O meu ponto de vista

Fevereiro 20 2018

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Isto de não poder ver televisão, ler jornais, ouvir rádio e muito menos frequentar redes sociais, tem levado, nos últimos dias, algumas pessoas a tornarem-se autênticos zombies. Como só visionam o canal do clube, passam os olhos unicamente  pelo jornal verde e branco, quase tudo lhes passa ao lado.

Por exemplo, ontem não viram o jogo do Sporting e muito menos o segundo golo, o qual entrou nas redes da baliza do Tondela dez minutos para além do regulamentado. Abra-se um parêntesis para dizer que, no final dos 90 minutos, o árbitro deu mais 4 para compensar as paragens do jogo. Até aqui nada de novo, como se costuma dizer. Aos 3 minutos e 50 segundos, i.e., 10 segundos antes do apito final, registou-se uma lesão de um jogador do Tondela. Interrompido o jogo, como é óbvio, cerca de 2,5 minutos, o mesmo foi reatado, não para concluir os aludidos 10 segundos, mas – pasme-se - prolongado até aos 10 minutos. E isto porque, entretanto, os leões marcaram o golo da vitória, pois, caso contrário, duraria até, até … que marcassem.

Quanto a Bruno de Carvalho, o excelso, o impoluto e incorruptível presidente do SCP, o fanatismo – há quem lhe chame fascismo – que o assola é tanto que não vê o ridículo em que se coloca. Podemos estar descontentes com tudo e com todos, e, nessa via, tomar decisões pessoais em conformidade, desde que não firam a lei e os bons costumes. Porém, por muita razão que possamos ter isso não nos dá o direito de obrigar os outros a seguirem as nossas pisadas e jamais de os apelidar de serem isto ou aquilo caso não o façam. Ou será que um dia destes os sportinguistas serão obrigados a usar farda verde e branca e fazer continência de braço direito estendido?

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:29

Fevereiro 19 2018

Costuma-se dizer que nada agora é como antes. Bem, umas vezes é verdade, outras nem tanto. A frase, tantas vezes repetida e escutada, “estuda, trabalha muito e terás uma vida melhor que a dos teus pais” é sinónimo do anteriormente escrito.

Estou convencido que na globalidade dos casos ainda é verdadeira. Contudo, as pessoas com que maioritariamente lido têm a percepção de que cada vez é menos assertiva. Pelo menos é o que diariamente me transmitem. E aí, sim, se situa o busílis da questão. Eles são o futuro, enquanto eu, senão sou passado, sou, quanto muito, presente.

A relação entre a experiência educativa da população jovem, o processo de procura de emprego e a situação actual é algo que, para muitos de nós, cinquentões/sessentões, nos escapa. Não é desfasamento, é realidade com que, muitas vezes, não compreendemos e muito menos sabemos lidar, por muito que demos ares do contrário.

Por isso, senão queremos deixar cicatrizes profundas - algumas deixaremos e ainda bem - nos adultos de amanhã, deveremos começar hoje a pensar mais à frente, utilizando a sua própria linguagem, e com planos concretos que perdurem consistentemente e apartidariamente no tempo.

Hoje, quando se fala tanto em pactos de regime, eis uma contribuição, ainda que diminuta, para tal debate.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:32

Fevereiro 17 2018

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A capa da revista do Expresso de hoje é, por demais, demonstrativa do que se passa no PSD. Cada um para o seu lado, cuidando de si.

Naquela vemos Cavaco Silva, descontraidamente só, sublinho só, encostado a uma parede amarela - não é por acaso que não é laranja, verde, azul, cor-de-rosa ou vermelha - com ar de superioridade, como querendo dizer que os tempos presentes, relativamente aos sociais-democratas, são complexos – estou a ser benévolo – em contraponto ao seu tempo.

O que verdadeiramente quer afirmar é que falta ao PSD quem tenho pulso firme e, sobretudo, que dê um murro na mesa ou mesmo até virá-la. No fundo, tenta transmitir que está cansado de falinhas mansas e falsas concórdias.

Aliás, nas entrelinhas da sua cuidadosa entrevista, outras ideias se podem descortinar. Atrevo-me até a imaginar o que na sua mente trespassa, mas, por dever de contenção, não se atreve a dizer, i.e., “ai se tivesse menos 20 ou 30 anos e veriam o que era bom e bonito”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:01

Fevereiro 16 2018

Em tempos não muito distantes o então ME, Nuno Crato, não podia colocar o pé na rua que, fosse onde fosse, aí tinha a Fenprof, com meia-dúzia de docentes, mas todos com cartazes e apitos, a manifestar-lhe o seu repúdio e proclamando incessantemente “está na hora, está na hora, de NC ir embora”. Claro que os media, sobretudo as televisões, de modo algum eram esquecidas. Faziam, aliás, parte substancial da “luta”.

Recentemente, porém, tudo é diferente. Sopram outros ventos e o espírito de diálogo é permanente e, segundo se afirmava, muito profícuo. Bem, segundo querem fazer crer, parece que agora a mudança está em cima mesa e até novas greves estão marcadas.

Assim, uma vez que no próximo dia 19 de fevereiro o ministro de Educação vem a Anadia, nomeadamente às escolas do 1.º CEB, Vila Nova de Monsarros e Aguim, exijo à Fenprof que use os mesmos métodos e “monte” o aludido circo, tão conhecido de todos os portugueses. Os motivos não decresceram. Bem pelo contrário. Descongelamento e progressão na carreira, aposentação, componente lectiva/não lectiva, horários de trabalho, entre tantos outros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Fevereiro 15 2018

É algo tão natural como respirar, quando se afirma que se deve ter menor Estado mas melhor Estado. Bem, ultimamente não é essa a prática que se observa. As clientelas da “geringonça”, vulgo sobretudo funcionalismo público, pensionistas e quejandos que vivem sofregamente à volta do OE, a isso obriga.

Sendo funcionário público, os meus caros leitores poderão estar a pensar “bem prega Frei Tomás” … ou, então, fala, fala, mas é de barriga cheia. Asseguro-vos que verdadeiramente não é esse o meu sentir. Aliás, ao escrever estas parcas e pobres palavras perco mais do que ganho. Não nos esqueçamos que nos tempos que correm é, de longe, preferível não comentar o que quer que seja, tentar passar entre os pingos da chuva e se for para acrescentar algo que seja que seja para elogiar.

O número de funcionários públicos tem aumentado nos últimos e não de um modo diminuto. Agora, coloquem-se do lado do sector privado, i.e., daqueles que não vivem directamente do Estado e, principalmente, indaguem o que sentem. A resposta mais comum e que não está longe da verdade absoluta é: uma minoria sustenta a maioria.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:41

Fevereiro 11 2018

Já alguém afirmou e eu corroboro: “ainda vamos ter saudades do tempo em que o tempo para progressão esteve congelado”. Ainda agora, durante a confirmação de dados relativamente ao recenseamento docente era ver estes a fazerem fila nos SA com vista confirmar ou não os dados sobre esta e outras questões”. E a esmagadora maioria, inadvertidamente é certo, dizia impropriamente que tinha sido avaliada todos estes últimos anos, quando efectivamente a última avaliação decorreu no período 2011/2013.

A partir daqui, vai ser um ver se te avias. Uma autêntica corrida contra o tempo. Por exemplo, há quem, há semelhança de alguns colecionadores, tenha, nos últimos quatro anos, dezenas de formações, as quais somadas darão centenas de horas.

Por isso advogo a mudança de paradigma de formação. É por demais sabido que os modelos mais robustos previnem os desvios decorrentes do avaliador – que tende a classificar mais alto os “alter ego” – e possuem medidas de correção para homogeneizar os resultados da avaliação. Por outro lado, para que a avaliação de desempenho seja real é necessário que o docente desempenhe a sua função com conhecimento dos seus objectivos, os quais devem ser específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e temporizáveis.

Só assim o desempenho pode ser o maximamente justo, já que totalmente nunca o será, para ordenar os docentes, identificando, como se espera, os “melhores”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:46

Fevereiro 07 2018

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Todos os anos digo o mesmo e acerto sempre. Confesso estar cansado de ter razão antes do tempo. Pessoas existem que nunca mais aprendem. Basta colocar-lhes um microfone à frente e toca de debitar sound bites. A coerência que vá às malvas. Importante, importante é dar nas vistas e realçar o melhor, ainda que não seja directamente da sua lavra, e varrer para debaixo do tapete o pior.

A propósito de quê vem esta prosa? Passarei a explicar. Então, não é que anda a circular pelas redes sociais um vídeo retirado de uma reportagem efectuada pelo CM, onde se alude aos bons resultados registados por uma escola pertencente a um agrupamento de escolas aqui bem perto. Naquele pode ver-se um excerto de uma aula – não foi por acaso a escolha -, assim como alunos, dirigentes intermédios e quase máximos a dizer do porquê de tal sucesso.

Se até aqui nada a obstar, apesar do referido ser de há muito uma realidade concreta – bem, em abono da verdade, diga-se que, nessa altura, os mesmos criticavam ferozmente quem aludisse a tal -, o espanto aumento exponencialmente quando não são capazes de mencionar as razões porque as outras unidades educativas do mesmo agrupamento têm francamente piores resultados, incluindo a escola-sede. Será que a liderança não é a mesma?

Ai se hipocrisia matasse!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Fevereiro 06 2018

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Desde há muito que o mundo do futebol é algo que não se recomenda e cuja companhia se dispensa. A corrupção tentada e a conseguida, o excesso de dinheiro, o deixa-andar por parte das forças governamentais, as quais, independentemente da sua cor, preferem olhar para o lado do que encarar o problema de frente – a caça aos votos a isso obriga -, o novo-riquismo e, sobretudo, os dislates proporcionados pelos dirigentes, primeiros responsáveis pelo descalabro deste tão fabuloso desporto, tudo junto leva a que cada vez haja menos associados e, principalmente, menos pessoas nos estádios. Já que adeptos e treinadores de sofá continuam a não faltar.

Todavia, apesar da escandalosa situação financeira dos clubes portugueses – leia-se défices exponenciais - continua a não faltar dinheiro nos respectivos cofres. Pelo menos é o que parece.

Agora, quando haviam todas e mais algumas condições para rumar a paragens mais tranquilas, mercê do seu bom desempenho, eis que, inexplicavelmente, o presidente do Sporting, de seu nome Bruno de Carvalho, conhecido internacionalmente pelo Donald Trump do futebol luso, se propõe a abrir uma guerra contra tudo e contra todos, disparando em todas e mais algumas direcções, chegando ao cúmulo da grosseria ao afirmar que “não dorme com um olho aberto, mas sim com os três bem fechados”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:12

Fevereiro 05 2018

Desde 2012 que se reabriu a possibilidade de dominar os recursos vitais para a economia portuguesa, libertando-a de algumas dependências externas e permitindo-lhe assegurar uma utilização dos recursos ajustados a um modelo de desenvolvimento que leve em conta o seu capital físico e humano.

Justamente reclamado, por indispensável à sustentabilidade do país em domínios-chave da sua economia, aí está o fruto de tantos e tantos sacrifícios efectuados em anos muito recentes. Projecto simultaneamente mito e instrumento de progresso bem real.

Mobilizou previamente, sobretudo durante os anos da troyka, polémicas e confrontos de opinião como só os projectos e acções que marcam a História são capazes de gerar à sua volta. No meu modesto entendimento, não resultaram desses debates vencidos ou vencedores. Ou melhor, sobrou um digno vencedor: Portugal.

Trouxeram discussões e movimentos de contestação, principalmente, novas pistas de reflexão que permitem ainda hoje artificializar algumas das relações políticas. Envolveu-se neste projecto a esmagadora maioria dos portugueses, pois a quase ninguém tal desenvolvimento foi indiferentes. Nem sempre, infelizmente, se garantiu o pleno compromisso entre o desenvolvimento e a preservação dos nossos valores.

Agora, que a maior parte da tormenta já passou e se navega em águas mais calmas é fácil produzir afectos, distender sorrisos e apresentar obra feita. E até mesmo erros clamorosos, de palmatória até, são perdoados e esquecidos. Pudera. Há muito que aprendemos a pensar muito mais com a carteira do que com o coração.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:16

Fevereiro 03 2018

Sim, eu sei que divulgar o que quer que seja sobre rankings, para a proeminência do mainstream educativo deste retângulo à beira-mar plantado, é bem pior que cuspir na sopa. Então discutir sobre tal, ainda que se queira observar da sua ineficácia ou assertividade, é mais escabroso que o assédio sexual.

Isto apesar de saber que neste meio, a hipocrisia pulula mais que pulgas no Verão sobre o dorso de qualquer cão sarnoso. Quem não conhece este ou aquele responsável escolar – podia até adiantar nomes – que publicamente dizem cobras e lagartos sobre aqueles? Contudo, nesta ou naquela reunião, de forma mais ou menos velada, lá vão exaltando a escola, professores e alunos, sem esquecer de mencionar que também é devido à sua liderança que tais resultados foram obtidos, isto se a posição é confortável. Em caso contrário, não se esquecem de aludir à implementação de novas estratégias, outras parcerias, em suma, outra forma de ser e estar no seio da comunidade educativa, ao mesmo tempo que advogam que o insucesso é devido aos pais, ao meio, bem como ao sumiço do lince ibérico.

Assim, eis, como serviço público, o ranking respeitante aos concelhos bairradinos, cujos créditos pertencem ao JN. Cada um, se assim o entender, que tire as suas ilações.

 

9º ANO

Posição

Escola

Concelho

Média

149

Escola Básica n.º 2 de Pampilhosa

Mealhada

3.41

238

Escola Básica Marquês de Marialva

Cantanhede

3.23

286

Escola Básica de Vilarinho do Bairro

Anadia

3.16

394

Escola Básica n.º 2 de Mealhada

Mealhada

3.07

503

Escola Secundária de Oliveira do Bairro

Oliveira do Bairro

2.98

557

Escola Secundária da Mealhada

Mealhada

2.95

 

SECº

Posição

Escola

Concelho

Média MAT

Média PORT

Média EXAMES

154

Esc. Bás. e Secundária

Anadia

12.21

12.35

11.22

157

Escola Secundária

Oliv. do Bairro

12.25

11.31

11.20

227

Escola Secundária

Cantanhede

11.28

10.79

10.82

336

Escola Secundária

Mealhada

9.28

12.32

10.41

 

Adenda: Quem achar interessante efectuar a comparação com os anos anteriores basta ir a http://omeupontodevista.blogs.sapo.pt/ranking-das-escolas-2016-509745

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:57

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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