O meu ponto de vista

Dezembro 19 2014

O governo, no uso dos eus poderes, decretou a requisição civil do pessoal da TAP, a qual só pecou por tardia. Como é evidente, menos para aqueles que tem como lema quanto pior melhor, fazendo política do género “terra queimada”, a greve marcada para os dias 27 a 30, tem tudo menos reivindicações laborais.

A privatização da TAP constava do programa do governo, sufragado pela maioria dos portugueses e, nessa ordem de ideias, não pode ser o querer de uns poucos a colocar em causa o decidido superiormente. No fundo, a luta encetada não passa de pôr a conveniência de meia dúzia à frente do interesse geral.

Todos sabemos que, para os trabalhadores das empresas públicas, há um interesse substancial em continuar a usufruir de tal estatuto. Solicita-se e obtêm-se todos os benefícios. Resultado: um permanente e acentuado défice, o qual sabem que os restantes portugueses, mesmo aqueles que jamais usufruem de tais serviços, pagarão. Nem que seja com língua de palmo, mas pagarão.

Por exemplo, anteontem houve greve do Metro; ontem da CP, na próxima semana está marcada a da TAP e, para Janeiro, já está convocada uma para os STCP. Tudo no âmbito de empresas públicas dos transportes. Querem fazer crer que tudo isto são meras coincidências? Não, isto é, sim, concertação sindical pura e dura, fruto da correia ideológica que lhes está na génese.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:39

Dezembro 16 2014

Hoje era para nada publicar. O cansaço acumulado ao longo destes últimos dias obrigava ao descanso. Porém, a notícia desta tarde despertou em mim o desejo irresistível de escrevinhar umas breves palavras e, por isso, deixei de resistir e eis o resultado.

Como sabem os meus caros leitores sou um adepto, não fanático, do FC do Porto e um enorme admirador da gestão de Pinto da Costa. Digo gestão porque no que respeita à sua vida privada, embora a respeite, sempre a critiquei, sobretudo no concernente à escolha das suas companheiras, as quais poderiam ser, de certo modo, suas netas. Enfim, fraquezas de um óptimo dirigente, fazendo lembrar que não existem pessoas perfeitas por muitas qualidades que possuam.

Voltando ao dia de hoje, soube que Pinto de Costa foi visitar José Sócrates à prisão. Quando ouvi tal, com toda a sinceridade, até me caíram os ditos aos pés. É público que o ex-primeiro-ministro é assumidamente benfiquista e que se saiba o presidente do FCP, apesar de se ter dado muito melhor com as governações socialistas, não tem uma amizade especial àquele político. Assim, por carga de água é que se deslocou a Évora? Busca de protagonismo? Não creio por não precisar dele. Não compreendo!

O que já entendo é aquilo que escutei na barbearia quando a rádio noticiava tal: os ladrões visitam-se uns aos outros. E isto dito por um benfiquista.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:01

Dezembro 15 2014

Não é a primeira vez que abordo esta temática e, com certeza, não será a última. Desde já faço um ponto de ordem prévio: estou contra a municipalização do ensino, não pelas mesmas razões dos sindicatos, mas fundamentalmente pelo caciquismo que, infelizmente, ainda impera em muitos dos nossos concelhos.

Tal como estou contra o aumento de autonomia das escolas, essencialmente no que concerne à contratação de docentes, pelo amiguismo instalado e pela gestão clientelar implantada, na maior parte das vezes em claro atropelo à lei.

Igualmente em termos camarários o facciosismo imperante, não digo em todos os municípios, mas na maioria leva-me a ser totalmente contra. Por experiência pessoal, sei muito bem do que falo. Quando existe, neste âmbito, duas ou mais candidaturas em confronto, o factor de ordem política sobrepõe-se a tudo e a todos.

Igualmente já escrevi e volto a repetir: sei que senão todos, pelo menos a maioria dos concelhos deste país, tem pretensões a ser mini-governos, comandando dentro da sua área geográfica todos os domínios - saúde, educação, ambiente, transportes, polícias e até justiça - uma vez que tal lhes aumentaria, sem dúvida, o poder, ao mesmo tempo que teriam lugares para colocar os raros, mas ainda existentes, boys, os quais, actualmente e muito por força da lei, não conseguem alocar em prateleira dourada.

É evidente, que todos, sem excepção, juram a pés juntos que se tal pretendem é porque estão mais próximos dos cidadãos e, por isso, sabem o que é melhor para estes. Porém, tudo não passa de cantos de sereia, os quais, aliás, por em tempos terem sido escutados, deram origem aos enormes “buracos” financeiros que, como é do conhecimento geral, a maioria dos municípios hoje-em-dia apresenta. Recordam-se do que há vinte/trinta anos se dizia, i.e., que cada tostão – eram tempos do escudo – gasto por uma autarquia valia por três despendidos pelo poder central? Bem, foi o que se viu!

Já agora, e a talhe de foice, veja-se o exemplo dos funcionários das escolas que passaram para a alçada das câmaras. As escolas ficaram melhor? Não, bem pelo contrário, pois cada vez mais o número é menor, sendo que a quantidade de serviços aumentou, como seja o serviço a piscinas, pavilhões, cantinas, entre tantos outros.

E o mesmo sucede com a manutenção dos edifícios. A degradação constante, fruto da ausência de funcionários e de uma baixa acentuada de investimento, demonstra que a opção não foi a correcta.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:30

Dezembro 12 2014

Os dados quando já conhecidos dão-nos a fortaleza de podermos jogar com eles pelo seguro. É uma verdade à “La Palisse”, apesar de com tal informação, ainda que exacta, se poder jogar em vários tabuleiros, fazendo lembrar que uns dizem que o copo está meio vazio, enquanto outros afirmam que está meio cheio.

Ainda a propósito dos resultados nos exames nacionais de 2014, e consequente posicionamento no Ranking de Escolas, há a frisar algo que à primeira vista passa despercebido. Refiro-me, concretamente, à existência ou não de outras vias de ensino que não as “normais”, i.e., as escolas possuírem ou não cursos de educação e formação, vulgo CEFs, vocacionais e/ou profissionais.

Como sabem, fui e continuo a ser contra o enorme disparate de estender a escolaridade obrigatória até aos 18 anos, iniciativa de um governo PS, mas que nenhum outro revoga, tanto mais que isso faria aumentar o nível do desemprego, essencialmente entre os mais jovens. Assim sendo, porque é obrigatório que os jovens estejam na escola até atingir a maioridade, e sabendo que para alguns destes o espaço escolar, e fundamentalmente a sala de aula, pouco ou nada diz, não aprendendo e, o que é mais grave, não deixando aprender, tornou-se necessário criar uma alternativa, ou seja, um percurso escolar mais virado para a prática e cujo pendor académico fosse mais leve, com menor carga horária e exigência intelectiva, uma vez que o futuro destes, em princípio, não passaria pelo prosseguimento de estudos.

É claro que esta medida trouxe duas vantagens imediatas: retirou os alunos problemáticos das turmas, repito, ditas “normais”, fazendo com que, por um lado, o lugar no ranking subisse, muitas vezes quase exponencialmente, e, por outro, criou uma espécie de alternativa para aqueles. Digo espécie uma vez que, mesmo com todas as características que envolvem o desenvolvimento destes cursos, a resposta não é totalmente eficaz.

Juntar discentes possuidores de várias repetições - uns devido às suas dificuldades cognitivas, outros, o que é ainda pior, devido aos seus múltiplos comportamentos e atitudes desviantes –, com idades muito avançadas, cujas estruturas sócio-familiares deixam muito a desejar, isto para não utilizar a caracterização mais hard, como é lógico, não é fácil de “aguentar”.

A persistência, a firmeza das convicções, a resiliência, entre outras facetas, são desempenhos a todo o momento colocados à prova. Por isso, costumo dizer que nem todos os docentes são indicados para ministrar aulas a este tipo de alunos.

E não vale a pena chorar sobre o molhado, pois não existem outras hipóteses. Por muitos processos disciplinares que eventualmente se possam instaurar é impossível “chumbar” a maioria e mesmo que assim pudesse ser eles permaneceriam na escola. Unicamente se passaria a “batata quente” para outro(s).

Uma palavra final para os professores que não têm estes alunos: em primeiro lugar, agradeçam diariamente a todos os santinhos e, principalmente, aos colegas que os têm; em segundo, jamais vituperem sobre uma ou outra migalha, em forma de “regalia” que não o é, e que - muitas vezes, sem qualquer rebuço - dizem que têm; em terceiro, é fundamental a amizade constante e a palavra assertiva.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Dezembro 10 2014

A audição de Ricardo Salgado, o ex-DDT, que é como quem diz Dono Disto Tudo, na Comissão Parlamentar que investiga a gestão e queda do Grupo Espírito Santo(GES), de que fazia parte, de entre outros, o ex-BES, hoje Novo Banco, é - literalmente – de rir até às lágrimas.

Se o assunto não fosse tão sério e se não estivessem em causa tantas e tantas famílias que, de um momento para o outro, perderam as poupanças de uma vida, assim como a fuga e a lavagem de capitais, bem podia ser objecto de um filme cómico.

Como ontem se viu, e hoje se confirmou, Ricardo Salgado(RS) durante todos anos de crise e sobretudo durante os largos meses que levaram à falência do GES nada viu, ouviu e disse. Já agora, como aliás também ficou patente, teve raiva a quem viu, ouviu e disse.

De acordo com as declarações de RS, este sempre foi estranho em tudo o que aconteceu nas múltiplas empresas financeiras e/ou bancárias do GES. A culpa foi sempre dos outros. No BESI e na ESFI foi do contabilista. No BESA foi de Álvaro Sobrinho. No BES foi do Banco de Portugal, da CVMM, da crise e do governo. E por aí adiante.

Numa direcção fortemente centralizada, em que a peça chave, como todos bem sabemos, era RS, este vir afirmar que tudo passou à sua margem, é gozar com os portugueses e fazer de todos nós autênticos totós. O papel de vítima assenta-lhe muito mal.

É evidente que esta Comissão Parlamentar, tal como qualquer outra, não tem quaisquer poderes criminais e, por isso, a minha esperança é que a justiça venha, mais cedo ou mais tarde, a funcionar.

Antigamente, essencialmente nos livros e/ou filmes policiais, o principal suspeito era sempre o mordomo. Ora, num tempo em que estes são praticamente inexistentes, temo que a culpa de todas estas falcatruas acabe por recair, quanto muito, no porteiro, já que sobre o motorista(!!!) estamos falados.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:24

Dezembro 09 2014

As escolas, tal como outras instituições públicas e privadas, com estruturas muito emagrecidas não podem concentrar a sua acção unicamente na redução de custos. Por isso, não é de estranhar que a estratégia deva passar por encontrar alternativas para incrementar as receitas.

Num mundo cada vez mais globalizado, com soluções de última hora dando voz à emergência constante, a aposta está na criatividade. Assim, não é de admirar o surgimento de ideias brilhantes que passam, numa primeira fase, por colocar os recursos humanos e físicos ao serviço da própria organização e posteriormente - quem sabe?- ao dispor da comunidade numa lógica de poupança e angariação de fundos.

Como é evidente, uns poderão servir esta causa melhor que outros, mas todos, sem excepção, poderão dar o seu contributo. E como diz o ditado “grão a grão enche a galinha o papo”.

Numa análise muito superficial, estou a ver os docentes de economia, contabilidade e matemática a ajudarem e mesmo a processarem tudo o que se relacione com compras e vendas. Sim, porque com esta brilhante ideia não faltarão serviços e bens para vender. Os professores de português, para além de corrigirem os ofícios que as escolas diariamente enviam, poderão “oferecer” os seus préstimos a tantas outras estruturas da comunidade. Já os de físico-química iniciarão, por exemplo, o cálculo de coeficiente de atrito entre pisos, tentando evitar, deste modo, a queda de pessoas. Os de manualidades farão bricolage e outros objectos para venda. Claro que os de electricidade, com um grande letreiro na oficina, publicitarão que repararam tudo o que é desta área. E se houver engenheiros mecânicos tanto melhor, já que o parque automóvel não é assim tão diminuto quanto isso. Claro que não faltarão ideias para ocupar os restantes professores.

E pronto! Eis uma concepção genial que se ouve por aí e que serve às mil maravilhas para (re)afirmar que “o rei vai nu”.

Perguntar-me-ão: e o cumprimento do programa? Respondo que não passa de uma pergunta retrógrada, sem sentido até, pois nada vale perante o fim que esta grande ideia perscruta.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:16

Dezembro 05 2014

Sem falsa modéstia, hoje mereço parabéns e que me cantem hossanas de louvor. Sim, na verdade, faz hoje dez anos que dei início a esta aventura de editar um blog.

Foram muitas incompreensões e contrariedades, mas também fonte de aprendizagem e de enormes satisfações. Basta ler os textos escritos nos primeiros anos e compará-los com os de hoje para observar o tirocínio.

Ao longo desta década foram publicados 1636 textos e aprovados 925 comentários. Sim, porque a muitos outros, infelizmente pelo seu teor ofensivo, não foi, não lhe chamaria censura, autorizada a sua edição. Abro um parêntesis para dizer que se algo houve que me custou os olhos da cara foi o de, durante muitos anos, enquanto o sítio de alojamento não possuía moderação, ter sido obrigado a impedir os comentários, mercê da falta de urbanidade de alguns leitores, aliás, naquela altura, bem identificados.

E, manda a verdade dizer que este local tem visto a sua audiência, como uma amiga costuma dizer, paulatinamente a subir. Assim, se há dois, três anos a audiência média andava entre os 300 e as 400 visitas diárias, hoje-em-dia supera as 500, tendo atingido – vejam lá! – a bonita quantia de 2 401 visualizações no p.p. dia 2, conforme se pode observar na infografia abaixo e que mereceu o devido realce no portal do Sapo.

  

Nova imagem.jpg

 

 É evidente que o sucesso não se deve unicamente a este vosso escriva, mas sim e sobretudo àqueles que fielmente aqui vêm diariamente. A todos deixo uma palavra de amizade e elevada consideração.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:06

Dezembro 04 2014

Antes de mais, para os menos experimentados nesta questão de gestão de serviços públicos, esclareço que a designada tolerância de ponto na administração pública não quer dizer, de modo algum, que os serviços, a que os funcionários pertencem, encerrem nos dias que tal lhes seja concedido. O que quer dizer, sim, é que os serviços trabalharão a “meio-gás”, já que uns estarão ao serviço enquanto outros estarão de folga. Depois, noutro dia, inverter-se-á a situação. Por exemplo, e até aqui, enquanto uns descansavam no dia 24, os restantes estavam ao serviço. No dia 26 a posição trocava.

Vamos, porém, ao cerne da questão, i.e., o que me levou a escrever estas linhas. Na época natalícia é habitual, o governo em exercício, dar um dia de tolerância de ponto aos funcionários públicos. Ora, este ano, em que a grande maioria das condições de austeridade se mantém, incluindo o corte de salários, subsídios e suplementos remuneratórios, assim como o congelamento de progressão de carreira, é muito estranho a “dádiva” de dois dias.

Como tal medida extravasa a minha compreensão, apenas posso sugerir que a mesma é fruto antecipado de um ano eleitoralista. Assim, não vale!

Adianto, desde já, que se tentarem levar o povo como um bando de totós o resultado será mesmo “ que se lixem as eleições”!

Já agora, vale a pena perguntar: quanto vale o dia de trabalho de um funcionário público? Como é fácil de calcular, dou a resposta como sabida, uma vez que o importante é saber o que cada um daqueles prefere: um dia de descanso ou o seu montante em cachet? Aqui, não tenho a menor dúvida que preferem este último.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:15

Dezembro 03 2014

No passado domingo, com o início do Advento, mais um ano litúrgico principiou. Porém, não é deste princípio que quero falar, mas sim do Advento. De acordo com a Wikipédia, «o Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a paz».

Ora, é este advir, i.e., o que irá acontecer, ou melhor ainda, o que terá de suceder, que, a nível pessoal, é relevante. Num tempo que se caracteriza por um consumismo desenfreado, entremeado por acções caritativas de índole meramente momentânea, só a renovação interior é capaz de nos levar à boa vontade e até às experiências transcendentais, o que pode e deve significar abertura a novas realidades e à descoberta de novos mundos.

As pessoas valorizam isto. A sociedade necessita disto. Por isso, há que tirar partido deste tempo novo, por muito que possamos ser alvo de crítica ou mesmo de chacota. Lembro que Jesus Cristo, Aquele que veio e há-de vir, o fez e fará para salvar os pecadores. É que os outros, os sem mácula, acham que, neste campo, pouco ou nada devem fazer, já que, sem piáculos, nada têm de provar.

Concretamente quero fazer parte integrante de uma família que acredita no nascimento de Jesus e não da vinda do Pai Natal, apresentando características únicas: inovação no ser, qualidade no estar, confiança no outro, paixão pelos mais simples e, sobretudo, o gosto de amar quem me rodeia.

Conseguirei? Não sei. Todavia, acima de tudo, é necessário acreditar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:40

Dezembro 01 2014

A riqueza que constitui o património de uma escola pode e deve evitar o triste destino de recurso fácil para salvar situações de aperto momentâneo. Ou, dito por outras palavras, a necessidade de afirmação, tão necessária aos alunos e respectivas famílias, bem como à restante comunidade escolar, principalmente no que respeita ao tecido empresarial, não pode passar pela constante alienação da sua herança. Bem pelo contrário.

O trabalho profícuo, o empenho cada vez mais dedicado, a entrega total tem que ser o pão-nosso de cada dia. Os bons resultados não são fruto de sorte, tanto mais que esta, como se sabe, dá muito trabalho a alcançar.

Neste fim-de-semana foram, como todos anos é habitual nesta altura, divulgados os resultados dos exames nacionais efectuados em 2014. E, como seria de esperar, eis a análise, ainda que com relevância local, a qual não quero deixar de dar a conhecer aos meus caros leitores. Vale aquilo que vale, mas que eu saiba é a única publicada nestes termos. Mais: ninguém é obrigado a ler.

Dizer que, no 4º, 6º, 9º e secundário, as escolas posicionadas nos primeiros lugares – e não são tão poucas assim – são privadas é “chover no molhado”. Bem mais importante é saber e tentar assimilar o porquê, algo que poucos estarão interessados. Aliás, demagogicamente, muitos outros há que, como se costuma dizer, têm raiva a quem, seriamente, pergunte.

Vamos, porém, aos dados que mais nos dizem respeito, começando pelos mais pequenos. Aqui não posso deixar de sentir alguma preocupação pela Escola de Barcouço, local onde me habituei a ver desempenho de qualidade com os consequentes bons resultados. Tal como uma andorinha não faz a Primavera, um ano pode não explicar tudo

 

1ceb.jpg

 

No concernente ao 6º ano, nota-se uma inversão acentuada entre as Escolas de Pampilhosa e de Mealhada, com a agravante desta última ter realizado para cima do dobro das provas. Não sei, concretamente, qual o motivo de uma descida tão acentuada por parte da primeira, mas que deve levar os responsáveis a reflectirem seriamente não tenho a menor dúvida.

 2ceb.png

 

Olhando, agora, para o quadro do 9º ano, está ausente a admiração. A Escola da Pampilhosa, mais uma vez, destaca-se de um modo preponderante, havendo, sem dúvida, lugar à inflexão de procedimentos por parte das outras, tanto mais que o argumento económico-social dos alunos não colhe.

 

3ceb.jpg

 

Já no respeitante ao 12º ano, como é óbvio, a comparação é feita com as escolas secundárias vizinhas que, por princípio, apresentam maior afinidade com Mealhada.

   

Posição em 2013

Posição em 2014

Escola

Média

163

106

Mealhada

11,3

112

196

Anadia

10,54

194

250

Cantanhede

10,33

310

323

Oliveira do Bairro

9,91

   

E, aqui, em comparação com 2013, nota-se uma subida extraordinária, a qual não pode passar em claro. Bem sei que são necessários vários anos para tirar ilações consistentes. Todavia, tendo em conta a subida que se tem registado, sobretudo nos três últimos anos, o caminho trilhado parece-me, à priori e sem prejuízo de uma análise mais profunda, o correcto e digno de aplauso.

Por último, não achando despicienda a situação económica e social e o meio geográfico dos alunos, começa, porém, a cair por terra alguns mitos,entre os quais o de que apenas as escolas cujos discentes têm progenitores com boa posição financeira e que se situam nos grandes centros urbanos conseguem obter bons resultados. A corroborar estas palavras vejam-se os exemplos das secundárias de Arganil, de Macedo de Cavaleiros, de Mangualde, ou mesmo de Sátão, respectivamente nas posições 42, 61, 62 e 72.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:45

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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