O meu ponto de vista

Maio 22 2015

Já escrevi aqui sobre o café. Volto ao tema à falta de melhor. Diz uma outra lenda que se hoje nos deliciamos com um bom café o devemos a um rebanho de cabras que, muitos séculos atrás, chamaram a atenção do seu pastor, um etíope conhecido por Kaldi, surpreendido pela agitação anormal dos animais.

Kaldi ter-se-á, então, apercebido que o súbito ataque de energia das suas cabras, que pareciam dançar alegremente entre os vários rebentos que se encontravam nas redondezas, se devia aos seus bagos vermelhos, ou seja à planta do café. A curiosidade, naturalmente, levou a melhor e, depois de provar também ele alguns bagos, facilmente viu as suas suspeitas confirmadas.

Desde então a popularidade do café não parou de crescer e actualmente são milhões as pessoas que não dispensam um café pela manhã e, sobretudo, depois de uma boa refeição, um hábito fortemente enraizado um pouco por todo o mundo. Como sabemos, Portugal não é excepção, bem pelo contrário.

“Negro como o diabo, quente como o inferno, puro como um anjo, doce como o amor”, foi assim que Talleyrand (1754-1828), diplomata e político francês, descrevia um bom café e não tenho a menor dúvida que haverá muitos apreciadores a pensarem o mesmo. Bem, talvez um pouco menos doce e não tão quente!

E, já agora, sabem de onde vem o nome de BICA? Advém de um slogan da pastelaria lisboeta A Brasileira que, para incentivar os clientes a consumir esta bebida de sabor amargo e forte, dizia Beba Isto Com Açúcar.

Italiana, escaldado, em chávena fria, curto, cheio, pingado, abafado, descafeinado, com cheirinho, com gelo, galão ou garoto, estas são algumas das variantes mais solicitadas pelos portugueses. Uma nota para dizer o que a grande maioria já sabe: no Porto, a bica toma outro nome, designando-se por cimbalino, em homenagem às primeiras máquinas de café expresso e ainda hoje no mercado, La Cimbali.

A finalizar, um convite: vai um café?

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:17

Maio 21 2015

Os indícios não enganam. A maior parte dos indicadores económicos aludem a uma nítida recuperação económica. Os exemplos são muitos e só não os vêm quem não quer. Desde o aumento da aquisição de automóveis novos, cerca de 33 %, maior frequência nos restaurantes e centros comerciais, concertos e outros eventos culturais, para não falar do aumento da taxa hoteleira. E, a cereja em cima do bolo, pela primeira vez obtivemos empréstimo a juro negativo.

Não há dúvida, apesar do risco de uma eventual recaída, começam a avolumar-se os sinais de que o pior da crise já terá passado. Trata-se de indícios reconhecíveis por aqueles que viveram as crises em que a economia portuguesa tem sido fértil nas últimas décadas.

Um indício real consiste no facto de, em consonância com o crescimento da economia nos últimos trimestres, estar a aumentar o número de novas empresas e a diminuir significativamente o número de falências e despedimentos. As crises económicas provocam a expulsão do mercado de negócios disfuncionais mas tendem a compensar-se com a emergência de novos empreendedores.

Um outro indício consistente é o da recuperação da publicidade. Os arautos das sociedades de consumo têm uma intuição aguda da hora de dar a volta. E o aumento dos investimentos em publicidade constitui normalmente o indício de que as necessidades das pessoas também se ampliaram.

Ora, colocar toda esta política em causa é perigoso e, se assim acontecer, a deriva será ponto assente. Aliás, algo que num passado recente já vimos. Prometer bacalhau a pataco, garantir que se irá baixar os impostos e aumentar os salários e as pensões, como o PS vem fazendo, é eleitoralista e, sobretudo, é enganar previamente os portugueses.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:04

Maio 20 2015

Mais uma época de exames se iniciou. E, como já por diversas vezes escrevi, se coisas existem que abomino é o calendário a que a mesma obedece.

Escolas há em que, por terem no mesmo edifício alunos do quarto e sexto ano, estão quatro dias sem aulas, i.e., de 18 a 20 do corrente, inclusive, com todos os inconvenientes daí advenientes para a leccionação do currículo, isto para não falar do stress provocado aos discentes a quase um mês do final das aulas.

A explicação, para os menos entendidos nesta matéria, segundo o MEC, prende-se com o facto dos alunos que tiverem nível inferior a três, vulgo negativa, possam usufruir de aulas de compensação de modo a que, numa segunda fase, possam recuperar.

Todavia, esta crença só pelas cabeças bem pensantes da 5 de Outubro é que ganha alguma substância. Alguém acredita que um aluno, o qual, durante um ano de aulas e respectivos apoios, não conseguiu superar as suas dificuldades o pode fazer em duas semanas, ainda por cima a decorrerem no final de Junho, altura de altas temperaturas e de enorme cansaço acumulado?

Já agora gostaria de saber qual a percentagem de alunos que subiram a sua classificação da primeira para a segunda fase? Não tenho a menor dúvida que será residual.

Assim, repito o que já disse em ocasiões anteriores, por todas estas e mais algumas razões, estes exames ou provas finais, como o MEC gosta de lhe chamar, deveriam ocorrer no final das aulas, à semelhança do nono e décimo segundo ano. Ficavam a ganhar os alunos, pais, professores e, sobretudo, a serenidade a meio do último período não seria uma palavra vã.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:01
Tags: , ,

Maio 19 2015

Não somos todos assim, mas quase. Somos o primeiro a criticar a ausência e somos também os primeiros a criticarmos a presença. E, inopinadamente, damo-nos bem com isso, uma vez não nos faltarem adágios que justificam tal. Abonamos, de entre outros, sempre com os velhos e gastos argumentos de que os extremos se tocam e não podemos ter uma prática de oito ou oitenta.

Se a polícia não ocorre, aparece tarde ou quando surge não intervém com a força que a turba, mais ou menos exaltada, assim exige “aqui d’El Rei” que não há segurança e que tudo isto se transformou num caos. Porém, se as forças de segurança intervêm, digamos de uma forma mais musculada, há logo quem afirme, alto e em bom som, aproveitando demagogicamente o momento, que vivemos num estado repressivo.

Então, no campo desportivo em geral, e no futebol em particular, esta marca é pródiga e indelével. Os adeptos, independentemente da sua clubite, apesar de mais uns que outros, podem danificar, vandalizar, roubar, chamar nomes a tudo e a todos, proclamar os maiores impropérios que nenhum dicionário se atreve a publicar, e até cuspir nos agentes da autoridade, que estes têm a estrita obrigação de se manterem impávidos e serenos.

De modo algum defendo o uso excessivo da força e por entender que vivemos num estado de direito, sou de opinião de que o respeito entre todos é a base de uma sã convivência democrática. Uma atitude digna, um valor sóbrio e uma ética cívica devem ser mantidos tanto na euforia da vitória como na adversidade da derrota.

Se não sabem ficam a saber: o policiamento dos jogos de futebol é pago como horas extraordinárias às forças de segurança, dinheiro - cerca de 3,5 milhões de euros - que sai dos nossos bolsos. Ora, com a pressão a que estas estão a ser sujeitas imaginem se estas se negassem a fazer tal serviço. Ainda quero ver quais os jogos que se realizariam!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Maio 14 2015

Vamos, antes de mais, trabalhar! Frase comum, ouvida amiúde em vários locais e em diversas profissões. Porém, duas perguntas, resumidas numa, se impõe: com quem e de que modo?

No sector que mais me está próximo, o ensino, a questão pode ser colocada deste jeito: vou trabalhar com ou para os alunos? Numa análise prévia e muito ligeira, parece-nos que é igual e que o resultado será o mesmo, quer adopte uma ou outra vertente. Puro engano.

Trabalhar para os alunos é, antes de mais, visionar os seus interesses, as suas ânsias e desejos. É saber qual o caminho que devem trilhar, as metas que devem alcançar, bem como as capacidades que devem adquirir com vista a que o seu futuro, quer seja profissional ou académico, se reveja na máxima realização possível. No fundo, é desprendermo-nos dos nossos conceitos e ideologias, para centrarmos a nossa satisfação pessoal e/ou profissional naqueles que diariamente nos são entregues.

Já o trabalhar com os alunos, na estrita concepção do termo, uma vez que a na anterior percepção também esta ênfase pode e deve ter lugar, é dar-lhes, senão em lato sensu, pelo menos na sua maior parte, as ferramentas que achamos, repito, achamos que os discentes necessitam para os seus dias vindouros.

Enquanto que no primeiro caso, devemos tentar ao máximo despojarmo-nos das nossas ideias e, sobretudo, olvidar o cadinho onde fomos moldados, para seguir uma via jamais castrante dos interesses dos alunos, no segundo, de certo modo, simultaneamente dinamizamos, regulamos e, o pior, fiscalizamos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:25

Maio 12 2015

Manda a verdade dizer que não há governo que não tema o pensar dos juízes do Tribunal Constitucional (TC), sobretudo pelo poder que têm em vetar leis, muitas delas cruciais, na opinião de quem as emite, como é óbvio, para a prossecução das suas políticas e, consequentemente, do país.

Contudo, como infelizmente, e amiúde, acontece neste país, a prática é do género olha para o que digo e não para o que faço. É exactamente o que acontece com o TC, já que vê perfeitamente os argueiros nos olhos dos outros e não consegue descortinar trancas, mesmo que sejam enormes, nos seus.

De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC), aquele suprema instituição jurídico/institucional sofre, de entre outros, dos seguintes pecados, os quais cito:

  • os processos individuais do pessoal encontravam-se deficientemente organizados e desatualizados;
  • em conformidade com instruções do presidente do TC, não foi aplicado o Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho da Administração Pública (SIADAP), encontrando-se suspensa, desde o ano de 2011, a avaliação dos funcionários;
  • sem evidência de regulamentação de afetação e de definição de limiares de utilização e de reembolso, foram, sem despacho, atribuídos telemóveis e reembolsadas despesas de telemóveis pessoais aos magistrados, dirigentes e alguns funcionários do TC (e.g. motoristas) e membros dos gabinetes;
  • apesar de existir um guia de arrecadação de custas processuais, não existem normas e procedimentos que assegurem a plenitude do registo contabilístico dos recebimentos;
  • os testes realizados evidenciaram que o atual sistema de controlo patrimonial não é completo nem eficaz;
  • os processos de contratação de bens e serviços estavam, em geral, deficientemente organizados e, em alguns casos, com falta de documentos, incluindo, do contrato.

Mas o melhor ainda está para citar. Lê-se no citado relatório que “as principais preocupações do TdC são os automóveis que estão atribuídos a cada um dos juízes do TC para uso pessoal: o juiz presidente tem um BMW740 D, o vice-presidente tem um BMW 530 D e os restantes 11 juízes têm cada um BMW 320 D. Ora, sobre esta matéria, o TdC não tem quaisquer dúvidas: os juízes do TC, com excepção do presidente e do vice-presidente, não têm direito a viatura de uso pessoal. A mordomia que se mantém desde 2000 no TC é ilegal”.

E qual a argumentação do TC para rebater esta acusação? Cardoso da Costa, digníssimo presidente deste Tribunal, explicou ao PÚBLICO que a atribuição de um automóvel a cada juiz do TC “foi fruto de entendimento político e não teve tradução legislativa imediata, mas sim tradução prática, pois no Verão de 1998 veio o dinheiro” e, mais tarde, afirma, “saiu um decreto-lei (...) que cobre a situação”. Que “cobre”, vejam lá, acrescento eu!!!

Afinal, para defender as mordomias vale toda a argumentação, mesmo que seja a mais estapafúrdia. Sinceramente, nota-se a profundidade e a excelência da defesa que o tema exige. Parabéns, pois, por mim, fiquei completamente esclarecido. Aliás, estas e outras regalias deviam ser estendidas aos conjugues, amantes oficiais e encobertas, filhos e enteados legítimos ou não.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:53

Maio 11 2015

DSC_0002.jpg

Em tempos esteve quase a morrer. Porém, mercê de muitos cuidados e carinho vai no bom caminho para se transformar num belo e grande arbusto de jardim.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:20

Maio 06 2015

Dizem os especialistas que confiança é a palavra que se impõe. Aliás o Economist afirma, num estudo recente, que entre os executivos a expressão que mais se ouve é exactamente aquela.

Ora, com a concorrência ao rubro, destacar-se entre resmas – como diria o outro – de pessoas é tarefa ingrata. Ter um currículo forte e cuidado, bem como uma apresentação certeira e, sobretudo, assertiva, pode fazer toda a diferença.

Evidenciar-se entre os outros, sobressair do designado “rebanho” exige trabalho e postura. Todavia, existem algumas regras que, seguidas mais ou menos à risca, nos fazem dar nas vistas: apresentar sempre, pessoalmente e/ou online, uma postura profissional e diplomática; transmitir através da atitude presencial e/ou online o reflexo do que escreve e/ou diz; utilizar as redes sociais para anunciar a presença em conferências e eventos, quer os mesmos sejam de carácter profissional, social ou cultural; manter uma presença activa no Linkedin; manter as competências e evoluções permanentemente actualizadas; estipular metas profissionais, afectivas e sociais e tudo fazer para as alcançar.

Agora, é comigo e, como é óbvio, também consigo, caro leitor. Seguir o plano e ... mãos-à-obra.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:45

Maio 05 2015

Amanhã, mais uma vez, irá realizar-se o Preliminary English Test for Schools (PET), ou como alguém já lhe chamou uma grande patetice. Por uma questão de princípio, estou permanentemente aberto a novos eventos /(r)evoluções e, por isso, longe estou dos que querem sempre o mesmo ou, quanto muito, que mude alguma coisa para que tudo fique na mesma.

Todavia, as exigências que a Cambridge English Language Assessment, juntamento com o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), fazem para a realização da aludida prova tornam-na detestável. Os quesitos que colocam aos docentes-vigilantes são tão meticulosos, para não dizer excessivamente mesquinhos, que transformam estes em autênticos jihadistas da guarda, robôs do policiamento.

Depois admiram-se da sua rejeição. Pudera! E mais, até acredito numa razoável adesão à greve.

Já agora, alguém esclareceu os alunos que a realização do aludido teste não é obrigatória e que segundo o IAVE será apenas “a não produção de um resultado”?

Por último, sabem que, no ano passado, apenas meia dúzia de alunos por escola solicitaram a passagem do respectivo diploma? Sintomático!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:21
Tags: , ,

Maio 04 2015

Não somos máquinas ou autómatos para carregarem num botão e fazermos o que muito bem entendem. Dentro de cada um de nós existe um coração que palpita, gera sentimentos e alicia emoções. Jamais nos podem confundir com uma amálgama de fios e circuitos mais ou menos complexos que se podem comandar à distância de um clique.

De acordo com Pascuel Olmos, coautor do livro “A Vida Que Tu Mereces”, o mundo enfrenta uma crise que não é apenas económica, mas também institucional, política, de justiça e de padrões de comportamento. Este contexto, segundo os especialistas deu lugar ao desemprego, ao aumento dos níveis de corrupção e, o mais grave, à falta de confiança.

É absolutamente necessário encontrar um modelo alternativo de vida, tanto a nível profissional como societário, baseado no real valor de cada um e que integre, de entre outros, os campos da rentabilidade, e, por conseguinte, do bem-estar económico, da psicologia e, sobretudo, da espiritualidade. Em suma, uma nova via que nos permita atingir, a cada um de nós, repito, a realização pessoal.

No livro anteriormente citado é enfatizado que “é possível ser-se feliz no trabalho, criar motivação no trabalhador quando este já não tem esperança e promover uma harmonização entre o trabalho e a vida pessoal e familiar de cada um”.

A par com a felicidade, que todos merecemos, a competência mais determinante para o sucesso profissional é a atitude de evolução e a melhoria na igualdade de tratamento, algo que, sinceramente, vejo muito pouco.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:53

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Maio 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
13
15
16

17
18
23

24
25
26
27
28
29
30

31


arquivos

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO