O meu ponto de vista

Dezembro 09 2017

Ouvi ontem, durante a missa em louvor da Imaculada Conceição, que nos dias que correm só existem um tipo de pecadores, i.e., os que vão regularmente à missa. Sobretudo os padres. Quem nunca ouviu “os que vão à missa são os piores. Então, os padres são do piorio!”?

É verdade. Todos os dias vemos, lemos e ouvimos proclamar este e aquele homicídio, roubo atrás de extorsão, falcatrua antes e depois de trapaça, corrupção em cima de corrompimento, etc., etc. A lista, infelizmente, é infinita. Todavia, qual o resultado final? Raros são aqueles que acabam atrás das grades. O mal foi feito e foi sentido por muitas e muitas pessoas. Contudo, os seus verdadeiros responsáveis, por culpa da justiça ou porque possuem proventos tais que permitem pagar aos melhores advogados, o certo é que acabam ilibados, ou, quanto muito, com penas suspensas.

Voltando à questão daqueles que convictamente - não por dever ou obrigação, mas sim por gosto - vão à missa, acrescento que a maioria sabe, de antemão, que são pecadores e, por isso, ajoelham e perdem perdão. Por si, mas também pelos seus outros irmãos, independentemente de estes acreditarem ou não. São os primeiros a acharem-se culpados e se bem instruídos – sim, também os há em que a sua cultura teológica deixa imenso a desejar – procuram a perfeição, ainda que passem a sua vida inteira sem o conseguir. A carne é fraca e as tentações do mundo são imensas.

O que importa, porém, é a procura contínua do aprumo. Consegui-lo só está ao alcance de muito poucos, os santos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:49

Dezembro 07 2017

Copiar num teste? É fácil e atire a primeira pedra quem nunca o fez ou tentou. Imitar uma atitude ou comportamento de um colega? Simples e, em certa medida, todos somos macacos de imitação. Todavia, reproduzir noutra circunstância uma experiência com alguém que nos marcou indelevelmente é impossível.

Num ambiente - como é hoje-em-dia e calculo que será pior no futuro - extremamente competitivo, em que a diferenciação pelas atitudes e, sobretudo, pelos valores, é cada vez mais difícil, a forma de contactar os outros e a verticalização da coluna marca a diferença.

No mundo digital, o qual, confesso, me é cada vez mais difícil de acompanhar – a idade não perdoa – multiplicam-se os canais de comunicação que são fundamentais na disseminação dos ideais. Para o bem e/ou para o mal. Para os mais expeditos, saltar de canal e dispositivo, consoante a hora e o local onde se encontram e continuar a obter e debitar respostas consistentes e fluidas é algo que é natural e transparente. Mais: é expectável que o serviço seja consistente e contextualizado com as suas anteriores interacções. Desconfio, porém, com o agravamento do relacionamento intergeracional. Contra factos não há argumentos! Será?

Todavia, será possível continuar a aumentar o nível de satisfação, genericamente falando? A resposta é afirmativa. A maioria das pessoas – 70 % de acordo com os estudos (Costumer Experience) -, copiando, imitando ou não, acha que consegue resolver os seus problemas sem solicitar ajuda. E isso, sem dúvida, é positivo. Porém ...

A grande questão é como dotarmo-nos de soluções integradas, ágeis e flexíveis que nos permitam adaptar a nossa vivência ao mundo em que estamos inseridos. É pergunta para o tão badalado milhão. No entanto, uma coisa sei com toda a certeza: interlocutores satisfeitos tornam-se promotores e defensores das nossas causas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:43

Dezembro 06 2017

Ontem, mais um estudo internacional foi dado à estampa. Trata-se dos resultados do Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS), o qual mede o grau de literacia, de cinco em cinco anos, dos alunos do 4º ano. E como descemos no ranking, i.e., passámos de 541 (2011) para 528 (2016), houve logo que arranjar culpados. Como é óbvio, há sempre aqueles que estão à mão de semear e, por isso, levam sempre por tabela. Já lá vamos.

Quando em 2011 tivemos um bom desempenho, não se ouviu Nuno Crato, ME naquela altura já em funções, gabar-se que os resultados se deviam à influência das suas políticas. Também era o que mais faltava, acrescento eu.

Agora, com o actual governo já em funções, aquando da realização do aludido estudo, o secretário de Estado da Educação, João Costa, uma espécie de comissário do radicalismo educativo, veio, de imediato, dizer que a culpa do referido arriamento classificativo se ficou a dever à implementação das metas curriculares por Nuno Crato. Esqueceu-se, propositadamente, que em Fevereiro de 2016 já tinham sido eliminados os exames do 4º e 6 ano, uma vez que a avaliação até aí feita era apenas meritocrática. Sabe-se - o resultado das provas de aferição, este ano realizadas, aí estão para o provar – que a mensagem que a esmagadora maioria dos alunos, e não só, reteve sobre esta política é de que – desculpem-me a rudeza da linguagem - se podiam borrifar completamente para a avaliação.

Mas como em cima de pontapé não podia faltar o coice, logo adiantou que o ME já está a programar mais acções de formação para os professores, transmitindo para a opinião pública de que os verdadeiros culpados são estes. Não sabem ensinar, são malandros, uns autênticos calões e, nessa ordem de ideias, há que os colocar na linha. Damos-lhe formação e enchemos os bolsos aos nossos amigos das instituições que proporcionam aquela. Com uma cajadada matamos dois coelhos. Esperto este João Costa! Há-de chegar longe!

Sobre apetrechamento das escolas – as do 1º ciclo é da responsabilidade dos municípios, para onde querem empurrar todos as outras -, zero. Sobre o realce a dar aos docentes, seja na forma de progressão da respectiva carreira, seja na sua credibilização junto das comunidades educativos, menos que zero. Negativo, ou seja, autêntico gelo. Aliás, como estão e estarão os seus ordenados.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:09

Dezembro 05 2017

Sinceramente, este país não tem emenda. Então, não é que em plana época de fogos, em que, como é do conhecimento de todos, praticamente o país inteiro era um mar de chamas, houve alguém que se aproveitou de tão enorme desgraça e toca de meter a mão ao bolso, ou melhor, a mão na comida, e roubar naquilo que legitimamente era destinado à alimentação dos bombeiros? E o pior é que, segundo parece, são as próprias associações voluntárias de bombeiros as primeiras a “abotoarem-se” de tal.

Como indaga constantemente uma amiga minha: “não sei como é que num país tão pequeno pode haver tantos ladrões?”

É a comida nas cantinas escolares, onde os milhões se traduzem no prato em míseros tostões, é na alimentação dos bombeiros, onde estes passam com um pão sem nada dentro durante um dia de combate aos incêndios, é nas ajudas aos agricultores, onde os que já têm muito – património e, sobretudo, conhecimentos - são aqueles que mais ajudados são, é as Infraestruturas de Portugal, vulgo empresa pública que cuida das estradas nacionais, que irá gastar 60 000 euros em café em dois meses, entre tantos e tantos outros exemplos.

Por vezes, penso que estaríamos bem melhor se estivéssemos anexados a um outro país, sobretudo se fosse do norte da Europa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:43

Dezembro 04 2017

A entrevista do ME, Tiago Brandão Rodrigues, à TSF e ao DN – uma espécie de órgãos oficiais do governo -, no sábado p.p., é tão fraquinha que, sinceramente, não vale uma linha de comentário. Se não fosse por “dever de ofício” e na medida em que me toca particularmente, juro que passava à frente.

Todos sabemos que a escolha daquele bioquímico para a pasta da Educação, foi - todos, sem excepção, o dizem - um autêntico erro de casting. Talvez por pensar que o cargo comportava apenas umas viagens, por aqui e pelo estrangeiro, um “botar faladura” aqui e acolá, um cortar de fitas nesta ou naquela inauguração, um abrir ou um encerrar, num dia ou noutro, qualquer congresso ou encontro, com gente afável a dar umas palmadas nas costas e com uns salamaleques à mistura, ou, então, por pura vaidade pessoal, o certo é que o rapaz – sim, com a minha idade, posso trata-lo assim -  decidiu, para desgraça do país, aceitar.

Uma entrevista - a qual, como bem sabemos foi previamente acordada - onde apenas se debitam vacuidades, inverdades e, sobretudo, onde se nota exasperantemente a ausência de ânimo e de força de vontade, é tão pobre que chega a ser confrangedora. A falta de coluna vertebral para bater com a porta, já que somente soube balbuciar a cartilha que lhe ensinaram no Ministério das Finanças - responsabilidade e perigo de novo congelamento – é tão grande que chega a meter dó.

O tão radical Tiago, após uma conveniente doença vertiginosa, passou a cordeiro manso. Parafraseando alguém muito conhecido da nossa praça, “lamentamos. Temos pena”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:06

Dezembro 02 2017

O ensino, como tudo na vida, funciona bem com os equilíbrios das variáveis das respectivas equações. Por regra, existe investimento na aprendizagem quando se sente segurança e esta está directamente ligada à capacidade de ajustamento do ensino face aos movimentos naturais dos agentes educativos. E estes ajustes são algo tão essencial como o fluxo de quem quer aprender e quem ensina, provocando as oscilações naturais na Escola.

Nesses casos decide-se ensinar mais se a procura for grande ou, pelo contrário, retrai-se se se verificarem opções opostas. Este assunto é aceite e debatido com naturalidade. Ora, este mecanismo não é mais que a flexibilidade. Ter flexibilidade significa evitar partir, porque as roturas provocam consequências desastrosas e frequentemente retrocessos. Aliás, a engenharia mecânica elenca explicações científicas absolutamente convincentes para ilustrar este efeito.

Também o ensino se move, neste essencial, como qualquer outro, com base na procura e na oferta. E funcionará, melhor ou pior consoante a capacidade de ajustamento que lhe for permitida, com as consequências imediatas ao nível da elevação da Escola. Existem, porém, um conjunto de restrições que podem condenar à pobreza um ensino que tudo tem para ser excelente: desfasamento entre quem quer ou não aprender, ou seja, existir alguém que quer aprender conjuntamente com outros que não querem e, pior ainda, não deixam que os seus colegas aprendam.

Colocar esta discussão ao nível dos dados económicos não é promover o desenvolvimento do país. Ajudará, sim, consultar as melhores práticas dos países mais desenvolvidos para que não passemos toda a nossa vida a tentar inventar a roda, esquecendo-nos de adquirir o automóvel.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:00

Novembro 30 2017

Ontem morreu Belmiro de Azevedo, uma das maiores figuras empresariais das últimas quatro décadas. Fundador da Sonae, o maior grupo empresarial nacional, instituidor dos Continente(s), os maiores espaços comerciais de venda a retalho, criador do Público, jornal diário, sempre em défice, mas considerado por todos como o de maior referência em Portugal, criador da ex-Optimus, hoje Nos, a qual continua hoje-em-dia a ser uma das operadoras de telecomunicações com lastro suficiente para competir a nível internacional, entre tantas outras iniciativas. Filho de carpinteiro e de costureira, algo que o marcou para a vida - que a elite bem pensante nunca lhe perdoou e/ou esqueceu - fez-se homem e empresário totalmente à sua custa.

Hoje outro vulto da história recente faleceu. Zé Pedro, umas das grandes referências, míticas aliás, da música portuguesa dos últimos trinta anos. Sem ele, Xutos&Pontapés não seria, de modo algum, a mítica banda que foi e ainda é no panorama do rock português contemporâneo. Tantas e tantas canções que, ao longo de dezenas de anos, escutámos com imenso deleite, fruto do enorme talento deste músico prodigioso.

Para ambos, em tudo o que é comunicação social, não sobrou espaço para as máximas referências elogiosas, para os mais elevados encómios. Diga-se perfeitamente justos.

Dentro da minha pequenez – não, não estou a ser humilde em demasia – deixo, neste breve texto, a minha homenagem a ambos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:42

Novembro 29 2017

Através de uma leitura rápida da proposta de Orçamento de Estado para o próximo ano, observamos que este é o governo que mais irá gastar em viagens e estadias, ou seja, “qualquer” coisa para cima dos 98 milhões de euros. Somente esta rúbrica é de nos deixar os cabelos em pé – depois dizem que o dinheiro não chega para tudo. Contudo, o mais grave é, como dizia hoje um cartoon de Henrique Monteiro no “Sapo”, que tal farta verba sirva para ida e volta. É que se fosse só ida … ainda se tolerava.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:54

Novembro 28 2017

Todos os dias conhecemos pessoas novas e causar um bom impacto junto dos outros é determinante. O primeiro olhar, o modo como se cumprimenta, a saudação que se faz são fundamentais para quem se quer destacar. Nada é deixado ao acaso, tanto por nós como pelos novos interlocutores. Todavia, há falhas mais graves do que outras e que podem deitar tudo a perder.

A regra número um é quase consensual: quando se apresentar opte por um porte de leitura fácil, mas não pré-formatado. Utilize um layout simples e criatividade em dose moderada. A segunda regra é a da relevância. Se tiver oportunidade, aluda somente às experiências enriquecedoras que teve ao longo da vida e jamais faça menção dos cargos, a não ser que a outra parte o solicite. Claro que também é extraordinariamente importante, caso tenha essa oportunidade prévia, o facto de conhecer o perfil da pessoa que pela primeira vez contacta. Só que esta situação, na maioria das vezes e como bem sabemos, não se verifica.

Procure, a não ser que o conhecimento seja de mera circunstância, deixar bem claro as suas ideias e objectivos, sem redundâncias e/ou floreados. Em qualquer momento há que denotar saber o que se quer, como se quer e quando se quer. Ah, por favor, não utilize as frases-cliché tão em voga em certos quadrantes ou redes sociais.

Uma atenção especial ao modo como fala. O natural e sem erros gramaticais é primordial. É conveniente recordar-se constantemente de que não está a olhar para um puzzle ou um quebra-cabeças que tem de resolver. Do outro lado, na esmagadora maioria das vezes, está um ser evidentemente racional, mas, em menor ou maior grau, também emocional.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:57

Novembro 27 2017

Nunca fui um grande adepto da saudade. Sempre pensei que o que passou, passou e o futuro é para a frente. O tempo ultrapassado servia apenas como catalisador de experiências, acumulador de aprendizagens, depositador de recordações, onde não demorava muito, e pouco mais.

Todavia, com o passar dos anos, a forma de pensar e, sobretudo, o modo de sentir foi-se alterando. A lágrima ao canto do olho, tão ausente durante anos e anos, agora volta e meia retorna, sendo, aliás, mais frequente do que queria. Como dizia o outro “é a vida”.

Não vou dizer que “sou do tempo de …”, mas que tenho saudades de nos sentarmos todos à volta da mesa e comermos da mesma travessa, isso é verdade. Sim, porque há quarenta, cinquenta ou mais anos a maioria das refeições era servida numa enorme travessa de onde todos comiam. Diariamente, apenas a sopa era servida em pratos individuais. Bem, também acontecia tal na refeição servida em dias de festas.

É evidente que esta maneira de agir pode, nos dias de hoje, chocar muitos dos leitores. No entanto, sei que alguns, para não dizer muitos outros, ainda se recordam com gosto de tal. A comida, feita à lareira, era servida da forma mais prática possível, de modo mais célere, pois eram tempos, não de fome, mas de imensos sacrifícios, onde o tempo gasto nisto ou naquilo era medido quase ao segundo. Eram tempos em que não se podia, em casa e muito menos no campo, usar uma catrefada de louça e talheres. Sinceramente, não havia tempo, na maior parte das ocasiões, para colocar na mesa tais utensílios gastronómicos e muito menos para os lavar. Recordo que a máquina de lavar louça, tão comum nos dias de hoje, era impensável naquela altura.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:42

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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