O meu ponto de vista

Julho 19 2016

Que se lixe a dívida. Estou-me marimbando para o BES, ou melhor, para a resolução do Novo Banco, bem como para a solução da CGD. Não quero saber de sanções da CE relativamente ao défice excessivo de 2015 e a falta de garantias de correcção para o corrente ano. Direi mais: apesar de poderem chamar-me de egoísta, incoerente e insensível, manda a verdade dizer que não quero saber de quaisquer problemas.

É que a partir de hoje, inclusive, estou de férias. Por isso, até 31 de Agosto, apenas me dedicarei a agricultura, praia e passeios. E já agora, na medida de possível, em boa companhia e degustando a excelente gastronomia que, de norte a sul, somos tão ricos.

Bem, abro parênteses, para dizer que o ano passado também pensava o mesmo e, a meio, fui obrigado a interrompê-las. Faço votos para que 2016 seja diferente. Vade retro Satana!!!

Nesta ordem de ideias, esta rúbrica – a não ser em casos excepcionais – também vai a banhos.

Boas férias para todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:34

Julho 15 2016

O terrorismo fere? Claro que sim! Ninguém coloca isso em causa. Todavia, o verdadeiro problema coloca-se noutro campo, i.e., no âmbito de o combater. É sabido que o mundo ocidental, a partir de certa altura, tomou a luta ao terrorismo como caminho inevitável, sob pena de males muito maiores.

No aludido combate, misturado embora com um agudo sentimento de revolta contra os seus autores, entrou muita resignação e resiliência, que foram fazendo o seu caminho, até porque a culpa, sendo imputável a agentes mais ou menos definidos, se diluía em parte naquela fatia de colectividade que tinha assumido um certo de modo de vida.

Hoje – o atentado de Nice aí está, mais uma vez, a prová-lo – sabe-se que o batalha que se tem travado contra os jihadistas não tem tido, de todo, o resultado que se esperava. Por isso, a questão assenta noutros pilares, sobre os quais teremos de reflectir de modo conciso e assertivo. E um desses pilares consiste em uma maior informação, a qual colide com a liberdade e, sobretudo, com a privacidade de cada um de nós.

Eis o cerne da questão. Estamos nós dispostos a uma menor privacidade - matéria extremamente sensível e delicada – em favor de uma maior segurança? Se sim, ganharemos tal guerra. Caso contrário esqueçam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:21

Julho 14 2016

Existem matérias, contradições, coisas do arco-da-velha, ou seja lá o que lhe chamem, deveras engraçadas. É a lei da vida, dirão uns. São os homens no seu pior, dirão outros. Contudo, aquilo que me é dado observar quotidianamente é que quem mais fala mais tem que se lhe diga.

Querem um simples exemplo que, nestes dias, anda pelas bocas do mundo? Então, não é que o presidente francês, François Hollande, condenou como "moralmente inaceitável" o emprego do ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no banco Goldman Sachs. Todavia, no que respeita ao salário mensal que a França paga ao seu cabeleireiro privado aquele respondeu às críticas sobre o alto salário que, segundo o jornal satírico francês "Le Canard Enchainé", recebe 9895 euros mensais, mais alojamento e «benefícios familiares»: “podem-me censurar no que quiserem, mas não nisto", lembrando que reduziu o orçamento do Eliseu em 9 milhões de euros, incluindo o seu salário.

É caso para dizer: ainda bem que é meio-careca. Olha se tivesse uma farta cabeleira! Quanto pagaria o Estado francês?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:37

Julho 11 2016

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Sim, eu sei que me vão acusar de “falar agora, é fácil. Difícil é fazer prognósticos antes do jogo. Custoso é alimentar uma esperança e uma fé inabalável". Todavia, mesmo assim, aqui estou a comentar os feitos daqueles bravos guerreiros da bola que ontem nos deram uma alegria do tamanho do mundo.

Estamos na lista dos melhores, dos mais cobiçados e caros do mundo. E, na verdade, nos últimos anos, a fileira do futebol luso traçou um caminho de conquista internacional, sustentado na qualidade, na estratégia e, sobretudo, na assertividade, factores que Fernando Santos - o único engenheiro português que cumpriu a sua palavra - soube imprimir e que se revelaram um sucesso.

A inovação e a criatividade conseguiram promover a renovação q.b. de um sector, ultimamente caído em desgraça a nível internacional, tornando-o mais sedutor aos olhos do mercado internacional, mas também dos inúmeros profissionais que gravitam à volta do sistema. No bom sentido, é claro!

Muito longe, felizmente, da conotação de uma arte, para não lhe chamar emprego, pouco qualificada em termos literários e científicos, que durante décadas a caracterizou, o futebol nacional possui hoje-em-dia profissionais altamente qualificados, cujo expoente maior é, sem dúvidas, o Cristiano Ronaldo, sem esquecer o Nani, o Quaresma, o Rui Patrício, entre tantos outros, e também sem olvidar as jovens estrelas, como são os casos de Éder e Renato Sanches, só para citar alguns.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:01

Julho 07 2016

Nos últimos dias tem-se falado muito da diminuição do insucesso escolar registado, principalmente, em 2013/14 e 2014/15. Pois bem, mesmo assim, o actual governo é de opinião que a taxa de insucesso ainda é muito alta e apresenta como objectivo final – a palavra meta foi considerada maldita – a retenção zero, pelo que direi que o melhor é, sem exagero, um dia destes darem às crianças, logo à nascença, o canudo da licenciatura, quiçá mesmo do doutoramento.

É por demais sabido que a regeneração depois de um forte impacto é lenta, mas absolutamente necessária. E é demorada porque exige uma avaliação dos danos, mas mais do que isso uma reinvenção tendo por base a (re)aprendizagem após insucesso. Olhar para onde e como se falhou é repensar prioridades e estratégias. O pós-insucesso é uma fase mais ou menos longa, mas indispensável, repito, e que não se deve cingir à estatística de curto prazo, que é ainda, obviamente, desanimadora. É certo que ainda não existia uma proporcionalidade entre a criação e cessação, o que não permite equilibrar rendimentos ou desempenhos. Mas lá iriamos.

Contudo, e apesar disso, também olhando para os números, o gap já não é um fosso enorme, parecendo, assim, que lentamente o tecido escolar estava a entrar em fase de renascimento. Por isso, o argumentário contra a existência de exames no quarto e sexto ano de escolaridade cai por terra e muito menos entendo a fúria contra uma evidência do dia-a-dia das escolas, i.e., a existência de alunos que não estudam e, pior ainda, não deixam estudar, pelo que, na minha óptica, é da mais salutar lógica reprová-los. Caso contrário, beneficiamos o infractor.

Tirem da mão dos professores a “brasa” usada sistematicamente “se não estudares chumbas” e será, então, o descalabro total. E não me venham com a cantilena que existem países mais evoluídos que nós onde os alunos até ao nono ano não reprovam. Nós não somos os países nórdicos e muito menos acredito na importação de medidas para aplicar género “chapa 5”. Estou cansado de experimentalismos dos cientistas da educação!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:18

Julho 06 2016

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Ao contrário de alguns que afirmaram não ir ver o jogo Portugal-País de Gales, argumentando hipocritamente com excesso de trabalho, eu vi e vibrei com a nossa vitória. Triunfo este com o menor sofrimento até agora e ao fim dos noventa minutos regulamentares.

Estamos na final, contra os meus prognósticos – pessimista, neste campo, me confesso -, e com mérito. E, agora, sem dúvidas, venha quem vier – Alemanha ou França, apesar de preferir esta última – seremos campeões europeus.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:48

Julho 04 2016

Marcelo vê o actual e o ex-primeiro-ministro de candeias às avessas e mesmo assim o elogio à postura de ambos é constante.

Marcelo encontra-se, por acaso e sem acaso, com António Costa e lá sai elogio.

Marcelo está no mesmo local que Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, e o elogio sai de imediato.

Marcelo encontra-se, sem contar, com José Sócrates e, para não variar, o elogio é público e publicado.

Bem, há pessoas que, invariavelmente, vêm o copo meio vazio. Outras, porém, vêm constantemente o copo meio cheio. Marcelo, até que o estado de graça dure, está sempre com estas últimas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:25

Julho 03 2016

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Com a minha idade, bem posso dizer que já vi quase tudo e, por isso, pouco ou nada me admira. Todavia, à medida que a idade avança - é uma verdade insofismável – abrem-se novas oportunidades de experienciar o melhor da vida. Se bem que a idade traz algumas condicionantes diferentes de década para década, o saber viver é algo que se adquire e que revela o melhor de cada um, perante si próprio e perante os outros.

Na idade maior – adoro este eufemismo – há certezas que se fortalecem, relações que se alicerçam e uma vontade de continuar em frente no percurso de existência que já não só queremos melhor apenas para nós, mas sobretudo para todos aqueles que fazem parte do nosso quotidiano, como os nossos descendentes.

A responsabilidade de cada um saber cuidar de si e de tomar as opções certas para cada etapa da sua vida é, por isto, da máxima importância, pois está ligada a tudo, desde a saúde mental, passando pela emocional e física. Assim, vale a pena manter os sentidos bem apurados, uma alimentação equilibrada, exercício físico e o saber que para cada problema existe uma solução … afectiva!

Em suma: pontos de partida para esta etapa de vida, a que a definição de seniores confere o estatuto de maturidade. As razões do coração (!!!) e da razão falam, assim, mais alto, no sentido de cada um tornar a sua existência feliz, única e com a sua marca, que assinala a diferença. Já agora, parafraseando alguém, façam o favor de serem felizes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:36

Junho 28 2016

Escutar determinadas pessoas é como balões de ar a rebentar. Falam, falam e falam mas não dizem nada, pois, tal como os balões, a única coisa que têm dentro de si é ar.

Eloquentes, malabaristas com as palavras, são piores que um harmónio a debitar música, cujo botão “stop” se avariou. Aspiram e suspiram, mas jamais inspiram quem que seja. Adoram prender a atenção dos que os rodeiam, nem que para isso tenham de criar mil e uma histórias.

O que contam, na maior parte das vezes, não corresponde minimamente à realidade. Contudo, o modo como se expressam, o tom que colocam na voz, a ênfase que denotam, dá a entender que o que dizem é a mais pura das verdades. A voz nunca lhes treme, não lhes faltam as palavras certas no momento ideal, o olhar é fixo e brilhante de tal modo que a convicção que transmitem é quase total.

Autênticos vendedores de “banha de cobra”, não têm pejo algum em ficcionar. Não, não são mentirosos compulsivos, apenas distorcem a realidade por necessidade afectiva. A ânsia de captar o outro a isso obriga.

Ao ouvi-los ganhamos o “Céu”, pois obriga-nos a um acrescido esforço de prestar atenção a quem não merece, bem como o de usar todos e mais alguns “filtros”. Aliás, este género de pessoas são extremamente inteligentes até ao momento em que abrem a boca!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:15

Junho 27 2016

Pequenos, muitos pequenos. Nada valem, mas deem-lhes dez reis de mel coado em forma de poder e verão. Mesmo que seja diminuto ou meramente residual e ei-los armados em ditadores de pacotilha, pavoneando a sua (in)significância por tudo o que é lugar.

“Não podem fazer isto e aquilo. Não podem proceder deste e daquele modo. Tem que efectuar assim e assado. Têm de cumprir rigorosamente. E evitam de dizer o que quer que seja pois está nas normas”. No fundo, mais papistas que o Papa. E depois é um regá-lo ouvi-los admoestar tudo e todos, só lhe faltando a cana-da-índia para fazerem lembrar velhos tempos.

Passam meses e meses, por vezes anos até, sem que se lhes dê pelo rasto. Não abrem a boca numa reunião e muito menos é do conhecimento público uma única ideia. Mas, por virtude da nomeação e posterior empossamento numa função (i)relevante, por metamorfose imediata, eis que o rei lhes salta na barriga e é vê-los impantes de garbosidade, quais generais em parada, a “comandar” a dita arraia miúda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:26

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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