O meu ponto de vista

Setembro 03 2015

O assunto constante no meu post de ontem continua a dar que falar, a despertar consciências, a causar horrores e a acordar boas-vontades. Nas redes sociais, nos media e, inclusive, nas diversas conversas entre as pessoas continua a ser tema incontornável.

A maior parte dos estados membros da UE está, instigada pelas respectivas opiniões públicas, a realizar acções concretas direccionadas para a resolução do drama dos refugiados. A monitorização em curso mostra que, apesar da muito difícil conjuntura económica que a maioria dos países europeus atravessa ou mesmo por causa dela, estão a ser tomadas medidas, infelizmente não tão céleres quanto o desejável, com vista à inclusão e, senão erradicação, pelo menos à amenização desta tragédia humana.

Por exemplo, a Conferência Episcopal Portuguesa começou a indagar da existência de mosteiros e templos que possuam condições para albergar alguns dos muitos refugiados. Outro exemplo advém de quinze municípios que já se prontificaram igualmente a acolher aqueles que, por estes, dias procuram na Europa a sua salvação.

Todavia, realce-se que nenhum destes consta da lista das quinze autarquias que ainda há tão pouco tempo foram lestíssimas a aderir à municipalização da educação. Sintomático!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:50

Setembro 02 2015

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 Sem palavras!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:37

Agosto 31 2015

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 As ferramentas sejam elas de índole política, económica, educacional ou outra qualquer que hoje-em-dia se usam são muito diferentes de há uma ou duas décadas, isto para não recuar mais tempo. A forma como actualmente se pensa e encara o futuro, acompanhando os avanços técnicos e tecnológicos, tentando simultaneamente adequar-se às necessidades impostas pela sociedade a vários níveis, é motivo de regozijo.

Factores como a segurança, conforto, fiabilidade, economia, ecologia e assertividade terão de ser levados muito a sério e integrados de diferentes formas. Estes factores estiveram e continuam a estar na base do surgimento de novos modos de agir, novas estratégias, novos procedimentos e até novas concepções do edifício organizativo.

Assim, a pretensão de continuar a navegar em águas mansas, baixando-se sempre que as ondas se agigantam, fazendo vista grossa dos factos mais ou menos inconvenientes, na esperança que, a modos, possa passar entre os pingos da chuva, poderá surtir efeito durante algum tempo, mas mais cedo que tarde o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro.

Jamais levantar a voz, não dar, de vez em quando, um murro na mesa, senão mesmo virá-la, não possuir coragem para estabelecer rompimentos, não é, de modo algum, desasnar, bem pelo contrário.

Depois não nos admiramos das demissões e da assumpção do comando por pessoas inexperientes e, sobretudo, sem o mínimo de talentos para os cargos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:53

Agosto 27 2015

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 É má na opinião de uma esquerda incapaz de ultrapassar a sua cegueira ideológica, é muito má de acordo com uma esquerda radical e/ou chique, mas o certo é que é a única dirigente europeia com um discurso coerente e, melhor ainda, com uma prática consequente, relativamente ao caso dos refugiados que por estes dias assolam as fronteiras deste velho continente.

Ângela Merkel, pois é dela que estamos a falar, afirma "ser sua convicção firme que a Europa, como continente rico, é capaz de resolver o problema" da chegada em massa de pessoas que fogem de conflitos, acrescentando que os incidentes registados nos últimos dias "são um aviso para trabalhar para resolver este problema e mostrar solidariedade".

Apetece dizer que enquanto uns, covardemente, se calam e outros despudoradamente falam, falam, há, felizmente, aqueles que fazem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:43

Agosto 24 2015

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Após estes anos de recessão em que vivemos, com um mercado totalmente contraído e sem grandes expectativas, penso que chegou o momento de encararmos o futuro com algum optimismo. Desde há alguns meses já se ouve falar de indicadores positivos, achando mesmo que actualmente esses indicadores já se transformaram numa efectiva retoma económica. É importante, porém, que não se encare esta retoma com excessiva euforia, bem pelo contrário, i.e., é necessária alguma moderação.

O aumento do crédito ao consumo aí está a demonstrar o que anteriormente foi escrito. Contudo, há que salientar que existe um reverso desta medalha, ou seja o aludido crédito está direccionado sobretudo para o consumo pessoal – carros, electrodomésticos e outros bens, na sua grande maioria importados - e não para as empresas, as quais, como bem sabemos, são as que criam riqueza e principalmente empregos.

Por isso, parece-me que voltámos aos loucos anos dos governos de José Sócrates. Se assim for, só posso acrescentar vade-retro Satanás!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:30

Agosto 20 2015

Algumas pessoas debatem-se diariamente com questões e tarefas para as quais não têm competência. Por isso, recorrem a abordagens específicas por forma a alcançar os melhores resultados.

Todavia, tal não está ao alcance de todos. Antes de mais é necessário rever a estratégia e identificar os milestones para a sua implementação, definir e comunicar os objectivos envolvendo ou não outras pessoas e, sobretudo, discutir a melhor forma de as concretizar.

Por outro lado, e não menos importante, bem pelo contrário, é indispensável também uma espécie de onfalotomia relativa ao passado.

É difícil? É. No entanto, sendo certo que é um dos maiores desafios para quem tem a seu cargo a tarefa de encontrar respostas para todas estas questões, não existe outro caminho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:21

Agosto 18 2015

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Pelos  vistos, nada corre bem para os lados do Rato. Para além de não conseguir descolar, em termos de intenção de votos, da coligação governamental – recordo que foi por tal causa que António José Seguro foi apeado -, veio, no dizer de António Costa, a aselhice dos cartazes e, agora, quando se encontrava de peito feito para romper com o desânimo, eis que surge a candidatura de Maria de Belém a presidente da República, retirando-lhe o protagonismo que necessitava como pão para a boca.

Assim não há político que aguente! Solução: vai à bruxa ou, então, resta-lhe a mesoterapia.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:53

Agosto 14 2015

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Já em tempos tinha predito. Agora é oficial: por falta de "rega" finou-se. E se não foi por este motivo, então talvez tenha sido por inexistência de cuidados.

 

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:33

Agosto 06 2015

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Não é uma questão de cartazes ou de não acertarem uma, pois a verdade impele-os no sentido da realidade, i.e., a questão do desemprego já vem do tempo de Sócrates.

Ah, já agora não despeçam os publicitários. Olhem o desemprego!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:54

Agosto 04 2015

É a sealy season no seu máximo expoente. Os media quase não transmitem mais que acidentes, crimes de “faca e alguidar” ou, então, reportagens do tipo “encher chouriços”, as quais, como é do conhecimento geral, há muito que se encontravam à espera de uma janela de oportunidade para serem publicadas, tal é a sua importância. Mesmo os poucos artigos de opinião são de uma pobreza confrangedora e de um déjà vu atormentador.

Os políticos, por muito graves que sejam os problemas do país, foram a banhos, a modos de retemperar forças para a rentrée que, o mais tardar, em Setembro há-de ser feia, forte e receio bem que também seja suídea.

Entretanto, a floresta arde incessantemente, mas como fica muito longe das águas do mar nada de preocupações.

Por isso, vivam as festas e romarias que, apesar de serem cada vez menos, ainda vão, aqui e ali, alegrando o Portugal profundo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:52

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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