O meu ponto de vista

Janeiro 20 2017

Todos temos as nossas paixões. Para muitos o mar, de Inverno e sobretudo no Verão, é insubstituível. A paixão pelo mar foi, desde sempre, um símbolo e uma fonte de inspiração. O mar encanta e desafia, testa os limites, a coragem e a capacidade de qualquer um. Aliás, não é por acaso que, ao longo da história, o mar criou em todos nós, os portugueses, valores de respeito, dinamizou fontes de conhecimento e se fez familiar.

Portugal está a crescer. Por um lado, temos empresas dinâmicas, financeiramente sólidas, que se afirmam pelas suas estratégias de inovação e capacidade de internacionalização. Por outro, temos tido governos que têm sabido capitalizar o melhor que temos cá dentro e a sagacidade de mostrar ao mundo o nosso valor. Estes, sem excepção, têm tido o cuidado de ouvir o povo e tudo têm feito para criar ou remodelar serviços com vista a facilitar-lhe a vida.

Não menos importante é termos cidadãos bem formados e informados, os quais levam a imagem de Portugal e de tudo o que fazemos além-fronteiras - e não só … -, contribuindo para o desenvolvimento do país.

Eis uma pequena resenha do que penso e do que não penso. Adianto, ainda, que em alguns aspectos qualquer semelhança com a realidade não passa de mera coincidência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:37

Janeiro 19 2017

Tem estado na ordem do dia e, como tal, existem já iniciativas de alguns partidos, como por exemplo o BE – quem mais poderia ser? -, com o fim de legislar sobre o assunto. Referi-mo concretamente à possibilidade de, ao final da jornada diária, o trabalhador poder desligar-se por completo dos assuntos da sua organização, i.e., recusando as recomendações contidas em emails, mensagens e telefonemas.

Em Portugal e não só, as organizações esperam que os seus colaboradores estejam, disponíveis além do horário de trabalho, mantendo esta expectativa mesmo no período de férias. Não havendo, de verdade, um real out of office, será esta questão uma exigência do mundo actual ou será que as relações de trabalho estão a mudar?

Um estudo da Randstad Workmonitor, recentemente dado à estampa, afirma que "mais de metade dos funcionários declara não se importar de tratar de assuntos relacionados com o trabalho no seu tempo privado". Mais: "cerca de 39% fá-lo, inclusive, nas férias, não porque se sinta obrigado, mas devido a gostarem de estar envolvidos permanentemente com a sua instituição".

É evidente que as novas tecnologias podem ser responsáveis por este “always on”. Porém, há quem acredite que as pessoas também mudaram, ou seja, querem estar envolvidas, fazer parte e acompanhar permanentemente. Em boa verdade, para a maioria o trabalhar não é a parte cinzenta e muito menos escura do nosso dia-a-dia. É a possibilidade de fazer, de acrescentar valor, de estar ligado e de aprender.

(Continua)

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:35

Janeiro 18 2017

A questão do emprego é daqueles assuntos em que abordagem deve ser a mais sensível possível, já que afecta milhares e milhares de pessoas. Uma das formas de olhar para a questão é admitir que Portugal e os seus “patrões” não estavam, até há poucos anos, preparados para a produção, distribuição e exportação de bens, o que tem vindo a exigir um enorme esforço de adaptação e de aprendizagem à custa, infelizmente, de muitas falências.

A renovação do emprego constitui o mais grave problema social de uma geração na qual centenas de milhares de desempregados de longa duração dificilmente terão possibilidade de regressar a um mercado de emprego, onde os postos de trabalho desaparecidos na voragem da crise não serão compensados pelos novos empregos surgidos em áreas e sectores para os quais não estão habilitados.

A grave crise que em 2011 nos bateu à porta promoveu o encerramento massivo de empresas e a ausência de investimentos atiraram para o desemprego mais de 600 mil trabalhadores nas áreas da construção civil, restauração, comércio e indústria.

Apesar de se ter registado, nos últimos tempos, uma diminuição do desemprego, tal deve-se fundamentalmente a algumas pequenas e médias empresas que, pela reduzida capacidade de investimento, estão longe de constituir uma solução global e duradoura.

Nesta ordem de ideias, a redução, no ano passado, em 16,5% no investimento público em analogia com 2015, para além de ser um contrassenso relativamente ao programa do PS, é um mau augúrio em termos de políticas de promoção de emprego. Ora, como diz Vital Moreira, o fim antecipado da austeridade nos rendimentos – do funcionalismo público, acrescento eu - foi conseguido à custa de uma severa austeridade no investimento público. O tempo dirá se foi a opção certa...”

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:32

Janeiro 17 2017

Só quem nunca geriu ou esteve perto da gestão é que, certamente, não deverá ter muita dificuldade em propor e posteriormente aplicar medidas, sobretudo quando estas começam maioritariamente pelas palavras reposição, limitação ou proibição. As empresas e principalmente os trabalhadores – sim, arrisco dizer trabalhadores – precisam de ferramentas de gestão e trabalho flexíveis. Só quem não conhece o país e o mercado de trabalho é que pode querer, senão desde o primeiro dia quase, um contrato para toda a vida e com bom ordenado.

A polémica instalada sobre a descida da Taxa Social Única (TSU) encadeia-se nesta problemática de emprego e salário. O governo, pretendendo agradar a gregos e troianos – convenhamos que desde o primeiro dia não tentou fazer outra coisa - aumentou o ordenado mínimo em 85 euros em dois anos. O que à partida parece pouco, em termos percentuais é muito. Para compensar desceu, para o patronado, o desconta da aludida TSU.

Se até aqui nada de novo, pois o PS, apesar de saber dos votos contrários do PCP e BE, os quais apenas olham para os salários e preferem uma política de terra queimada a um desenvolvimento sustentado, contava com a viabilização de tal por parte do PSD, isto sem, previamente, ter negociado o que quer que seja, fazendo de conta que os sociais-democratas fossem uns autênticos verbos-de-encher. Ora, como é do conhecimento público, estes, à semelhança do que António Costa tem feito constantemente – é bom recordar o que disse de António José Seguro e a sua actual prática diária – não estiveram por meias medidas, i.e., declararam não apoiar tal medida.

Aqui d’El Rei que cai o Carmo e a Trindade! Mas como é? Negoceia, quando necessita, com os seus parceiros de esquerda, essencialmente para levar por diante a agenda fracturante destes. Todavia, quando necessita do apoio do PSD assobia para o lado e toca de “malhar” e, ainda por cima, acusa-o de incoerência. Sobre isto há que dizer duas coisas: os tempos são diferentes e, conforme dizia Mário Soares, só não mudam os burros. Segundo, incoerência é uma palavra que deveria ser banida do léxico do PS, tantas são as situações em que as suas ideias e práticas são completamente opostas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:11
Tags: , , , , ,

Janeiro 13 2017

Com toda a franqueza adoro coisas sexy. E, engraçado, está na moda haver “concursos sexy” para tudo. Por exemplo, existem as empresas mais sexy da Europa e do mundo – a Siemens e a Google, respectivamente -, o partido mais sexy – o Bloco de Esquerda (BE), na análise dos mesmos -, o carro mais sexy – o Seat (???) -, isto para não falar nos homens e mulheres, já que aqui há para todos os gostos e feitios.

Num mundo em constante movimento, onde a mudança acontece a uma velocidade vertiginosa, o sucesso de algo, asseguram os especialistas, não está apenas na sua capacidade de criar novos conceitos, mas ser competitivo e principalmente no seu potencial de captação e retenção do melhor que há em cada um.

Garantir isto é garantir o sucesso do futuro de qualquer projecto, mas também tornar-se individual ou colectivamente sexy e apetecível para todos os outros que gravitam em seu redor.

O que faz destas pessoas ou organizações atractivas? Afirmam os próprios que a chave do sucesso e notoriedade reside numa liderança forte, formação, presença de espírito e estabilidade financeira.

Tenho apenas uma dúvida: será que as características anunciadas anteriormente se aplicam ao BE? Bem, segundo o que eles próprios afirmam, acho que sim (!!!).

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:56

Janeiro 12 2017

Quem se der ao trabalho de reflectir um pouco, facilmente chega à conclusão que as últimas décadas foram turbulentas nas mudanças em termos de política, economia, cultura e educação, tal como nos novos papéis das pessoas nas organizações, na família e na sociedade em geral.

A passagem de um país com uma industrialização incipiente para uma sociedade baseada na globalização do conhecimento e da informação gerou a exclusão de muitas centenas de milhares de pessoas incapazes de se adaptarem a novos figurinos e exigências de um mundo mais moderno.

Todavia, apesar dos elevados custos das várias crises suportadas nos últimos anos, o país efectuou progressos muito importantes em todos os sectores de actividade. A transformação tecnológica, induzida em grande parte pela integração europeia e pelo consequente investimento estrangeiro, projectou o ensino português para patamares de qualidade nunca antes alcançados. Não apenas nas universidades, mas também através do crescimento acelerado do ensino profissional.

A democratização da educação e a disseminação do ensino politécnico no interior do país contribuiu para uma aceleração da qualificação dos jovens e para a sua integração num mercado de trabalho alargado sobretudo ao espaço europeu.

Como se costuma dizer, não há bela sem senão. Por isso, os aspectos mais negativos resultam do facto dos investimentos financeiros no ensino básico e secundário continuarem a ser, por um lado, insuficientes e, por outro, alguns mal aplicados.

Não ficaria de bem se não mencionasse que a sucessão de reformas erráticas, a maior parte das quais ao sabor de interesses corporativos, aliada à ausência de uma definição estratégica clara a longo prazo constituem os erros mais flagrantes dos sucessivos governos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:10

Janeiro 11 2017

Ouço certas pessoas, algumas verdadeiramente sociais-democratas, a solicitar que Pedro Passos Coelho faça uma oposição frontal e constante à geringonça governamental. Tenho respondido que reclamar é fácil: basta abrir a boca e fazer força, como se dizia antigamente. O certo é que com um executivo que governa para o imediato, satisfazendo, não importa como, as clientelas mais exigentes e com um Presidente da República que tem horror ao choque de ideias, que dá tudo para o não surgimento de conflitos - recordam-se das presidências abertas de Mário Soares em que o confronto era constante e verdadeiramente assumido como combate político? -, como se poderá ser mais assertivo e eficaz em termos de oposição?

Nos tempos que correm, adoraria ver propostas de outras pessoas, quer sejam barões ou não, do principal partido da oposição. Mas alvitres fundamentados e que mobilizassem a opinião pública e, sobretudo, que fossem do agrado dos opinion makers, já que são estes que condicionam e muito aquela.

Só que com o estado da governação é extremamente difícil que isso aconteça. Isto não quer dizer que tudo vá bem e que a paz (podre) dos anjos que vivemos sirva os superiores interesses do país. Bem pelo contrário. Contudo, as coisas são como elas são e, segundo parece, a maioria do povo gosta deste foguetório.

Todavia, todos sabemos que muitas vezes - e a história dos partidos está repleta de casos dessa natureza - basta mudar o líder, o qual até poderá não trazer de nada de novo em termos de ideias e projectos, mas o novo nome e outras caras chegam para catapultar o partido para patamares bem superiores.

Não será, com toda a certeza, o milagre da multiplicação de intenções, mas poderá ajudar. Quem sabe?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:48

Janeiro 10 2017

ng3108691.jpg

 (Imagem do debate televisivo, em 1975, com Álvaro Cunhal, em que ficou célebre a frase deste "olhe que não, Sr. Dr., olhe que não"

 

Quero apenas recordar o estadista que agora nos deixou pelos factos ocorridos em 1975, bem como a adesão à, então, CEE, dez anos mais tarde. Relembro a sua luta, no auge do PREC, contra a unicidade sindical, combatendo denodamento pela liberdade, implantando a democracia, i.e., aquando da deriva totalitarista do PCP, o qual queria fazer deste país uma Cuba europeia, tal como lembro a batalha que travou a fim de acabar com a perpetuação do regime militarista protagonizada por uma ala mais esquerdista do MFA.

Foi um homem extraordinário, tanto para o bem como para o mal. Contudo, tenho por princípio não falar mal de quem morreu. Por isso, tudo o resto deixo à consideração dos leitores.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:11

Janeiro 06 2017

images.jpg

Agradável, divertido, sorridente, moderno, popular e emotivo. Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) é, como pessoa, o oposto dos seus antecessores e sobretudo de Aníbal Cavaco Silva. Sempre o foi e, nestes primeiros meses desde que chegou ao Palácio de Belém, mostrou que também quer ser o contrário dos seus antecessores no exercício da função presidencial, apesar de alguns terem uma tendência constante de o comparar única e exclusivamente com o que o precedeu. A memória é curta e em política ainda o é mais

É incomparavelmente mais aberto do que os seus antecessores, que, por vezes, até pareciam ter receio de falar com as pessoas comuns. Ao invés, o actual PR nada como peixe na água no meio do povo. Foi um ilustre professor de Direito, mas isso não o impede de partilhar anedotas e episódios engraçados com os mais humildes, de os ouvir e falar com eles a mesma linguagem de modo que todos compreendam.

Sem dúvida que é um homem afectuoso e simultaneamente muito inteligente. Porém, como não há bela sem senão, muitas vezes, por voluntarismo ou nem tanto como isso, extravasa as suas funções, intrometendo-se na esfera governativa, mais parecendo chefe do executivo que primeiro magistrado da Nação. A sua costela de comentador, que tarda em desaparecer – será que alguma vez o vai abandonar? – leva-o a analisar tudo e todos, amealhando tempo de antena que qualquer outro político gostaria de simplesmente de lhe roçar os pés.

O seu lado frenético e impulsivo demanda-o a querer estar em todo o lado. Do ex-Presidente e fundador do PS, contava-se em tempos, e em termos de anedota, que Deus estava em todo o lado, mas Mário Soares já lá tinha estado. Por isso MRS nunca cumpre a sua agenda oficial. Quando os jornalistas, que cobrem os seus actos, contam ir a dois ou três eventos, no final do dia contabilizam sempre o dobro, senão o triplo.

Bem sabemos que, em termos de popularidade, ninguém rivaliza com ele. Todavia, sei por experiência própria que agradar a gregos e a troianos é impossível. Até Jesus - de quem um dia afirmou que nem que descesse de novo à Terra seria líder do PSD, acabando por ser desmentido por ele próprio -, até Jesus, repito, que foi o Santo que foi não conseguiu agradar a todos, como pensa ele conseguir?

Depois, com toda a franqueza, se existem coisas de que não gosto é da ausência de agradecimento. Bem sei que depois de eleito passou a ser o Presidente de todos os portugueses. E que não deve ter uma postura de facção aceito e aplaudo. Todavia, andar constantemente com este governo ao colo, com encómios perfeitamente desnecessários e, acima de tudo, com a depreciação da actuação do anterior governo, como foi a sua análise relativa ao feriado do 1º de Dezembro, também é demais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:02

Janeiro 04 2017

Toda a gente sabe, mas a maioria continua a assobiar para o ar, que vivemos uma época caracterizada pelo descartável e pela euforia do momento. O que tivemos ontem já não vale nada nos dias de hoje e muito menos no amanhã. O relevante é o presente.

Aliás, a teoria da pós-verdade aí está a assentar arraiais e a ganhar foros de cidadania, sem se saber como e sobretudo porquê. A procura pela verdade intrínseca, absoluta, aquela que não oferece dúvidas, já pouco ou nada importa. Dizem-se umas atoardas, manifestam-se uns conceitos estranhos, torturam-se dados e, pior ainda, sem necessidade provar o que quer que seja. Desde que não se possa desmentir é verdade, ou melhor pós-verdade.

Veio-me à memória, esta demagogia futurista, a preceito do estado do país e, sobretudo, do seu muito “poucochinho” crescimento económico. Pudera, quando se dá tudo praticamente a todos não há forma de fugir a tal sina. Os funcionários públicos querem maiores ordenados, menor carga horária e reposição de regalias, tudo bem, conceda-se. Os trabalhadores das empresas públicas de transportes anseiam pela renacionalização destas, tudo bem, defira-se. Os enfermeiros, médicos, professores, psicólogos, advogados e outros que tais reivindicam maior número de lugares na administração pública, tudo bem, outorgue-se. Os reformados pretendem ter acessos a maiores e mais baratos cuidados de saúde, bem como aumento das reformas, muitos dos quais pouco ou nada descontaram para as mesmas, assim como outras regalias, tudo bem, atribua-se. Os “lesados” do BES e de outras instituições bancárias solicitam a devolução dos seus depósitos, quando a larga maioria sabia muito bem onde estava a aplicar o seu capital, tudo bem, pague-se. E a lista podia estender-se quase ad infinitum.

Não é por acaso que reputados economistas têm alertado para a factura que um dia destes iremos todos pagar. É que não aprendemos nada com as crises porque passamos. Por exemplo, sabe-se que voltamos a consumir, essencialmente à custa de crédito, como fazíamos antes de solicitar ajuda à troyka. E a consumir principalmente produtos importados. Daí o crescimento ser tão, tão anémico, isto para não voltar a usar a terminologia anterior. Poupança? O que é isso?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:46

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Janeiro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
14

15
16
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


arquivos

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO