O meu ponto de vista

Maio 19 2017

DSC_0027.jpg

O mundo fica para trás. A vida de todos os dias é colocada em suspenso. As coisas que parecem urgentes perdem, subitamente, toda a importância … E, então, pensamos que desvendamos o tempo. O tempo e o espaço para relaxar é para (re)descobrir aquilo que pensamos que é realmente importante: nós próprios, os nossos prazeres, emoções, sonhos, enfim, o hedonismo na sua forma exponencial mais elevada.

Tempo e espaço para sentir, celebrar e (re)começar de novo. Sempre. Para a eternidade. Para isso é que existe o dinheiro. E se este for extremamente fácil é ouro sobre azul. Um mistério que se desprende de tudo e que almejamos que nos seja revelado.

Vieram-me à memória estas palavras a propósito de uma notícia relatando que Dave e Angela Dawes, 53 e 49 anos, respetivamente, de Wisbech, Cambridgeshire, ganharam o Euromilhões em 2011 num valor que chegou aos 117,5 milhões de euros. Terão pensado que nunca mais precisavam de se preocupar com dinheiro e o mesmo pensou o filho, Michael Dawes, e a companheira, que largaram os empregos e, ao longo de dois anos, gastaram 1,8 milhões de euros que o pai lhe foi dando.

Quando Dave Dawes recusou ao filho mais dinheiro, este decidiu ir para tribunal. Só que o juiz não se deixou convencer pelos seus argumentos e chamou-o de "filho profano".

Verdade seja dita que existem muitos «Michael» por este mundo fora. Não à espera de milhões, já que são poucos os progenitores que os têm, mas sempre à cata de algum, apesar de pouco ou nada quererem saber destes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:44

Maio 17 2017

Sagrámo-nos, em 2016, campeões europeus.

O défice, relativo ao ano transacto, fixou-se nos 2%, permitindo, deste modo, sonharmos com a saída do procedimento por défice excessivo, um “garrote” imposto pela CE.

Na sexta-feira e sábado p.p. tivemos a visita do Papa Francisco, o qual foi recebido em apoteose, obrigando o primeiro-ministro a assistir, juntamente com o seu séquito governamental, às cerimónias religiosas em Fátima, apesar de todos percebermos que nada entendiam do que se estava a passar.

Logo a seguir, Salvador Sobral conseguiu um efeito inédito, perseguido por Portugal há mais de cinquenta anos, i.e., venceu o Festival da Eurovisão. Abro um parêntesis, uma vez achar muita graça aos encómios por todos proclamados, incluindo imensa gente ilustre da nossa praça, quando a esmagadora maioria deles, há muitos anos não ligava pevide àquele certame ou, quanto muito, dizia o que Maomé não disse do toucinho. Abranjo neste rol o chefe do governo e ministros, como foi o caso do artigo apologético de Augusto Santos Silva no Público de hoje.

Continuando neste fim-de-semana, o Benfica conseguiu o tetra. Sem querer diminuir a vitória deste, para mim, enquanto 5 for maior que 4, aquele ainda não conseguiu alcandorar-se aos feitos do F C Porto.

Soube-se, anteontem, que o INE concluiu que o crescimento económico, no primeiro trimestre deste ano, atingiu os 2,8%, algo que não se verificava há dez anos.

Informação final: tudo isto graças a António Costa. Que me desculpem os mais puritanos, mas até parece que é Deus nos Céus e este na Terra, perdão, em Portugal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Maio 16 2017

Perscruto pela janela e nada vejo. Aliás, o meu campo visual é reduzido. Para agravar, a rua e os passeios desertos limitam a minha imaginação. O ambiente exterior, quente e pegajoso, contagia o interior. A minha alma, porém, não se deixa confinar e procura locais longínquos.

Procura em vão. Não me consegues ouvir. Não sei onde estás. Chamo e volto a chamar e apenas ouço o eco da minha voz. Rouca, abafada e nada ritmada.

A paisagem, por vezes, parece-me vagamente familiar. No momento seguinte, porém, é-me totalmente estranha. Desconheço o traçado. Procuro a tua bússola, mas os olhos enovoados não me deixam ler. Não sei para onde ir. As dores atormentam-me e as pernas começam a fraquejar. Um grito de angústia sai-me da garganta. Começo a duvidar das minhas já escassas forças. Conseguirei chegar?

A desolação de mim se apoderou. Encosto-me a uma árvore. A respiração ofegante e o coração sobressaltado não me deixam continuar. Olho para o céu e faço uma prece.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:50

Maio 13 2017

A agricultura, para mim, é paixão e simultaneamente ódio, quase fazendo lembrar aqueles casais que, durante o dia, discutem por tudo e por nada, mas, à noite, se amam sofregamente.

Cada vez mais gosto de me levantar cedo. Dar o primeiro alimento aos animais e seguidamente partir para o campo. A sujidade e o suor não me desagradam, uma vez ter presente pelo menos duas coisas: uma delas, certamente, é saber o quanto é bom tomar banho depois uma jornada de intenso labor; a outra é saber que nada se pode fazer no amanho da terra e concomitantemente ficarmos asseados.

O terreno infestado no início da manhã dá lugar à sementeira durante a tarde. A diferença cromática, aliada à esperança de nova vida é fonte de regozijo. A preparação de tal – escarificar, lavrar, fresar, entre tantas outras tarefas – é, de certo modo, um deleite. Segue-se a semeadura e o “rezar” para o que foi deitado à terra desabroche e dê fruto (re)compensador.

Até à colheira, porém, muito há ainda pelejar. São fases menos agradáveis, mas que têm de ser obrigatoriamente feitas. Como os meus antigos diziam “semear e colher não custa, o que custa é cuidar”. O adubar e principalmente o sachar é algo que, até certo ponto, bem dispensava. As infestantes, vulgo ervas daninhas, são, principalmente em anos chuvosos, tantas que mal se consegue distinguir a planta propriamente dita.

Por isso, quando ouço os citadinos – sem qualquer juízo pejorativo - dizer que adoram o campo e fundamentalmente a agrografia, rio-me interiormente e, sempre que posso, não dou seguimento à conversa. Sei de fonte segura que cuidar da terra nada tem de romântico. Tem, sim, muito suor, sangue e lágrimas. Em sentido literal e real.

Sim, eu sei, o quanto é bom ir ao quintal e colher, no momento, a fruta ou a hortaliça. Sim, eu sei, quanto é gostoso comer um polho ou um lombelo caseiro. Todavia, se a maioria das pessoas soubesse a abdicação que se passou para se obter aqueles, outro valor daria a quem faz da agricultura o seu modo de vida.

Uma nota de rodapé. O agricultor, pelo menos a generalidade, há muito que deixou de ser o homem rude, inculto e iletrado, sujo e desgrenhado, com a barba de oito dias e cujo corpo só via água em dia de festa. Hoje-em-dia, por opção própria, há muito licenciado a sujar diariamente as mãos na terra e em que, por exemplo, o computador é uma ferramenta tão indispensável como a enxada.

Adenda: Este é um texto muito terra a terra. Quase me atreveria a dizer que foi escrito com os pés. E assim foi por uma razão mais forte que o signatário: a terra é assim! Sôfrega, brutal e sem piedade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:09

Maio 11 2017

As recentes eleições presidenciais em França provaram, e que as próximas legislativas confirmarão, é que a esquerda, sobretudo o PS, está em queda livre. Não há ponta por onde se lhe pegue. O próprio Manuel Valls, ex-primeiro-ministro francês de um governo socialista, afirmou que “o PS está moribundo, quase morto, necessitando urgentemente de uma redefinição e principalmente de uma refundação”.

Os tempos de incerteza que faziam dos tempos vindouros aliados indispensáveis, acima de tudo para combater a instabilidade, há muito que foram chão que deu uvas. Para agravar, não deixam de levantar desafios acrescidos nas relações que se hão-de estabelecer entre as forças partidárias, ditas de esquerda, e os cidadãos.

A extrema-esquerda, liderada por Jean-Luc Mélenchon, não sabe o que fazer aos cerca de 20% dos eleitores que, de certo modo, ainda lhe são fiéis, como ficou amplamente provado no domingo passado, ao não se atrever a indicar o seu sentido de voto. É o reverso da moeda espelhado na contracção económica, no aumento do número de refugiados, na insegurança, na islamização que invade as ruas e bairros franceses, entre outras causas.

O aumento de encargos, as pressões fiscais, bem como os escândalos dos políticos, atingem níveis insuportáveis para muitos. A precariedade laboral e social, a retracção nos investimentos e o receio geral perante a ameaça, sempre presente, de maior austeridade no futuro levam a que os cidadãos repensem as suas prioridades.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:20

Maio 10 2017

Anda por aí, ainda que, na maior parte das vezes, de forma sub-reptícia, até mesmo subterrânea, uma campanha contra as retenções fundamentalmente dos alunos do ensino básico, vulgarmente conhecidas por chumbos. A última moda é o torcimento das estadísticas de modo que as mesmas demonstrem, e de forma exponencial, que tal acontece em muito maior escala nos discentes provenientes de estratos sociais mais baixos.

Deste modo, e novamente, a Escola é chamada a intervir. Não nego, bem pelo contrário, que as crianças e jovens provenientes de famílias com inferior poder de compra tenham menor preponderância para os estudos, tanto mais que são aquelas a, numa primeira linha, desvalorizarem a importância do conhecimento e consequentemente da Escola.

Todavia, não é por imposições administrativas e muito menos pela aplicação de pedagogias salvíficas que o dito problema é debelado. Esqueçam, de uma vez para sempre, em solicitar à Escola a resolução de todos e quaisquer problemas da sociedade. Se a questão se encontra a montante da Escola, como todos dizer estar, então que a comunidade, os governantes, os gestores públicos e privados se mobilizem para acabar com tais bolsas de pobreza.

Não tenho a menor dúvida que jamais a pobreza, e pior ainda a sua perpetuação, será combatida com facilitismo, pancadinhas nas costas, solidariedade balofa, punhos no ar e batidas no peito jurando fraternidade eterna. O combate será feito através da consciencialização, da entrega denodada, do querer ir mais longe, e nunca através de “dar o peixe sem lhe dar a cana e/ou ensinar a pescar”.

Por muito que todos os alunos transitassem ano após ano se desvanecia a desigualdade. Reafirmo veementemente o oposto. Acentuava-se e não era pouco, pois a sociedade encarregar-se-ia de, mais cedo que tarde, premiar quem sabe ou não sabe.

Já agora e em tom irónico, pergunto: não seria melhor, então, entregar, logo à nascença, o diploma de licenciado?

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:04

Maio 09 2017

Isto de acharem que uma pessoa possui capacidades quase ilimitadas, de abraçar mais e mais tarefas, aliado ao facto, de algumas vezes, não saber responder não, é o que dá. Nem tempo para coçar os … e muito menos para escrever algo que dê gosto de publicar.

E, segundo contam os “mentideiros”, a coisa parece não ficar por aqui. Novas atribuições, novos poisos, novas deslocações aparecem no horizonte. Cuidado, pois tenho dito que o meu limite não é céu. É bastante mais abaixo. E eu que gosto cada vez mais de ficar no meu canto. Bem, ser sessentão não é um acaso, é um facto.

A esperança tem, de certo modo, estado sufocada por algo velho (agora não me refiro à idade!), mas, teimosa como é, usurpa e estrebucha para manter o seu lugar. Enquanto não inspirei a confiança que gera esperança assumi, em plenitude, que não valia a pena pensar que retinha talento. Quanto muito apenas fechei fronteiras. Contudo, novas atitudes também acarretam custos. O principal é a dupla marginalização: por um lado ser considerado um outsider e, por outro, ser acusado de “abandonar o barco” em dificuldades.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:19

Maio 05 2017

Nas margens do rio, bem pertinho da foz e junto a Alfomelos, aldeia onde nasceu, Mariana vai salgando a conversa. Dá sede. O que, por sua vez, proporciona a vontade de saber mais e mais de uma vida que parece sempre nova a cada frase, a cada desafio, como naquele dia em nasceu.

Nunca pensou sair daqui. Aliás, nem gosta de pensar nisso. Vai vivendo a vida dia-a-dia. É um pé à frente do outro. E a vida não é uma metáfora. A maior parte do dia de Mariana, a mulher que quis mudar Alfomelos, é para se reconfigurar consigo própria.

É missão. Juntou-se a vários grupos e foi neles que encontrou a força para recomeçar todos os dias e é através deles que quer continuar a dar a mão a quem chega.

Gosta de ver os barcos. Não que sinta desejo de embarcar em qualquer um deles, mas simplesmente da beleza que o recorte das águas produz. Contudo, agora decidiu embarcar num. Não, não é contradição. Este é feito de esperança. É o barco do amor.

Mariana solta as amarras e nesses momentos deixa o rio, o sol, os amigos e a família, e parte para aquele cantinho só deles, lá longe, a norte.

Sabes o que andas a fazer? Responde com redobrada alegria:

- Ainda não sei bem. Ou melhor, até sei … vivo intensamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:04
Tags: , ,

Maio 03 2017

Está fazer escola no PS. Bater ou oferecer bofetadas naqueles que não concordam com as suas ideias é apanágio corrente de dirigentes deste partido. Senão vejamos:

- Santos Silva, actual MNE, afirmou, em tempos, que o que mais gostava era de malhar na direita;

- João Soares, na altura ministro da Cultura deste governo, prometeu na sua página de Facebook procurar o crítico Augusto M. Seabra para lhe dar "prometidas bofetadas". Vasco Pulido Valente também foi visado;

- Ascenso Simões, deputado do Partido Socialista (PS), utilizou a rede social Twitter para sugerir "um par de bofetadas" a João Marques de Almeida, do jornal digital Observador, após este ter escrito um artigo chamado "As semelhanças entre Costa e Trump".

A minha sorte é não ser famoso como os relatados anteriormente. Caso contrário já tinha ido parar ao hospital, quiçá ao cemitério, dentro de uma urna.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Maio 02 2017

Tal como aqui já referi, começam hoje, prolongando-se durante uma semana, as provas de aferição de expressão física e motora dos alunos do 2º CEB., servindo estas, segundo a tutela, para obter uma radiografia dos conhecimentos e dificuldades no ensino desta área de ensino.

Com toda a franqueza e desculpem-me a rudeza, tudo não passa de balelas. Existem muitos interesses em jogo, que não os dos discentes, os quais não são revelados, contrariando, deste modo, uma prática que este ME dizia colocar na ordem do dia, i.e., ao invés dos procedimentos da anterior equipa ministerial. Empresas de material desportivo, gabinetes da educação das autarquias, associações de professores, gabinetes ministeriais, ciências da educação, entre outros lobbies, tudo misturado e desesperado para levarem a água ao seu moinho.

Indagar se crianças de sete anos sabem ou não dar a cambalhota? Sim, sim, é com este saber que o país dará o salto para a sustentabilidade futura. Há grande Tiago, enorme timoneiro. E aqueles que não sabem, a culpa é certamente dos docentes? Já estou a ver no próximo ano as professoras – falo no feminino já que a maioria é deste género – com 50 ou 60 anos, uma vez por semana, de fato de treino vestido, a praticar alteres, flexões, corta-mato, natação, entre tantos outros exercícios físicos. A escola não tem ginásio nem coisa que o valha? Não faz mal. Pratica no alpendrezinho das traseiras ou no parco espaço envolvente cheio de poças de água. Sujam-se mas aprendem a contornar obstáculos. Não tem sanitários para depois tomar banho? E qual o mal de se sentarem todos sujos?

Conveniência para os professores do 1º Ciclo? Zero! Interesse dos alunos? Menos que zero. O que vai aparecer no relatório final? Todos já sabemos! Mais e mais formação para os docentes deste ciclo. E quem entra então em jogo? Os especialistas deste enorme jogo (de interesses): associação de professores, cujos dirigentes, pagos a peso de ouro, passam o dia encostados às ombreiras dos gabinetes da “5 de Outubro”; jovenzinhos(as) especialistas dos gabinetes das câmaras municipais, empresas do ramo, etc., etc.

Já agora seria conveniente saber-se quantos alunos do 1º, 3º e 4º ano ficam sem aulas durante uma semana inteira.

Por último, reafirmo que jamais penso em desvalorizar a prática da educação física. Contudo, recuso-me a entrar em demagogias e muito menos em ondas de euforismo bacoco. Querem EF a sério? Então, criem-se condições. Numa folha A4, sem ser especialista da matéria, direi quais são e não levo mais por isso.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:29

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Maio 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
12

14
15
18
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


arquivos

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO