O meu ponto de vista

Junho 24 2016

Como outro dia dizia uma amiga minha, nos dias que correm é só futebol, futebol e futebol. A política nacional está arredada das conversas do dia-a-dia e mesmo os media só hoje, praticamente, aludem ao Brexit, mais por receio – é sempre assim – que por interesse informativo. Até mesmo a recapitalização da CGD, a qual nos vai custar a cada um de nós a módica quantia (!!!) de 500 euros, praticamente desapareceu dos radares noticiosos.

É evidente que este estado de coisas serve às mil maravilhas ao governo. Enquanto os portugueses estiverem entretidos com o desempenho da selecção nacional, se o Cristiano Ronaldo apenas brilha no Manchester City e/ou Real Madrid, se o engenheiro deve colocar o jogar A em vez de B, António Costa esfrega as mãos de contentamento, uma vez que ninguém quererá saber da diminuição das exportações, do aumento da dívida e, sobretudo, que os índices económicos estão de tal modo em baixo que as projecções financeiras governamentais para o corrente ano jamais se cumprirão.

Aliás, se observarem os editoriais dos jornais e os próprios comentadores não fogem a este estado de espírito. E aqueles que saem desta regra são relegados para segundo plano ou nem sequer lidos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:58

Junho 22 2016

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É sofrer, sofrer e sofrer muito. São horas impróprias para cardíacos, como é costume dizer-se sobre estes momentos. Aliás, já hoje escrevi e volto a repetir: dava jeito ter um segundo coração para descansar o primeiro.

Três vezes com bilhete de volta; três vezes a permanecer. É obra! E o grande Cristiano Reinaldo provou que é um especial de entre os especiais. Parabéns.

Sei que o que acabei de escrever não passam de banalidades e não chega minimamente aos calcanhares de muitos outros comentadores. Porém, neste momento, não tenho palavras e soabram-me as emoções, algo que é muito difícil de transpor para o papel.

Croatas? Até os comemos!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Junho 21 2016

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Depois de um dia intenso na agricultura, sobretudo trabalhando com o tractor, há pouco, ao ler um jornal regional, deparei-me com este anúncio.

É caso para dizer: não acredito em bruxas, mas que as há, há!

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:16

Junho 18 2016

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Não é por nada ou, melhor, é por tudo. Por todos os santinhos e santinhas – usando o politicamente correcto do BE – não permitam que o António Costa assista ao próximo jogo da selecção nacional.

Caso contrário, é só empates(as).

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:44

Junho 16 2016

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Em Dezembro de 2011 Passos Coelho, então primeiro-ministro, afirmou e passo a citar “sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou querendo-se manter, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa".

Em 12 do corrente mês, em Paris, António Costa disse ipsis verbis "muito importante para a difusão da nossa língua e é também uma oportunidade de trabalho para muitos professores de Português que, por via das alterações demográficas, hoje não têm trabalho em Portugal e que podem encontrar aqui".

A pergunta impõe-se: nota-se alguma diferença em ambas as declarações?

Aqui chegado, faço um apelo à vossa memória, o qual, aliás, não necessita de ser assim tão grande como isso. Recordam-se o que os grupelhos da esquerda e extrema radical e, sobretudo, esse paladino da defesa acérrima dos professores, que se dá pelo nome de Mário Nogueira, disseram sobre a primeira afirmação? Choveram raios e coriscos e afirmaram do então chefe do governo o que os maometanos não dizem do toucinho.

E agora? Alguém ouviu uma palavra? Não mandam o António Costa emigrar como então fizeram? Haja vergonha!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:08

Junho 15 2016

Dei hoje a definitiva aula deste ano lectivo. Foram exactamente 548 tempos de 45 minutos, já que os cursos profissionais, como é amplamente sabido, regem-se por regras próprias, ou seja, surja o que surgir, venha o inesperado que venha, por imposição da CE – apoio oblige – os discentes tem que, obrigatoriamente, possuir o número de horas estipulado para que aqueles sejam certificados.

Ufa, até que enfim! Foi um ano difícil, mas simultaneamente muito desafiante, pois há imensos anos, à volta de trinta, não ensinava a alunos do secundário. Estou plenamente convencido que para o próximo ano a “coisa” será mais fácil.

Não houve abraços e muito menos beijos. Entre homens de barba feita tal não é previsível e/ou admissível. Mas houve emoção e a excitação, no bom sentido, é claro, fez-se sentir.

Por agora, dei a derradeira. A partir de Setembro próximo, se Deus quiser, darei mais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:58

Junho 14 2016

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Jogámos hoje contra a Islândia, país que pela primeira vez chegou a uma final de um Europeu de futebol. Depois há considerar o nível de futebol praticado nos dois países, não esquecendo que somos 10 milhões, enquanto os finlandeses não vão além dos 300 mil.

Todavia, apesar dos nossos craques e super-craques, pagos a peso de oiro, não passámos de um mero empate. Vir argumentar que se sabia que era uma equipa difícil é mero paleio e falta de sinceridade.

Não jogámos nada e ponto final. Garganta é o que apenas demonstrámos.

Faço votos para que tenha sido unicamente uma entrada de sendeiro para que haja muitas saídas de leão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:09

Junho 09 2016

Sim, é muito nosso. Por vezes acho que somente nós somos assim. Os sentimentos dos portugueses vão oscilando, como uma onda viral, e alternando tendências entre Velhos dos Restelo e Padeiras de Aljubarrota. Entre o pessimismo, a resignação, o inconformismo e a esperança venha o Diabo e escolha. O certo é que, mal ou bem, lá vamos avançando como nas Naus Catrinetas.

Bem sabemos que introduzir números e estatísticas nos sentimentos dá normalmente mau resultado, mas a verdade é que havendo cada vez mais pessoas em dificuldades também temos mais multimilionários que há meia-dúzia de anos. Podemos falar de tendência de menor empregabilidade e da diminuição da criação de novas empresas, mas estaremos sempre a falar de médias. Aliás, se eu comer um frango e o meu caro leitor passar a refeição com o estômago a dar horas, a média é que ambos comemos meio frango.

Há realmente uma diminuição das ofertas de emprego, apesar dos vínculos e salários, aparentemente, serem, respectivamente, mais estáveis e maiores. A crise deixou de ser crise – pelo menos, no dia-a-dia, a palavra deixou o léxico corrente – e transformou-se em status quo. Nós, os humanos, como animais de fácil hábito, sujeitamo-nos a tudo e, como é lógico, os portugueses não fogem à regra.

Fundam-se poucas empresas e as que fecham é em maior número. Criam-se novos empregos e, pela lógica anterior, muitos mais desaparecem definitivamente. De modo algum estou seguro do índice de felicidade dos portugueses por verem as alternativas desaparecerem por todo o lado.

Entretanto, teremos de viver também com as exigências irrealistas de quem ainda não percebeu que direitos inalienáveis só mesmo os ligados à liberdade de opinião e que tudo fazem para, em nome de não sei de quê, transtornar a vida dos querem rumar para frente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Junho 09 2016

Sim, é muito nosso. Por vezes acho que somente nós somos assim. Os sentimentos dos portugueses vão oscilando, como uma onda viral, e alternando tendências entre Velhos dos Restelo e Padeiras de Aljubarrota. Entre o pessimismo, a resignação, o inconformismo e a esperança venha o Diabo e escolha. O certo é que, mal ou bem, lá vamos avançando como nas Naus Catrinetas.

Bem sabemos que introduzir números e estatísticas nos sentimentos dá normalmente mau resultado, mas a verdade é que havendo cada vez mais pessoas em dificuldades também temos mais multimilionários que há meia-dúzia de anos. Podemos falar de tendência de menor empregabilidade e da diminuição da criação de novas empresas, mas estaremos sempre a falar de médias. Aliás, se eu comer um frango e o meu caro leitor passar a refeição com o estômago a dar horas, a média é que ambos comemos meio frango.

Há realmente uma diminuição das ofertas de emprego, apesar dos vínculos e salários, aparentemente, serem, respectivamente, mais estáveis e maiores. A crise deixou de ser crise – pelo menos, no dia-a-dia, a palavra deixou o léxico corrente – e transformou-se em status quo. Nós, os humanos, como animais de fácil hábito, sujeitamo-nos a tudo e, como é lógico, os portugueses não fogem à regra.

Fundam-se poucas empresas e as que fecham é em maior número. Criam-se novos empregos e, pela lógica anterior, muitos mais desaparecem definitivamente. De modo algum estou seguro do índice de felicidade dos portugueses por verem as alternativas desaparecerem por todo o lado.

Entretanto, teremos de viver também com as exigências irrealistas de quem ainda não percebeu que direitos inalienáveis só mesmo os ligados è liberdade de opinião e que tudo fazem para, em nome de não sei de quê, transtornar a vida dos querem rumar para frente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:26

Junho 08 2016

É público e sem margem para mais desmentidos. A recapitalização da CGD, banco público, vai custar aos contribuintes bem mais que o BPN e BANIF juntos e, como é óbvio, terá um impacto extraordinário e incontornável na dívida pública e/ou défice.

Todavia, para ser coerente é conveniente perguntar: onde estão as vozes esganiçadas da esquerda e extrema-esquerda a gritar contra mais um atentado aos nossos bolsos? Com toda a certeza, todos se recordarão do clamor e da vozearia que se levantou e ainda ecoa relativa aos casos BPN, BES e BANIF.

Agora? Nem piam! E quando alguém diz que a gestão da CGD necessita de ser averiguada, uma vez ser indiferente público ou privado, o que importa, sim, é o dinheiro dos contribuintes, aqueles grupelhos políticos nem querem ouvir falar de tal. Resumindo: quando se trata de uma instituição pública, esta pode desbaratar o dinheiro de qualquer modo e com todo o bandalho que apareça. Não há problema algum. É gestão pública! Problema existe e todos os impropérios são lançados quando é privada! Como se para nós, pagantes, fosse diferente para onde vai o nosso rico dinheirinho, i.e., se vai para os bolsos dos privados ou dos privilegiados do sector público.

A CGD tem a sede mais luxuosa da maioria dos bancos europeus? Isso não importa. São trocos. A CGD teve como administrador esse grande conhecedor do meio financeiro, chamado Armando Vara, o tal que deu aval ao empréstimo de 100 milhões de euros ao empreendimento Vale do Lobo – inserido até às orelhas no caso Sócrates - e não há responsabilidades? Ah, invejosos! A CGD financiou, entre tantos outros, sem o mínimo de garantias, o Joe Berardo para este “assaltar”, em termos de aquisição de acções, o BCP, ficando a “arder” com centenas de milhões de euros? E isso que importa? É um banco público e está tudo dito.

Por último, e uma vez que a esta entidade bancária apresenta uma situação financeira francamente positiva, o número dos seus administradores foi aumentado para, nada mais nada menos, dezanove elementos. Para além disso, o tecto salarial, o qual, o actual presidente já estava isento, deixará de surtir efeito para todos os restantes. Maravilhoso!!!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:05

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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