O meu ponto de vista

Abril 17 2015

Senão todos os dias, na maior parte assim é: temos de obrigatoriamente fazer escolhas. As escolhas que pensamos ver nem sempre são as que realmente existem e, por vezes, existem outras que nos passam, como se costuma dizer, completamente ao lado. O nosso conhecimento, às vezes, diminui o tamanho do mundo, reduzindo-o ao que rodeia o nosso umbigo, encolhendo, deste modo, as hipóteses de ver mais longe.

O saber do passado pode ser um obstáculo do saber do futuro, porque nos prende e atrofia à convicção de que temos sempre razão e jamais erramos. Depois, quando batemos literalmente com o nariz na porta, surge a espiral de desmotivação, de frustração e, ainda pior, de depressão. Não admira, por isso, o fechar-se sobre si, aguardando por melhores dias.

De uma coisa podemos ter a certeza: do outro lado, para lá daquilo que não vemos ou não queremos ver, existem mais oportunidades. Um factor crítico, tanto mais que as pessoas só mudam se fizerem processos de mudança, um trabalho que vai além do conhecimento e que envolve o “eu”.

Contudo, tal exigência não deve ser vista como obstáculo. As pessoas são muito mais que um mero Curriculum Vitae, são a força viva que se transforma e supera desde que junte resiliência com a vontade de ser.

Acreditar na acção como um todo é confiar nas pessoas e revelar que, afinal, as opções não são apenas aquelas que mais queremos ver, mas, de entre outras, há também mais uma, a da mudança.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:09

Abril 16 2015

É raro o dia em que numa cidade ou noutra, ou, simultaneamente, em várias, não se realizem manifestações de antigos depositantes do ex-GES. Estão no seu direito, lutando pelos seus interesses e contra tal facto não existem contra-argumentos.

Outra coisa porém, é como enviesam a sua forma de luta. Jamais os vemos dizer o quer que seja do oligarca Ricardo Salgado e respectiva família, os quais, como está amplamente demonstrado, geriram aquele grupo financeiro como fossem a Máfia, exceptuando o assassinato.

Ouvimo-los e vemo-los, principalmente à hora dos telejornais, gritar contra o governador do Banco de Portugal (BP), como fosse este o destruidor do ex-BES. Não digo que Carlos Costa não tenha culpas no cartório, mas de modo algum, se pode comparar à família Espírito Santo.

Por outro lado, salvo raras e honrosas excepções, a maioria dos depositantes e detentores do designado papel comercial não me convencem com o fundamento de que foram espoliados das poupanças de uma vida face às declarações do governador do BP, proferidas dias antes da divisão do BES em banco bom (Novo Banco) e banco mau, porquanto tais depósitos o tinham sido há muitos dias, senão meses ou anos.

Durante esse tempo, em que tais depósitos renderam bem acima do que era plausível e curial – só não desconfiou quem hipocritamente não quis -, estiveram calados e contentes, pois estava-lhes a correr bem a vida! Aliás, tal situação faz-me lembrar o “jogo da pirâmide” ou a “D. Branca”. Enquanto se ganha ninguém se queixa. Quando a bancarrota se instala, lá pedem e acham que todos os outros devem pagar as suas perdas!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:22

Abril 15 2015

Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho? O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eram pequenas, as suas mães levavam-nas ao WC, ensinavam-nas a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punham tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita. Finalmente instruíam: "nunca, mas nunca, te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinavam-lhes a "posição", que consiste em balançarem-se sobre a sanita numa posição de sentarem-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.

"A posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar. Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de “tou aqui tou-me a mijar!”. Finalmente é a tua vez!

E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais” (a minha filhota já não aguenta mais, desculpem, vou passar à frente, que pena!). Então, verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.

Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair. Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa… Procuras pendurar a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL GANCHO? Nunca há gancho! Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la. Por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, uma vez que está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de…

Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te “na posição”… AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as tuas coxas começam a tremer… porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flectidas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a fender-te o pescoço!

Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça “nunca te sentes numa sanita pública”, e então ficas na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias! Com sorte não molhas os sapatos… é que adoptar “a posição” requer uma grande concentração e perícia.

Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico. Maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio! Então, rezas aos céus para que, de entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta… ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio.

E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma traulitada na cabeça, que te deixa meio desorientada, mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco, enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!

E, assim, toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras). Encontras o lenço de papel! Está todo enrugado, tipo rolinho, mas não importa. Fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão!

Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim… porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se?)…. Estás exausta! Quando terminas já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!

Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de água (ou xixi? lembras-te do lenço de papel…), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos. Tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água. Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que, no fim, secas as mãos nas tuas calças – porque não vais gastar um lenço de papel para isso – e sais…

Nesse momento vês o teu namorado, marido ou filho que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro enquanto te esperava. “Mas por que é que demoraste tanto?” - pergunta-te o idiota. “Havia uma fila enorme” - limitas-te a dizer.

E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter “a posição” e a “dignidade”. Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas!

 

(P.S. - Desconheço a autoria do texto)

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:20

Abril 14 2015

Com algum alívio profético, nos anos 70 do século passado, Alvin Toffler fez alusão ao que iria acontecer. Assim, penso que pela primeira vez, referiu que futuramente a instabilidade, a transitoriedade e os limites da adaptabilidade seriam uma constante.

Pois, esses tempos chegaram, uma vez que, paulatinamente, assistimos à concretização desses conceitos. Tomámos como garantidos hábitos que nos eram agradáveis ao mesmo tempo que quisemos mudar, sem qualquer razão, as coisas em nosso redor: as referências, os valores, as necessidades, entre outras.

A tudo isto, em Portugal, acrescentámos inúmeras Reformas Educativas – quase tantas como o número de governos pós-74 – que, sucessivamente têm formado pessoas para o desemprego, fundamentalmente na última década, pelo seu desajuste face às necessidades do país.

A grande questão que se coloca é que as coisas mudaram: tornámo-nos impermanentes, cada vez mais transitórios e, ainda por cima, a nossa capacidade de adaptação, de certo modo, atingiu o limite.

Numa sociedade doente e, por isso, enfraquecida, o maior perigo assenta nos milhares e milhares de portugueses sem emprego. Para agravar, a maioria é constituída por pessoas com qualificações que já não são necessárias e, de certo modo, inconvertíveis. Assim, não admira ouvir dizer que a crise é principalmente social e esta é infinitamente mais preocupante que a económica.

Que alternativas? Infelizmente não tenho nenhuma varinha de condão. Mas quem sabe, em vez de vermos sempre o problema nos outros, começássemos pelo debate com a palavra “nós”?

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:36

Abril 13 2015

Anualmente são publicados os rankings das escolas, tanto do ensino básico/secundário como do superior. Nesses momentos a análise sobre a (in)utilidade dos mesmos é pouco mais que estéril e, nessa ordem de ideias, os poucos que a fazem acabam, geralmente, por passarem despercebidos.

Ora, os rankings podem ajudar, senão todos, pelo menos alguns a escolher uma escola. A criação destes, quer gostamos deles ou não, gerou um profundo impacto na organização das próprias escolas. Há já, hoje-em-dia, sobretudo aquelas que querem permanecer nos primeiros lugares, equipas de profissionais que se dedicam exclusivamente a estudar o melhor modo para continuar a ocupar aqueles.

E se muitos (auto-intitulados) gurus da especialidade defendem que este trabalho é um gasto desnecessário de tempo, recursos e dinheiro, outros especialistas existem para quem há muito se tornou claro que este investimento na credibilização é vital para o sucesso da escola, para a sua notoriedade, para o posicionamento dos seus alunos, bem como para as suas possibilidades de progressão futura.

Daí a existência dos CEFs, hoje (mal) transformados em Vocacionais, uma vez que retiram das turmas ditas normais aqueles que não querem nem deixam estudar. Como é evidente essas turmas, com um ensino mais profissionalizante e menos académico, acabam por ser constituídas pelos piores dos piores. Porém, não vejo outra alternativa, mesmo que fosse à custa de muitos e muitos apoios.

Por último, manda a verdade dizer que os docentes das turmas que ficam “normais” deviam, todos os dias, elevar as mãos para os Céus e agradecer aos colegas que suportam tais discentes. Infelizmente não é isso que acontece.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:39

Abril 09 2015

Na semana passada morreu, sem sombra de dúvida, o maior cineasta português de todos os tempos, Manoel de Oliveira. Uma vez estar a decorrer a Semana Santa, propositadamente, não comentei tal facto.

Ainda que com algum atraso, é certo, fá-lo-ei agora, não para tecer hossanas e louvores deslavados, como determinadas figuras de (pseudo)esquerda e os intelectuais de algibeira o fazem hoje, quando ainda há pouco o ostracizavam e até criticavam.

Estou perfeitamente à vontade nesta matéria uma vez não ter sido grande fã da sua filmografia. Contudo, uma coisa é não adorar a sua inquestionável grande obra, o que assenta em motivos estéticos, os quais, como bem sabemos são sempre subjectivos; outra é, bem diferente, é olvidar a sua grandeza por motivos ideológicos.

Sim, porque quando a esquerda, principalmente a caviar, soube que Manoel de Oliveira encabeçava uma lista de homens e mulheres da cultura portuguesa aquando da recepção ao então Papa Bento XVI, de visita a Portugal, foi um “ai Jesus que me caem os parentes na lama”. O que disseram dessas pessoas os maometanos não falam sobre o presunto.

Um homem da cultura e com ao calibre deste cineasta afirmar-se como cristão e, sobretudo, como católico, foi pior que cuspir no prato da sopa. Daí o esquecimento que a imprensa bem-pensante votou Manoel de Oliveira.

Agora, porém, tecem loas a torto e a direito. Cambada de hipócritas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:03

Abril 08 2015

Segundo se conta nos mentideiros, aquilo que ontem era uma verdade na blogosfera, hoje parece ser uma grande treta. Afinal, o MEC não deu instruções às escolas para “descontar o subsídio de almoço aos docentes que não se apresentaram ao serviço dentro do período de interrupção que vai desde o dia 23 de março até ao dia 6 de abril”.

É, afinal, evidente que este vosso escriba e, sobretudo, os principais bloguistas da educação, de onde absorvi tal informação, ficamos mal na fotografia. Coisas de quem quer prestar um serviço público.

Ao que se consta tudo se passou entre um ou mais directores – não se sabe quem e muito menos de onde - que questionaram o MEC sobre a questão supracitada, tendo este respondido da forma já mencionada.

Para finalizar esta estória, pelo menos um daqueles directores, a coberto do anonimato, como convém, argumenta que a consulta, que efectuou junto da DGEstE, se deveu a haver docentes indignados com o facto de haver uns que, por terem várias turmas e, ainda por cima, serem directores de turma, passaram vários dias na escola enquanto outros realizaram todo o seu serviço num só.

A ser assim, coisa que aliás não me admiro, é caso para dizer que tal espírito representa o pensar de uns profissionais que de classe têm muito pouco.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:39

Abril 07 2015

Com raras e honrosas excepções, a escola só faz sentido se tiverem alunos. Isto é, retirando as reuniões de avaliação, a elaboração de horários e planificações, a constituição de turmas, inventários e outros serviços técnico-administrativos não vejo qual a utilidade dos docentes estarem nos seus locais de trabalho em momentos que os discentes estejam de férias ou tenham interrupções lectivas.

Bem, a não ser que queiram que os professores diariamente se dirijam às escolas na semana do Natal, da Páscoa e noutras só para darem lustro às cadeiras e gastando água e energia eléctrica ao MEC?

Vêm estas palavras a propósito da circular que a DGEstE (Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares) fez chegar às escolas e que reza assim:

“É da responsabilidade do Diretor das escolas descontar o subsídio de almoço aos docentes que não se apresentaram ao serviço dentro do período de interrupção que vai desde o dia 23 de março até ao dia 6 de abril

Pouco importa se houve docentes que estiveram nas escolas até 27 de Março ou aqueles que não colocaram lá os pés desde o dia 17, pois isso é fútil e, sobretudo, não tem qualquer valor júridico. O que importa para a discussão é que todos os docentes acataram escrupulosamente o plano que lhes foi indicado pela respectiva direcção, cumprindo, deste modo, o estipulado no artº 91º do Estatuto da Carreira Docente.

Assim sendo, não lhes podem ser descontados quaisquer subsídios respeitantes àqueles dias, uma vez que nada lhes pode ser assacado que contrarie a Lei.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:10

Abril 06 2015

Todos os anos se repete, mas todos os anos é diferente. Porque o Compasso é constituído por outras pessoas, ou porque os convidados são descoincidentes ou porque o menu é distinto, ou, ainda, por qualquer outra razão. Há sempre uma esperança renovada e um interesse acrescido em comemorar o dia de hoje e, por isso, motivo mais que suficiente para não me ausentar de casa.

Pois assim foi. Mais uma vez, como é costume ancestral, o Senhor Ressuscitado visitou a minha casa e quem nela estava, e não eram assim tão poucos, beijando-se a Sua Santa Cruz, i.e., cumprindo-se mais que um rito, proclamou-se uma fé inabalável.

Para o próximo ano, se Deus quiser, será mais uma. A Laura será, pela primeira vez, aspergida com água benta.

Ah, já agora, cabe bem dizer que a chanfana estava divinal e o leitão, então, foi de se lhe tirar o chapéu.

E, para concluir, “amanhã é dia de pica-boi”. Feliz ou infelizmente, conforme os pontos de vista!

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:30

Abril 05 2015

images.jpg

 Cristo Ressuscitou

Aleluia, Aleluia, Aleluia

 

Uma Santa e Feliz Páscoa

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:00

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Abril 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


arquivos

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO