O meu ponto de vista

Fevereiro 11 2016

O Orçamento de Estado para este ano, como é do conhecimento público, andou, entre Lisboa e Bruxelas, autenticamente em bolandas. Foi lastimável ver a roda-viva, a azáfama, bem como o contorcionismo de Centeno e António Costa, de modo a agradar a gregos e a troianos, sabendo que os gregos eram o PCP e o BE e os troianos os técnicos da Comunidade Europeia.

Isto de não deter o controlo das variáveis – neste caso controlamos poucas ou nenhumas – atenta contra todos os racionais de prudência, planeamento e planos de contingência. Toda a gente teve e tem opinião sobre as consequências de ter acontecido x ou y e, por isso, não me vou deter na minha, pois não a tenho por fechada. Todavia, quer tenha sido x, y ou z, sei que estamos em maus lençóis. Somos o elo mais fraco, apesar de nos colocarmos internamente em bicos de pés e bradarmos contra as intransigências. Esquecem-se de quem deve tem …

Passámos de um país agrícola para um país de serviços, sem alguma vez termos sido um país industrial. A agravar a situação, temos sindicatos obsoletos e irrealistas, os quais não passam de meras correias de transmissão de estruturas partidárias e/ou vice-versa. Temos ainda universidades que “dão” falsos diplomas, suportamos falências fraudulentas de bancos e a nossa economia, como é óbvio, está frágil e, infelizmente, pelo andar da carruagem, não se esperam melhorias. Em suma, qualquer corrente de ar pode despoletar uma “pneumonia”.

Tudo isto vai parar o ciclo de empregabilidade, uma vez que o receio é paralisador. Não será ao mesmo tempo, mas pouco a pouco as empresas irão perceber que o perigo está iminente e que o resgate pode regressar. Terão a noção de que, como um “papão”, as tesourarias irão estrangular de novo e que mais um ou dois bancos vão fazer correr muita tinta.

Para já, os juros da dívida aumentaram para cima de 100% e os mercados fazem ressoar estrondosamente campainhas de alarme.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:51

Fevereiro 10 2016

Hoje irei escrever algo com sentido. Apostem que ganham. Vai ser um texto de primeira água e do princípio ao fim. Isto não passa de uma fezada para aumentar as audiências, pois é sinceridade tout court. E, com toda a franqueza, se não estou nos primeiros lugares do ranking dos blogues mais lidos, também, como já por diversas vezes demonstrei, não estou nos últimos lugares.

Assim, começo pela entrevista, ontem publicada, que José Sócrates concedeu ao jornal holandês NRC, onde disse que “fui (e continuo a ser) vítima de um vil assassinato político com o fim de me impedirem de me candidatar a presidente da república”. Como podem verificar, com maior seriedade que esta informação não poderia iniciar este artigo. Acrescento apenas que, ontem, era dia de Carnaval e, neste dia, ninguém leva a mal por maior que seja a brincadeira.

Depois existe esta monstruosidade a que o PS chama de Orçamento para 2016. Um aumento brutal de impostos indirectos – combustíveis, selo, tabaco, IMI, entre outros – que, para além de nos voltar a colocar a corda ao pescoço, a breve prazo nos põe com novo resgate. Ora, tal contribuição fiscal levou António Costa a recomendar que, em vez de andarmos de automóvel, passássemos a usar os transportes públicos, que deixássemos de fumar e, finalmente, que recorrêssemos menos ao crédito bancário. Vá lá, digam com toda a sinceridade: quem é, quem é amigo? Mais um apontamento cuja seriedade jamais alguém se atreve a colocar em causa. Abro, aliás, um parêntesis para dizer que, no meu caso, já mandei reparar a velha pasteleira, pertença do meu falecido pai, de modo a deslocar-me para o serviço de acordo com as instruções do nosso primeiro.

Ora, então, escrevi ou não um texto cheio de seriedade?

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:40

Fevereiro 10 2016

Ocupações várias, bem como reposição de alguns trabalhos agrícolas tem-me levado a não dispor de tempo para a escrita, como era meu desejo e os meus caros leitores merecem.

Vem um dia e, por este ou aquele motivo, não se executam as tarefas e pensa-se para consigo: vá lá, não te preocupes, fica para a próxima semana. Todavia, na semana seguinte chove copiosamente ou outro episódio surge que volta a impedir de fazer o que tem de ser feito, isto para usar uma frase do Pedro Abrunhosa. E, desta forma, o trabalho acumula-se de tal modo que, por muito que custe, até em dia de Carnaval se sua a camisa.

E esta coisa da escrita, à semelhança de muitas outras actividades, tem as suas nuances. Quanto menos se escreve menos apetece pegar na pena ou, dito de outro modo, teclar no computador.

Hoje, porém, não quis deixar de alinhavar meia dúzia de palavras. Não em jeito de explicação, já que a tal não me sinto obrigado, mas para colorir um pouco mais os dias do calendário situado na parte esquerda deste blogue.

E sem mais, eis como se pode escrever um texto sem dizer praticamente nada.

publicado por Hernani de J. Pereira às 00:38

Fevereiro 04 2016

Fica a cerca de dez quilómetros do centro da cidade de Viseu. A Quinta do Fernampelho estende-se pelas colinas de uma vasta zona de protecção especial. Monte e vinhedos emergem na paisagem beirã salpicada, aqui e ali, por oliveiras e figueiras, bem como espaços verdes deixados propositadamente para manter espécies de aves em risco, tais como a rola, o tordo, o sisão, a abetarda, a calhandra, o francelho, entre outras.

O solo de eleição em que crescem os vastos vinhedos e o clima, de tipo mediterrânico com influência atlântica, em conjunto com as castas de cepas e o trabalho do homem, marcam o carácter dos vinhos daquela herdade e são base do reconhecimento internacional da sua qualidade.

Numa breve passagem, a qual durou apenas um dia, almoçou-se no restaurante Manjar do Senhorio, construído a partir da traça original da velha adega, onde ainda é possível admirar pipas e tonéis centenários, assim como velhos instrumentos usados em tempos idos no fabrico do néctar dos deuses.

Ao almoço aceitámos a sugestão do chefe e degustámos um Bacalhau à Transmontana. Tratou-se de um bacalhau às postas, recheado com presunto, assado no forno com uma cebolada e um molho de tomate, farinha, vinho branco e vinho do Porto. Com uma ressalva: em vez de vir acompanhado de puré de batata, veio batata pequena e cebolinho assados. Excelente no sabor e com demolha perfeita. Apenas o tempo de assadura foi um pouco exagerado, denotando, por isso, uma crosta crocante demais.

A acompanhar a refeição a delibação de dois vinhos. O tinto reserva 2012, apresentando um aroma muito próprio, frutado com notas intensas a flores silvestres, conseguindo, apesar do seu estágio em barricas de carvalho francês, ainda exibir uma frescura e um equilíbrio taninar muito perspicaz. O vinho branco, colheira especial de 2014, denotou uma textura aveludada, com aromas de frutos vermelhos e maduros, harmonioso e persistente na boca.

O regresso, bem pela tardinha, fez-se ao sabor da saudade e da nostalgia que ia aumentado à medida que nos íamos afastando. A promessa de em breve regressarmos cumprir-se-á. Estou convicto disso.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:13

Fevereiro 01 2016

Não é por acaso que António Costa participou durante alguns anos no programa da SIC-Notícias, designado Quadratura do Círculo. Para além de possuir uma tarimba política que lhe vem de há muito, pois desde os 14 anos milita na JS, consegue ver vitórias onde todos os outros observam derrotas e, com habilidade digna de um contorcionista, estorcega-se para a direita e para a esquerda com um objectivo único, i.e., passar entre os pingos da chuva.

Como é comummente sabido após ter perdido as eleições de Outubro p.p., para formar governo e assim conseguir boiar à tona do pântano, prometeu mundos e fundos ao PCP e BE. E, consequentemente, aí está a retoma dos vencimentos dos funcionários públicos e dos reformados, a redução do número de horas de trabalho, as (re)privatizações, a diminuição do IVA na restauração, as medidas avulsas na educação, a reversão dos transportes públicos de Lisboa e Porto, entre tantos outros esbulhos.

Acontece, porém, que estas medidas, as quais a esquerda e a extrema-esquerda não se cansam de diariamente (re)lembrar a António Costa, só podem acontecer com o aumento do défice, ou seja à custa de maior endividamento. Ora, é neste campo que a Comunidade Europeia, sabendo que será ela a "dar" o dinheiro se estes desmandos forem avante, bate o pé e diz não.

Como é fácil de depreender, o primeiro-ministro não tem grande margem de manobra. Se diz sim a Bruxelas arrisca-se a ouvir um rotundo não no apoio parlamentar daqueles partidos. Mas o contrário também é verdade. Daí só fazendo a quadratura do círculo é que se pode reinventar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Janeiro 29 2016

Nos últimos anos, à medida que ganharam notoriedade, as escolas de alto desempenho dependem, cada vez mais e como é óbvio, das pessoas que as integram e quando tentamos identificar as principais características encontramos a capacidade de mudar, a participação activa e, sobretudo, a coragem para se reinventar diariamente.

Sobre a primeira muito já escrevi e qualquer manual sobre recursos humanos e gestão a aborda sistematicamente e melhor que eu. As outras duas, porém, parecem-me esquecidas ou pouco mencionadas. De uma forma sucinta tentarei ir ao seu encontro.

Que me perdoem os superentendidos em análise futebolística por recorrer a tal analogia, mas diria que, para entender aquelas duas vertentes do sucesso, é necessário controlar os seguintes factores:

  • Exógenos – conhecer o adversário, ou seja a concorrência; dominar o terreno, i.e., o tipo de discentes; e por último o meio ambiente onde se está inserido.
  • Endógenos – ter consciência das próprias forças e fraquezas; desenvolver estratégias contendo propostas de valor e planeamento; focagem na vitória.

Depois, na acção concreta, no terreno, é fundamental jogar com disciplina e exercer constantemente uma pressão alta ou, dito por outras palavras, jogar ofensivamente. E tal e qual como no futebol, dependendo da fase do jogo, toda a equipa, repito, toda a equipa apoia o ataque ou a defesa e todos os jogadores do modo mais assertivo possível participam no jogo.

Como é evidente, momentos haverá para celebrar, para levantar uma, duas, três vezes do chão, alturas em que são observadas faltas ou foras de jogo inexistentes num golo que foi anulado, colocando-nos em desvantagem, entre outras situações.

Importa, contudo, focarmo-nos no jogo, garantir que cumprimos as regras e, acima de tudo, acreditar que somos os melhores.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Janeiro 28 2016

Tenho dito imensas vezes que soubesse o que sei hoje e se o tempo voltasse atrás, jamais faria as mesmas escolhas. E isto, no entanto, não tem nada com a ver com a existência ou não de coerência, mas sim com a experiência que os anos nos vão dando. O que era, para mim, ponto assente aos trinta ou quarenta anos é muito distinto do que actualmente penso.

Hoje, por exemplo, não entraria na função pública. Não porque não goste da função docente que exerço, na qual, aliás, coloco diariamente, todo o meu enlevo, mas sim pelas ideocracias a que está associada e, sobretudo, pela indiferenciação de todos os que trabalham directamente para o Estado. Nunca fomos e jamais seremos todos iguais e, por isso, igualar, pela base ou pelo mero tempo de serviço, é reduzir-nos a máquinas ou, quanto muito, a pessoas sem ânimo próprio.

Não estou com isto a querer dizer que sou o melhor dos melhores. Bem pelo contrário, uma vez que, no dia-a-dia, encontro gente bem melhor que eu. Assim, o que quero aqui, de forma veemente, (re)afirmar que, se existem alguns bem mais capazes que este vosso escriva, muitos mais existem que são nitidamente piores. E, nessa ordem de ideias, não abdico do reconhecimento por quem se esforça e por quem talento.

Esta questão de tudo igualar, tão cara à esquerda e extrema-esquerda, faz com os melhores se sintam desconfortáveis e procurem melhores horizontes. É que tal política, do género em que a antiguidade é um posto, apenas vai ao encontro dos que apenas tem como missão diária apresentar-se no respectivo serviço e, por conseguinte, para usar um termo muito suave, serem os menos eficazes.

Seguir uma política de valorização dos recursos humanos, por muito difícil e subjectiva que seja, deve assentar na captação e retenção dos melhores. Ora, isto apenas se pode encontrar quando os seus pilares estiverem assentes numa política estruturada e contínua da carreira dos melhores profissionais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:45

Janeiro 26 2016

Existem razões que a inteligência mais aberta não consegue alcançar. Um blogue que anda entre as 400 e as 500 visitas dárias, ontem, de forma inesperada, chegou às 1266, como podem observar na infogravura que abaixo publico.

Que a(s) causa(s) levaram a atingir estes valores? Bem, com toda a franqueza, também eu gostava de saber. Será que foram as eleições presidenciais? O que não há duvida é que tal facto é de assinalar e com muita ênfase.

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publicado por Hernani de J. Pereira às 19:54

Janeiro 26 2016

Não quero dizer que estivéssemos no óptimo caminho, tanto mais que este, como se costuma dizer, é o oposto ao bom. Contudo, era claro - as últimas eleições legislativas provaram-no -, que tínhamos saído da enorme recessão e que começávamos a vislumbrar a luz ao fundo do túnel.

Hoje, todavia, a situação começa, para quem está minimamente atento e tem os pés bem assentes na terra, a enegrecer-se, a não ser para os amantes da política de terra queimada.

Mudando o bico à agulha, quero, hoje, falar, da palavra celebrar, a qual é parte integrante do nosso dia-a-dia. Celebrar momentos relevantes, umas vezes porque somos reconhecidos, outros porque vivemos e convivemos e, mais do que isso, porque estamos juntos. Encontramo-nos unidos, num momento sem formalidade, mas sob o mesmo mote, vestindo a mesma camisola.

Assim, cabe a qualquer um de nós efectuar esse reconhecimento, dizer “parabéns” sem inveja, mas com gosto, com o orgulho de fazer parte de um projecto maior e de estar rodeado de talentos e/ou amizades, porque só assim podemos também nós desenvolver todo o nosso potencial, seja ele profissional e/ou afectivo.

O erro, quer seja próprio ou alheio, vai sempre existir e, com o tal, não deve ser ignorado ou olvidado, mas não tem de ter o papel principal e muito menos ser o único motivo de conversa entre as pessoas, entre as equipas. Por princípio, não deve ser penalizador, mas sim parte integrante da aprendizagem. Aliás, todos erramos, mesmo os mais velhos e mais experientes. O erro sistemático, porém e mal seria se não fosse assim, condiciona o sucesso

Nesta ordem de ideias, aos planos de melhoria devem estar associados a momentos de celebração, uma vez que ouvir que se fez bem alimenta o nosso ego e porque todos nos alimentamos de elogios e gostamos de reconhecimento.

Ora, porque acredito nisto tenho comemorado, tenho celebrado momentos, não apenas aniversários, mas achievements sempre com a certeza que são as pessoas que me levam a estes momentos, as melhores pessoas, que são aquelas que me rodeiam no dia-a-dia.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:41

Janeiro 24 2016

 Não vamos desistir da democracia. Vamos votar. Por Portugal

 Como era previsível e desejável, Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito, à primeira volta, Presidente da República. Contra vento e marés, sofrendo com a estoica resignação os ataques de todos os outros candidatos e não só, vilipendiado até à medula, o certo é que os portugueses não se deixaram iludir por cantos de sereia e acabaram por o eleger.

Manda a verdade dizer que a esquerda, completamente fraccionada, foi a grande derrotada desta noite e, dentro desta área, principalmente o PS. De louvar a votação de Marisa Matias, a qual deixou a léguas Maria de Belém. Esta nem como uma votação miserável perdeu o sorriso seráfico. Sintomático!

Uma palavra para Edgar Silva. Com uma votação tão exígua, inclusive atrás do Tino de Rans, conseguiu acertar um enorme problema para António Costa. O PCP, ensanduichado entre o PS e o BE, só tem uma solução: afastar-se o mais rapidamente possível da acção governativa e, nessa ordem e ideias, irá a muito curto espaço de tempo encetar uma fuga em frente, com todas as consequências negativas na sustentabilidade do actual governo.

Lamento a elevada abstenção fruto do desencanto que os portugueses nutrem pela política portuguesa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:30

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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