o esforço é demasiado. Que Deus me perdoe, mas conforme disse o meu irmão, está um tempo de merd@. A semana passada atingimos 38,5 °C, para oito dias depois sentirmos menos 20°C. Quem aguenta?

Os mais jovens, apesar de contrafeitos, os respectivos corpos não se ressentem. Agora, aqueles que já têm umas décadas de aniversários em cima das pernas, como é o meu caso, deitam-se com dores e quando se levantam até parece que ainda estão piores.

Tiramos, numa semana, roupa e mais roupa da cama, para poucos dias depois voltarmos a colocar o que retirámos. Vestimos uns calções num dia e no seguinte voltamos ao fato de treino e não só.

Mas não somos só nós, os humanos, que sofremos com estas alterações bruscas do clima. Quando se pensava que nesta altura, i.e., em finais de Julho, as vinhas estavam livres de míldio e oídio, eis estas maleitas reentram com força e máxima vitalidade

Entretanto, não nos admiremos se o calor surgir em Setembro/Outubro, numa época em que não podemos usufruir do mesmo. Bem, já não seria a primeira vez.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:27

Julho 16 2021

Não tenho a certeza absoluta, mas penso nunca ter tido tanto trabalho no final de um ano como neste. Bem sei que a nossa memória é curta, mas seja pelos já muitos anos de serviço, seja pelo excesso de trabalho, o que sei é que ando numa roda-viva, ou, como hoje se ouve dizer, percorro caminhos de enormíssimo stress.

São reuniões e mais reuniões, algumas delas apenas, segundo nos dizem, por a legislação obrigar, actas e outras actas, relatórios atrás de relatórios, cujo conteúdo repete quase na íntegra o teor daquelas ou vice-versa, são avaliações dos discentes e dos colegas docentes, são os trabalhos finais dos alunos do 12º ano, via profissionalizante, são documentos em suporte de papel e outros, obrigatoriamente, no Google Drive, isto para não falar nos exames.

Somos um país de burocratas e, sobretudo, de uma administração sempre desconfiada com a arraia-miúda. Daí pedir papéis e mais papéis. Tudo tem de ser confirmado e reconfirmado. O aluno efectua a avaliação sobre o professor, este diz de sua justiça sobre aquele e sobre os colegas. A direcção volta a dizer o mesmo, já mil vezes dito e … o mais importante fica para trás. Sim, não se aguenta tudo e o dia só tem 24 horas e há mais vida para além da profissão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:27

Julho 09 2021

Com toda a franqueza, isto não pode continuar. Tal como adiantei no texto anterior, uma pessoa aguenta que hajam pessoas, tais como José Sócrates, Ricardo Salgado, Armando Vara, Duarte Lima, entre tantas outras, que tenham de prestar contas à justiça. Agora, o presidente do Benfica? Jamais! Onde já se viu tanto despudor do Ministério Público e de um juiz de Instrução, um tal Carlos Alexandre, a colocar o mais alto dirigente da maior instituição portuguesa atrás das grades?

Aliás, devia vir na Constituição Portuguesa - facto incompreensível - de que o presidente do S. L. Benfica deveria ter imunidade política, judicial e administrativa à semelhança do Presidente da República.

Por isso e por muitas outras razões e sobretudo em nome dos seis milhões dos portugueses adeptos do Glorioso, reclamo a imediata libertação de Luís Filipe Vieira.

Haja, de uma vez para sempre, alguém que coloque o devido travão na justiça.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:36

Julho 07 2021

Isaltino já malhou com os ossos na cadeia. Idem para Duarte Lima. Depois surgiu Sócrates, durante algum tempo na prisão e para lá há-de voltar, e o Vara já vê o sol aos quadradinhos. Depois o Zeinal Bava e o Granadeiro cairam do pedrestal, ao mesmo tempo que o Salgado anda a contas com a justiça.  E, agora, Luis Filipe Vieira também foi para os calabouços.

Estou convencido que vamos ver muito mais. É caso para voltar acreditar no velho ditado "a justiça tarda mas não falha".

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:47

Junho 30 2021

No caso da transmissão de dados de manifestantes, por parte da CM de Lisboa, para a embaixada russa, o nosso MNE, Augusto Santos Silva, que em tempos tinha pedido às autoridades daquele país que apagassem os aludidos dados, voltou hoje à carga, afirmando acreditar que tal efectivamente aconteceu.

É caso para perguntar, parodiando um conhecido sketch brasileiro: só contaram para você?

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:27

Junho 24 2021

Hoje, uma das manchetes na imprensa diária era “Porto entra na lista dos concelhos em alerta”. Evidentemente que tal se referia à pandemia provocada pela propagação do Covid-19. Tal como aludia ao aumento de casos infectados, um pouco por todo o país, com especial incidência na região de Lisboa e Vale do Tejo e, agora, também no Porto.

Com toda a sinceridade, somos os maiores na política do balancé, tanto estamos em cima, como, de repente, passamos para a mó de baixo. Sim, bem sabemos que esta questão de oito ou oitenta não é de hoje, bem pelo contrário, mas jamais aprendermos com erros passados, mesmo que muito recentes, deixa-me furioso, para não dizer fora de mim.

Estamos a caminhar para o abismo, mas em vez de arrepiarmos caminho, não, ainda fazemos pior, corremos e mergulhamos mesmo. Por exemplo, o caso da realização da final da Champions no Porto já foi um enormíssimo erro, reconhecido, inclusive pela chanceler alemã, Angela Merkel. Agora, por motivos meramente eleitoralistas, sabendo previamente dos mais que eventuais agravamentos, foram permitidos os festejos, ainda que minimalistas, de S. João.

Depois queixem-se da pouca sorte, i.e., daqui a umas semanas passarmos a ser novamente o pior país da Europa e, sobretudo, sermos um país a evitar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:04

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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